quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Vem 2016, "não olhe para tras..."

Não Olhe Pra Trás
Capital Inicial


Nem tudo é como você quer
Nem tudo pode ser perfeito
Pode ser fácil se você
Ver o mundo de outro jeito
 
Se o que é errado ficou certo
As coisas são como elas são
Se a inteligência ficou cega
De tanta informação
 
Se não faz sentido
Discorde comigo
Não é nada demais

São águas passadas
Escolha outra estrada
E não olhe, Não olhe pra trás
 
Você quer encontrar a solução
Sem ter nenhum problema
Insistir se preocupar demais
Cada escolha é um dilema
 
Como sempre estou
Mais do seu lado que você
Siga em frente em linha reta
E não procure o que perder...


...Não olhe pra trás


Foi um ano maravilhoso.
Só tenho a agradecer! Obrigada...

sábado, 14 de novembro de 2015

Tu escolhe...

Gata! Te dou duas opções:
 
1- Levanta daí. Toma um banho com água quente, um banho daqueles que é um afago na alma. Escolhe uma roupa que você gosta! Não pense no que os outros vão pensar ou falar, nem sempre o que você gosta é o mais bonito, é o que está na moda ou é o mais adequado. Aquela calça jeans larga, uma blusa solta e uma rasteira no pé ou aquele tênis velho, por que não? Você ama ele de paixão. Isso, agora falta o cabelo. Prende, faz um rabo de cavalo daqueles bem empinados e não deixa nenhum fio em desalinho. Coloco um brinquinho, um anel, pequenos. Passa um batom cor de boca e um perfume suave, a última coisa na vida que você quer é chamar atenção para si. Saía, saía pelo leite que você mamou de sua mãe, saía de casa. Vai no supermercado, na farmácia, na padaria. Aproveita e compra um sonho de creme, que é um beijo no coração. Faça qualquer coisa, mas faça. Leve a cachorra pra passear. Saía.
 
2- Não levante, de um pulo! Corre para o banho, tome um banho com uma água morna a fria, delicia, daquelas que dão um arrepio na alma, mas que acorda todo o corpo. Escolhe aquela calça jeans que ele odeia que você use e você sabe muito bem o porque. Aquela blusa que favorece o teu corpo. Com certeza não pense em conforto nesse momento. Aquele salto que você mal consegue andar. Solte esse cabelo, bagunce, de volume, jogue para os lados. As joias devem ter brilho. O batom? Aquele vermelho matte. E o perfume... o tipo que chega antes de você em qualquer lugar, pois o que você mais deseja é chamar atenção. Agora sente no sofá e espere ele chegar, convide-o para sair, não tem graça você se exibir sem plateia e a vingança é um prato que se come frio e não tem preço que pague aquela cara de ciúmes, quando o outro cobiça o material que ele não valoriza.
 
Agora fofa, se tu prefere ficar aí, chorando, reclamando pelos cantos.
 
Boa sorte querida.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

...

Todos os dias passo em frente daquela loja de "vestidos de noivas e alugueis de trajes festivos". Fazem semanas que meus olhos brilham por aquele vestido exposto na vitrine, ele é longo, tomara que caia, o tecido não sei, a cor fica entre um dourado claro e por cima toda aquela renda preta.

Ele é lindo!

Não sou de me apaixonar por roupas e menos ainda por vestidos assim, mas aquele tem um apelo especial, não sei o que é. Tenho pensando nele todos os dias e de longe não vejo nenhuma ocasião que eu pudesse vesti-lo. Ao certo nem sei que tipo de festa comportaria aquele traje, não é um vestido para formaturas, nem madrinha de casamento e nem para casamento.
 
É isso que me atrai nele, o inexplicável. A renda preta, eu amo renda preta!
 
Já pensei em ir la, sondar o preço e ate mesmo prova-lo. Sou insana demais pra isso e eu não me perdoaria de prova-lo e ele ficar deslumbrante e eu não traze-lo pra casa. Não mesmo, então eu não vou!
 
Ele é tão delicado e ao mesmo tempo tem uma impetuosidade, acho que foi feito para mim.
 
Já me conheço, sei como sou e quando me apaixono por algo, tomara que ele custo alguns "mil", só isso irá evitar de eu me apossar dele, apenas pelo fato de eu quere-lo, não que vá fazer diferença na minha vida!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

E só!

Já se foram todos os feriados do ano e hoje minha última merecida folga. Fiz curso nas férias, então tenho direito e ai se eu não tivesse. Contagem regressiva para terminar o ano, para chegar as férias.
 
Ao contrário dos outros anos, esse ano estou empolgada, não somente pelas férias, pelo descanso, por tudo! Pacote completo, o ano passou tão rápido, foi um ano tão bom que nem senti, não estou a metade de esgotada que eu estava ano passado nessa mesma época, com um agravante, eu também estava esgotada emocionalmente.
 
Agora estou bem, estou feliz. Sim, tenho alguns problemas, quem não os tem?! Algumas coisas mal resolvidas... tudo tem seu tempo! E se não tiver seu tempo, não era pra ser! Simples assim! Ando dormindo muitíssimo bem, obrigada!
 
Esse meu bem estar deve-se a tantas coisas, pela minha mudança de horário de trabalho, pela troca de trabalho, por a Lígia já estar maior e mais independente, mudança de hábitos, de postura frente a vida, de colocar de lado certas questões da minha vida que não dependem só de mim.
 
Apesar do amargor na boca persistir a mais de 3 dias...
 
Hoje já nem sei ao certo o que vamos fazer, vou aproveitar para descansar um pouco mais.

domingo, 1 de novembro de 2015

...

Ela via a chuva fina cair, já era madrugada, longe dava para ouvir o Capital Inicial, alguns gritos, motores de carro, ela ali de olhar parado, pensava que não queria estar ali, que queria ir embora. Seus amigos ainda estavam na festa e a chamaram pra emendar o resto na noite naquele barzinho da orla. Ela não queria ir, mas não tinha muita opção: era ir com eles ou ir sozinha pra casa. Como? Aquela chácara era retirado de tudo. Eles tinham bebido demais, ela só queria ir pra casa, tomar banho e dormir, não estava em um dos seus melhores dias.
 
Ele chega devagar, ela percebe sua presença na penumbra. Ele não tinha a intenção de assusta-la. E não assustou. Ele sorri. Ela lembra da festa passada...
 
..  eles se esbarraram na porta do apartamento, quando ela entrava. Ele já tinha bebido demais e ela já estava chegando quando a festa estava terminando. Eles se olharam na porta, ele apertou as bochechas dela e disse a ela que ele a achava linda. Ela devolvia o sorriso com vergonha, os amigos o puxaram e ele se foi.
 
Ela afastou a lembrança da cabeça, talvez ele nem lembrasse mais do sábado passado. Ele parecia estar sóbrio. Ele sorri e pergunta se ela estava triste. Ela mente, dizendo que não. Na verdade ele queria saber o que ela estava pensando mas ela não quis compartilhar com ele seus pensamentos, não naquela noite. Outras viriam.
 
Ela reparou pela primeira vez a tatuagem que descia pelo seu pescoço para as costas. Não ousou perguntar o que era. Não naquela noite. Outras viriam e ela aprenderia a desenhar as garras daquele pássaro só com o fechar dos olhos.
 
Ele ainda sorria para ela. Ela não estava em uma boa noite para conversas, sorrisos. A chuva continua a cair e ela so pensava em ir embora. Ela se despede dele... resolveu ir. Ele a puxa pelo braço e pede desculpas pelo final de semana anterior, ela apenas sorri timidamente.
 
Ele não sabia o que fazer e o que dizer.
Ela também não.
 
Ela foi andando, decidiu procurar uma carona. Ela olhou pra tras e ele ainda estava ali parado, sem reação.
 
Não naquela noite, outras viriam.
 
***
 
Eu sei que anjos vão para o céu!
Uma cena perdida no tempo e revivida enquanto escutava Capital Inicial.
Amanhã é finados e as lembranças vem a tona...

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Risos e inocência

Durante a semana...
 
Era final de tarde, passando no cruzamento de sempre, horário de pico... todo mundo sabe que ali precisa-se uma sinaleira, mas não tem, como também não se tem previsão de ter uma e a necessidade sempre existiu, mesmo assim insistem em colocar uma faixa de pedestres ali, como manda o manual e também vagas de estacionamentos para todos os lados e um cruzamento para todos os sentidos, horários e anti-horários e se os carros pudessem voar, com certeza também seria permitido. Resultado: um caos para atravessar ou virar para qualquer lado, e um mal necessário a ser encarado para ter acesso a alguns lugares que frequento.
 
E naquele, agora vai.. agora não vai. Vai dar para passar, não vai. Que vença o melhor, o mais corajoso, eu distraída olhava para o outro lado da rua, nem lembro o que pensava, sou "acordada", com uma conversa vindo do meu lado, de inicio achei que Saponildo estava dando alguma informação aquele senhor de bicicleta que quase pulava pra dentro da janela, mas não..foi só me inteirar da conversa que entendi..
 
"Vai, pula por cima!"
(Saponildo fazia gestos com o braço e dedo, entre outros xingamentos pesados).
 
Virei a cara pro lado, morta de vergonha, o carro atrás já buzinava... Lígia só de butuca na discussão..
 
"Pelo amor de Deus, você estava errado e ainda discutindo com ele, você estava em cima da faixa de pedestres".
 
O senhorzinho, atravessa a frente xingando e continua o caminho dele de bicicleta...
 
Uma voz curiosa veio de tras..
 
"Papai, papai!? Por que o titio não quis pular?
 
(....longas gargalhadas!)

domingo, 25 de outubro de 2015

Sol, volte!

As pessoas a minha voltam acham que eu estou com problemas quando eu ando mau criada. Não é verdade, estou com problemas internos quando eu ando quieta, quando eu deixo as coisas passarem sem dar uma resposta a altura, quando eu engulo um sapo sem azeite de oliva extra virgem.
 
São os fantasmas que vem visitar minha cabeça que me deixam de boca fechada e mente inquieta e cheia dos meus silêncios, sem a vontade de reagir que me é tão peculiar.
 
Algum tempo atrás eu procurei uma psicóloga, irmã de uma pessoa muito querida. Não preciso mencionar que minha tentativa não deu muito certo. Ela queria que eu falasse de coisas que eu não quero falar, não quero escrever, que eu apenas queria esquecer, fingir que não aconteceu, desnecessário pagar alguém pra fuçaricar nas minhas feridas. Ela disse que se eu não falasse não seria fácil me ajudar e então eu disse que eu não estava preparada para ser ajudada, apesar de os encontros terem durado quase 1 mês, é inegável que ela me ajudou e muito, eu me recuperei como mulher que sou, ressuscitei a minha vaidade e com o amor próprio em alta, vieram outros problemas.
 
Hoje é um dia desses, em que eu me pego pensativa pelos cantos, remoendo as feridas, nesses dias elas sangram e não tem nada que me faça melhor do que o silencio. As duvidas, os meus questionamentos, que nada tem haver com ninguém, apenas comigo mesma.
 
A regra agora é: fala o que quer, terá resposta em igual ou maior proporção. Ninguem tem o direito de me ofender, de me machucar gratuitamente, quem sabe assim aprende ou eu aprendo? Não sei.
 
Questões de como, por que? Não saem da minha cabeça.
 
Os dias vão passando...

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Patavinas...

A verdade é que vai chegando final de ano e eu não tenho mais saco pra nada. A intolerância anda no alerta máximo e há quem provoque ainda. Ando depressiva por conta do tempo, culpa do El nino... e por culpa daquele outro tempo que também me falta.
 
E o tempo que eu tenho? Ando com preguiça de escrever, muita! Ai os assuntos se perdem nos dias, semanas e meses e se não fosse o tal comentário do "meu caro anônimo", bem provável que eu nem escrevesse uma linha, vamos deixar bem claro pra nos dois, eu sei quem vc é e eu sei o que vc fez no verão passado, ok?!
 
Ainda olho pro ceu incansavelmente. Choveu o dia todo, a noite toda e boa parte de hj... estamos em alerta, com o coração esmagado, mas estamos bem! E vamos continuar bem, obrigada!
 
Estou precisando de férias, antes que eu arranque os olhos de meia dúzia de gente.
 
Acordar esta difícil, dormir tbm, culpa desse horário de verão horroroso. Há quem goste, meu corpo reclama e sofreu a semana toda, as noites que eu durmo tarde e os dias que acordo cedo, refletem no meu humor e na falta dele.
 
Trabalhar esta difícil, comer esta difícil.
 
Preciso de férias, só de ida!

Abraços fraternos.

O engraçado é que sempre foi assim, quem lembra de mim .. é quem eu gostaria que me esquecesse e quem eu gostaria que se importasse, já nem lembra mais.

domingo, 11 de outubro de 2015

Piedade...

É mais um dia que se inicia com chuva por aqui.
 
Foi uma semana de olhares melancólicos que olham para o céu, a espera que o cara lá de cima olhe para toda essa gente.Uma semana de acompanhar os alertas de avisos incansavelmente para se ter a esperança que tudo vai melhorar.
 
E todos olham para o céu com esperanças. A esperança ...  esperança de que eles estejam errados, pelo menos dessa vez errem!
 
Sabemos, não somos tolos que o pior está sendo encoberto.
Não querem alarmar a população? Não. Com certeza não é com esse povo que estão preocupados e sim com os turistas que vem para as festas de outubro. Infelizmente.
 
Também olhei pro céu a semana toda. Acompanhei a dor nos olhos dos outros. Ajudei a fazer as listas do que precisamos comprar, afinal a água não vem até aqui, mas daqui bem provável não vamos poder sair, sem água, sem luz... mas não sem mantimentos! Velas, fósforos, água, leite...
 
E que Deus tenha piedade desse povo!
 
Ainda chove...assim como o os dias que se passaram e como os que irão vir.
 
=(

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

não...

Não diz para mim que com você seria diferente!
 
Não será!
 
Não diz para mim que você nunca me faria chorar!
 
Fará sim!
 
Não diz para mim que vai cuidar de mim!
 
Não vai!
 
Não diz para mim que me ama mais!
 
Não ama.
 
 
A realidade é essa. Não sou mais menina, não caio em conto de fadas e não acredito mais em príncipes encantados...

sábado, 26 de setembro de 2015

...Bateu de frente...

Fez quase um mês em que ela chamou todos os funcionários para a reunião e foi perguntando de um por um quem ia trabalhar no dia da festa. Chegando na minha vez, disse que não ia trabalhar no dia, pois não queria ir como funcionária e sim como família, pois minha filha estuda no mesmo local que eu trabalho e eu queria participar da festa e não ficar trabalhando, mas não disse tudo isso a ela, não era preciso ela sabe disso, disse não e que ia apenas como família.
 
Aquela mulher arregala os olhos de um tanto, parecia que ela ia me devorar inteirinha, da cabeça aos pés. Eu vi ela digerindo o sapo que estava entalado na boca, mas ela sabe que em relação a isso ela não poderia fazer nada, o jeito era engolir em seco e pronto. Ela não pode obrigar ninguém trabalhar em um evento fora do horário.
 
A questão não era essa, ela não gosta de ser peitada. E eu peito com o maior prazer da vida, só pra ver ela ter que me engolir. Medo? De mulher e nem de homem! O que ela é a mais do que eu? Nada, ela só está no cargo máximo, mas do jeito que andam as coisas, ela tem que pisar miudinho, por que se ela cair eu piso em cima e ainda dou uma piscadinha pra ela.
 
Depois de quase um mês do ocorrido. Ontem ao me perguntarem se eu ia na festa, soube por uma pessoa que é da minha confiança, mas que tenho pouco contato, que no dia ela andava esbravejando pelos cantos que uma funcionária teve coragem de dizer na cara dela que não ia trabalhar na festa.
 
E a festa começou e terminou. E estava tudo lindo, comida maravilhosa, fiz minha parte no meu horário de trabalho... mas na hora.
 
Curti minha filha, meu marido.
 
Brilhei.
 
...mas por varias vezes vi ela cochichando pelos cantos e olhando para mim, então é só aguardar as cenas dos próximos capítulos que com certeza vai ter.
 
Não faço o tipo "amiguinha" de ninguém. Não preciso disso, quem gosta ..gosta. Quem não gosta, é só dois trabalhos: não gostar e morrer de inveja.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Junto com a primavera vem II...

Faz um ano que nossas vidas ensaiaram um reencontro, o que a gente não sabia era que envelhecemos e com tudo isso veio a maturidade. Nossas vidas seguiram caminhos que bem provável que nunca mais se cruzem.
 
Corações afastados que apenas carregam lembrança de uma juventude vivida intensamente, cheia de alegrias e decepções. O dia de hoje, não é pra ficar triste, é para comemorar. Sim, eu vou estar ao seu lado, em pensamento.. como sempre estive.
 
Olhe para os lados, vera meu sorriso em outras bocas e meus olhos em outros olhares. Permita-se lembrar. Apenas lembrar de como tudo foi intenso entre nós, que tivemos inicio, meio e o fim que nunca chegou e que não tivemos aviso prévio que acabaria.
 
Somos donos de nossos pensamentos.
 
Viva, ame.. e lembre que a Lucí aqui nunca te esquecerá, porem de longe, por que a vida e você escolheram assim!
 
Felicidades!

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Obrigada.

Eu havia chegado em casa, ligado a TV da sala, enquanto ia procurar algo o que comer na cozinha. Passava o jornal, da cozinha ouvi uma voz que reconheci, corri até pra ver do que se tratava, por que toda vez que ele aparecia para dar entrevista, geralmente as noticias não eram boas, na verdade dessa vez era pra informar que eles estavam fazendo um novo treinamento de resgate.
 
Ele já não é mais tão jovem, tem uma seriedade na fala e quem não o conhece acredita que ele seja assim o tempo todo, o cabelo já não tem mais os cachos, as entradas se sobressaem e a barba já apresenta sinais de que está vindo mais clara. Os olhos ligeiros, o sorriso largo e ingênuo. O cara mais querido e mais fofo que já conheci.
 
E já conheço a tantos anos. E se eu acredito em destino? Acredito sim, por que a vida me deu tantas provas, que ninguém entra em nossas vidas por acaso. Ele é uma delas. Nesse mesmo dia, mandei uma mensagem, afinal pessoas como ele são raras, arriscam a vida pra salvar a vida de outras. Salve os bombeiros! Eles tem minha admiração!
 
Não haviam pretensões em minhas palavras, afinal foi um colega, amigo querido, que fez parte das minhas alegrias e das minhas tragédias, ele diz que eu fui o primeiro salvamento que ele fez. Quando no meio de uma aula de fotografia, meu nariz resolveu sangrar e não parou mais e foi ele quem correu comigo pro hospital.
 
A gente se conheceu, sem saber que já se conhecia. Na época frequentávamos uma sala de bate papo, coisa da faculdade, eram pessoas aqui da região. Lembro que eu viajava no outro dia de manhã. Todo mundo saiu e um "nick" ficou conversando comigo, até o dia amanhecer, que ficou com meu contato, mas logo que o nick entrou em contato comigo, eu bloqueei, eu namorava outra pessoa.
 
Uns 2 anos depois disso, eu voltava a faculdade, em outra turma. Entrou um trio na sala, eu já os tinha visto varias vezes pela faculdade, eles não se misturavam. Um que so andava de preto, a menina que tinha uma deficiência física e o alto que ficava com o cabelo no rosto.
 
Como não tinha mais lugar, eles sentaram comigo na mesma mesa. Iniciaram-se os projetos, perguntei se podia entrar no grupo deles, e os estranhos eram pessoas legais. No mesmo instante, eu olho aquele nick que misturava letras e números, escrito e desenhado em todos os materiais, e fui tirar a duvida e para isso foi obrigada a perguntar. Sim, era o tal fulano.. eu tive que assumir que o havia o bloqueado e minhas motivações para isso. Estreitamos laços. Eles eram legais. Foi uma amizade rápida. O trio já se conhecia  a bastante tempo, e eu estava chegando naquele momento.
 
Nosso primeiro e único trabalho juntos foi a produção de um vídeo, quem em mil oitocentos e bolinha era tudo mais difícil, tivemos que filmar, digitalizar. Ele era perfeccionista, os outros dois não queriam nada com nada, nos dois tivemos que dar conta sozinhos. Uma noite, eles me convidaram pra ir para o barzinho, eu disse que não podia ir pois meu marido estava esperando.
 
Ele se surpreende e vi o mundo desabar naqueles olhos, a menina pergunta se ele não havia reparado na aliança no meu dedo, ele diz meio que boquiaberto que anel, era só um anel. O amigo querido que sempre estava por perto. No final da gravação do filme, a gente estava sentado em um banco, ele virou a câmera, me abraçou, falou umas bobagens, a gente ria e eu já estava brava, pedia pra ele parar de gravar.
 
Depois daquele incidente do meu nariz, muita coisa aconteceu, eu fiquei doente, ele até tentou por varias vezes me ajudar, colocava meu nome nos trabalhos, me ajuda a fazer outros, a verdade é que eu não consegui mais acompanhar e fiquei para tras até parar de vez. Quanto voltava pra casa após um período de tratamento ele me fazia companhia no msn, até eu dizer que estava cansada e estava no inicio da febre do youtube, ele ficava me mandando link de vídeos pra eu ver, tinha predileção por Evanescence que segundo ele, eu era muito parecida com a vocalista, eram os olhos dele, talvez a palidez da pele e olhe lá.
 
Em meio a essa turbulência na minha vida. Eu me afastei das pessoas, algumas eu disse Adeus, outras não, ele eu acabei bloqueando novamente, acompanhava a vida dele pelo status do msn. Fiquei feliz em saber da formatura. Quando ele resolveu mudar radicalmente, quando ele passou pra Bombeiro e a vida foi e veio.
 
Quis o destino, que vim fixar residência na cidade em que ele carrega como natal, a família dele continua morando no mesmo lugar e foi meio inevitável as nossas vidas não deixarem de se cruzar por aqui.
 
Na resposta a mensagem que eu enviei, ele me disse que era bom que eu mantesse uma distancia saudável dele, que afinal de contas ele continuava sozinho e eu casada e que a paixão que um dia ele sentiu por mim, estava adormecida e que podia acordar a qualquer momento.
 
Em anexo ele me enviou o vídeo. Gente, fazem tantos anos, a gente era tao jovem! Me deu saudades!
 
Bom, ordens de uma patente a gente bate continência.
 
Boa sorte meu amigo e que essas palavras aqui te sirvam de motivação para continuar a ser quem vc sempre foi. Foi a forma que eu encontrei para agradecer o que vc representou na minha vida, viu como eu lembro?
 
;)

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Só as vezes...

Eu acordo todos os dias as 5h! Levanto da cama, o dia ainda está nascendo. Vou ao banheiro, faço xixi, olho para o espelho e a cara amassada com todo o sono do mundo nas costas. Troco minha camisola por um conjunto confortável de moletom. Desço as escadas, coloco a ração e troco a água da Pink e do Cascão. Tomo um copo de iogurte e saio. O dia ainda amanhece, ando..ando..ando, o silencio me acompanha. Respiro ar puro e penso em tudo, penso em nada. Pelas mesmas ruas...
 
Depois de meia hora volto pra casa. Como uma banana, volto a subir, pego uma roupa, vou para o chuveiro, deixo a água quente cair no corpo, fecho os olhos e penso..penso...penso. Saio do banho, me seco, passo creme, escovo os dentes, coloco a roupa, faço um rabo de cavalo no cabelo, passo protetor solar no rosto, pinto minhas sobrancelhas, passo rímel e batom. Estou pronta?! Não.
 
Saponildo acorda...Arrumo a cama.
 
Vou até o quarto da Lígia. Acordo ela, faço sua higiene, coloco roupa, arrumo o seu cabelo. Descemos todos juntos, eles tomam café, eu dou uma olhada nos e-mails, recados e qualquer forma de comunicação on line, escuto o jornal da manhã, presto atenção no cara da meteorologia.
 
Saponildo tira o carro da garagem, enquanto pego as bolsas, ele coloca a Lígia na cadeirinha. Saímos pro mundo, cada um para a sua própria vida.
 
Trabalho...trabalho, sorrio, converso...penso..penso... tomo café. Não meu caro, eu não tomo café, como uma fruta. Trabalho..trabalho... penso..penso e vou para o almoço. Como, converso, observo, escuto e falo.
 
Saio do trabalho. Chego em casa, como uma fruta, coloco roupa na máquina, coloco louça na máquina. Subo, organizo o que precisa. Desço organizo o que precisa. Uma vez por semana passo aspirador e pano e tiro o pó.
 
Sento no sofá. Assisto Law & Order. Saio buscar a Lígia. Andamos, as vezes de carro, as vezes a pé, depende do animo, depende do tempo. Chegamos em casa, alimento ela... subo com ela pro banho, dou banho nela, troco a roupa, seco cabelo, passo creme, talco, deixo-a linda e cheirosa.
 
Desço, coloco ela na sala, ligo a Tv nos desenhos que ela gosta. Vou a cozinha, preparo o jantar.
 
Saponildo chega.
 
Jantamos, conversamos, as vezes discutimos alto, as vezes discutimos em silencio. Depois da janta, temos tempo livre para cada um fazer o que gosta, ver novela, filme, jogo... a Lígia brinca. Tomamos chá. Ela dorme. Ele a leva no colo pra cama. Eu vou para o banho, leio um pouco e durmo. Por que no outro dia, começa tudo novamente.
 
Finais de semana. Sábado é dia de compras, passeio e domingo é o dia da preguiça, do descanço e de comer chocolate e pipoca vendo filme.
 
Caro (a) Anonimo (a), será que eu preciso mesmo de um psiquiatra?
 
O que todos veem, o que eu represento para todo mundo, não importa!
O importante é o que eu escrevo aqui, onde meu pensamento é livre e eu sou livre!
 
As vezes eu não durmo bem, as vezes eu não como direito, só as vezes... o importante é que eu não desisto de viver a vida! E se as vezes eu fico triste, é pq eu tbm fico feliz as vezes...

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A paz perdida...

Inicio e termino a semana fechada dentro de mim. Mais uma vez ele estrega e rouba a pouca felicidade que eu ainda consigo despertar. Fechei-me novamente e o mundo voltou a ser nublado como esses dias que se passaram.
 
Não estou disponível para ninguém, nem para conversas, nem para sorrisos, novamente a nuvem de tristeza paira sobre mim e as vezes não se precisava muito, somente um pouco de compreensão.
 
Eu apenas tento e desisto.
 
Passei a semana desmotivada, que se realmente eu pudesse eu abandonaria qualquer coisa pra dormir por dias no meu quarto escuro. Se estou em casa, não tenho vontade de ir para o trabalho e quando lá estou, não quero voltar para casa.
 
Minha língua destilou palavras avulsas, frias e mecânicas a quem insistiu em tentar um dialogo.
Não, eu não queria conversar.
Eu não quero atender telefone, e eu não atendo.
 
Eu apenas estou triste.
Desanimada.
Apenas queria ficar só.
 
 
Só, eu sei que nunca mais serei.

domingo, 6 de setembro de 2015

feriadinho..

Eu sou aquela que entra na segunda já pensando na sexta. Final de semana significa sair da rotina, dormir até um pouco mais tarde, comer sem pressa. Significa mais tempo juntos, mais sorrisos, mais brigas e mais ou menos de tudo que durantes a semana não dá.
 
Os dias voam na mesma intensidade com que o final de semana termina. Então quando o calendário aponta um feriado não tem como sorrir em dobro, vai sobrar tempo e ao mesmo tempo irá faltar dias pra descansar, passear.
 
Não nesse feriado. A chuva nos escolheu e continua a chover. Frio e umidade, o que resta é os três entocados em casa, oras comendo, oras brigando, oras gargalhando...oras vivendo. Vivendo felizes.
 
Acho que é isso, a vida anda boa, anda tranquila, passando a passos largos.
 
Eu ainda estou com medo de acordar.
 
Por favor, feche a porta e me deixe dormir um pouco mais.
 
A vida pode ser doce, olhe para dentro de si e procure coisas bonitas... todo mundo tem um lado bom e outro nem tanto.
 
E eu poderia escrever em Código Morse... mas pra que?! Eu nunca me senti tão livre...
 
Livre de mim mesma!
 

domingo, 30 de agosto de 2015

Sem flores.

Sexta-feira recebi o que seria o "boletim" da nossa pequena Lígia.
E a cada passo dos olhos o coração se corroía por dentro.
Coisas que tenho que aceitar mas é tão difícil de compreender. Entre fotos lindas dela toda sorridente fazendo atividades, um comportamento comunicativo, cheio das vontades e sem limites.
 
Por várias vezes me pego pensando o que fazer para mudar isso. Por que eu mais do que ninguém sei que a vida não será fácil pra ela se ela permanecer assim, mas ai olho pra ela e me vejo. Minha fotocopia, ela apenas não aprendeu como camuflar isso, e eu aprendi?
 
Não. Dizem que nossos filhos sempre são versões melhoradas da gente. Isso me preocupa, por que vejo uma versão bem atualizada minha.
 
Sim, eu a educo, por que ela vive em sociedade e vai precisar de alguns moldes, mas jamais vou conseguir moldar a personalidade, vem dela.
 
Muito inteligente, uma característica que vem despontando nela desde muito cedo e talvez denote dai a impaciência de brincar com os demais colegas da mesma idade, pois eles nem falam, enquanto ela já conta a história do Chapeuzinho Vermelho para as bonecas. Colegas que nem seguram o giz, enquanto ela já diz que vai desenhar uma bonequinha bem linda para a mamãe e assim o faz com direito a tronco, membros, cabeça, cabelo e olhos...tudo no seu devido lugar. Amigos que nem identificam as cores primarias e ela já define, azul escuro, amarelo queimado e rosa pink. Que já tem noção de quantidade e sabe contar até dez, enquanto pica o queijo e vai comendo.
 
O que posso fazer?
 
Nada.
 
Deixar o tempo correr. Ela tem professoras maravilhosas que sabem que eu conheço a filha que tenho e que não ia adiantar florir e que o melhor sempre escrever a verdade, por mais que ela doeu em mim.

domingo, 23 de agosto de 2015

...far away...



Hoje entrei naquela sala em que tudo começou, procurando o que eu nunca ia achar ali, fiquei olhando as linhas correndo na minha frente, com uma esperança de que tudo pudesse recomeçar. Depois me peguei relendo alguns e-mails e pensando até onde foram sinceras cada palavra que recebi de ti, o último deles dizia que você voltaria. Não voltou.

Observando aquela sala, me peguei lembrando de dias passados, em que eu jurei a mim mesma que nunca ninguém saberia, em que eu sentada nos degraus daquela igreja eu te esperei, esperei pelo menos um telefonema dizendo que você não poderia ir naquele dia. Esperei.

Eu espero sempre tendo a certeza de que é inútil esperar, mas eu sempre espero. Espero e entendo, por que simplesmente não existe mais a possibilidade, nunca existiu.

Não fico triste com isso, por que compreendo.

Quem não compreende são os meus sentimentos que apenas insistem em me trair e continuar lembrando que você existe...

"Last chance for one last dance
'Cause with you, I'd withstand
All of hell to hold your hand
I'd give it all
I'd give for us"

sábado, 22 de agosto de 2015

Apenas feliz (ponto)

Eu ando tão feliz que tenho medo de acordar!

A última vez que me senti assim, até onde estou lembrando, foi no período da minha gravidez. Não no ultimo mes, nao mesmo. No ultimo mes, eu chorava por tudo, pela cor da cortina que nao ficou no tom rosa que eu queria, essa foi uma novela a parte. Não suportava mais o peso da minha barriga e já estava ansiosa pra sair daquele estado. Também nao foi nos primeiros meses, aqueles em que enjoava por tudo e chorava por tudo também. 

Feliz naquele tempo em que eu sorria por tudo, em que eu amava cada dia os detalhes da minha vida. Ando assim nas duas ultimas semanas. O que mudou? Nada, eu mudei. Mudei a minha forma de ver o mundo. Agradeço todos os dias pelas pessoas que estão no meu caminho e principalmente por aquelas que não estão mais nele.

Algum tempo eu vi um vídeo (la em baixo), sobre a energia que se esgota, como as vezes parece que tudo esta dando errado, é por que um ciclo de energia se encerrou e partimos para outro. Assim é. Fico feliz por essa possibilidade de sempre renascer, de me reconstruir e me refortalecer.

A vida anda ótima, sem noites de insonia, me alimentando bem e de forma saudavel, o trabalho estavel. Esta tudo como sempre está ou sempre esteve.

E você?
 
 

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

=))


Sabe aquelas situações inesperadas, inusitadas... aquilo que eu chamo de feliz coincidência.
Pois bem! Ainda pouco tive uma amostra dessas, parece uma coisa tola, mas eu fiquei tão feliz, que o cansaço foi embora, levou o sono o mau humor.
 
Lá em baixo Saponildo teimava comigo que a última vez que me viu com um tal papel eu carregava em uma pastinha. Ai céus, eu só tenho duas pastas onde coloco papeis importantes. Subo, venho procurar em tais pastas.
 
Nada. Reviro, descarto coisas que acho inútil guardar, olho a minha carteira de trabalho, jogo pra outro lado. Olho, reviro e não acho o que eu estava procurando.
 
A um tempo atrás eu perdi minha carteira de motorista, e tenho certeza que foi dentro de casa, eu tinha por mania, quando ia passar o cartão aqui perto de casa, em não levar bolsa, carteira, levava o cartão e a CNH e em uma dessas voltas pra casa, larguei em cima da mesa e sumiu. Foi na época que a Lígia começava a andar, pensei que ela tivesse colocado dentro de alguma coisa, mas eu sei que eu não sou tao desleixada.
 
Pensa, que eu procurei por tanto tempo que desisti e já conformada, amanhã eu iria registrar o dito BO pra dar entrada na segunda via.
 
Antes de colocar a carteira de trabalho novamente na pasta, folheio e o que eu vejo la no finalzinho, sim.. era ela, linda sorridente e ainda com validade por mais um ano. Maravilhaaaa! Nem São Longuinho teria tamanho poder, levando em consideração que eu lembro de já ter procurado dentro dela...
 
Bom, e o que eu estava procurando?
 
Não achei ali...
 
(mas achei em outra pastinha verde que eu nem lembrava mais que existia)...

domingo, 9 de agosto de 2015

pai..

Minha vida teve grandes marcos e posso dizer que a perda do meu pai, foi o mais significativo deles. Perdi-o por duas vezes, perdi-o em vida e depois pra eternidade, a segunda com certeza foi o mais doloroso, antes ainda nos restava uma esperança de tudo ser como era, não foi. Ele partiu.

Partiu e doeu muito. Hoje não doi mais, mas deixa muitas saudades e lembranças.

E hoje nesse dia, quando vejo tantas homenagens é inevitavel lembrar dele, só me resta silenciar e marejar os olhos pelos cantos

...

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

...das

...minha vontade de sumir, evaporar, virar pozinho plim plim.

...minha capacidade de rir de mim mesma...

...minhas tristezas bem escondidas pra ninguem ver e ouvir,

...minha falta de vontade de continuar e de parar.

...minhas contradições ...


Seria engraçado se nao fosse tragico.

=(

hoje eu lembrei que vc ainda existe...

quinta-feira, 30 de julho de 2015

sobre melancia...

Eu de um lado da mesa, ela do outro lado.
 
Corto uma fatia da melancia... ela diz: "Força..Mamãezinha!!"
 
Sorrio pra ela, ela me devolve o sorriso sempre em dobro. Coloco o miolo da melancia no prato dela, corto em pedaços e alguns ainda com sementes...
 
Começamos a comer, não demora muito os pensamentos me tomam, eu ali sofrendo pra comer uma fatia de melancia pequena, sentindo-me cheia, olho pra ela.. que devora seus pedacinhos com cara de quem quer mais e não me engano, ela pede mais.. retiro mais um pedaço do miolo e dou pra ela.. ela come e vai deixando os pedaços com sementes de lado.
 
Eu lembro, lembro de quando estava gravida dela, em que eu tive problemas com melancia, eu comia metade de uma por vez, eu passava o dia, a noite, salivando por melancia, foram varias vezes que na saída do trabalho, quando parava no sinal a única coisa que eu pensava era na melancia gelada em casa. E assim era...
 
Ela pede mais, eu digo que ela ainda tem no prato, ela diz que tem semente, eu digo que ela tem que tirar que não pode comer... e ela começa..
 
"Por que??"
 
E eu..
 
"Por que nasce melancia na barriga".
 
Ela sorri pra mim, sorrio de volta. E eu já não aguentando com a minha fatia, penso... "Pra onde ia aquela melancia toda que eu conseguia comer.. quando estava gravida???"
 
Olho pra ela, a resposta estava ali na minha frente...
 
....com quase dois anos e meio!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

eis a questão...

Uma vez me disseram quem quando a mulher chega aos 30 ela passa a cortar o cabelo! Bom, posso dizer que quando ouvi isso achei que nunca ia acontecer comigo, sempre adepta do cabelão natural, mas..
 
...já passei dos 30 e posso dizer que somente agora tenho compreensão dos fatos.
 
Ano passado, deu a louca, eu não suportava mais aquele cabelo todo. Cortei. Cortei e me arrependi por todos os dias seguintes pelo o que fiz, mas ele já cresceu um bocado.
 
E estou nas minhas férias, vivendo um grande dilema cortar novamente ou não...Parece tolice minha, pra quem um dia perdeu tudo, era pra ser grata por ter cabelo, feio ou bonito, pode crer que é bem melhor que nada.
 
Mas não. Vivo esse dilema.
 
A verdade é que quando se chega os trinta e pouco, a gente passa a dar valor pro cabelo mais arrumadinho. Cabelo mais arrumadinho demanda química. Química boa demanda dinheiro. Cabelão significa alto custo, tempo no salão e depois tempo em casa. E vejamos, tempo é algo escasso pra mim, prefiro a praticidade. Praticidade é igual cabelo mais curto, mais fácil de manutenção, dinheiro e tempo...
 
E os fios brancos que aparecem, dizem que eu tenho que decidir isso de uma vez.

terça-feira, 28 de julho de 2015

...fogo..fogaça!

 
Precisa mais...?

... e ainda sabe cozinhar.... 












O que ele tem?
 
Tempero.
 
O que te falta?

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Ainda espero..

Pra você que está curioso para saber o que eu faço...
Sim. Por que pesquisar meus posts de junho e julho de todos os anos anteriores passa além de uma mera curiosidade.
 
Saibas que aqui não vai encontrar resposta alguma. Aqui não é minha agenda.
 
Agora se quiseres saber o que eu sinto e penso. Sinta-se a vontade, vai encontrar mais do que precisa saber e muito menos do que poderia saber.

Seria mais fácil perguntar...
 
"Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar
Que ninguém mais pisou"
 
(Resposta- Skank)

segunda-feira, 13 de julho de 2015

c de sapo.

O meu primeiro contato com ela foi através de um "psiu" que veio da janela da minha sala. Ela debruçada na janela, esticando o celular pra dentro, pro sinal do wi fi ficar mais forte.
 
- Hey, teu nome é Lu..ne, como escreve "donde vc é?"
 
Eu não entendia o que ela me perguntava e tive que perguntar umas três vezes para me certificar que ela queria escrever "De onde você é?"...
 
Soletrei letra por letra, incluindo os espaços. Ela saiu sorridente, agradecida.
 
Uma mulher simples, humilde que esta fazendo uso das novas tecnologias, ao menos ela esta se esforçando pra escrever corretamente e isso com certeza so vai agregar conhecimento. Ela trabalha na limpeza, já sei todo o histórico triste dela, mas é alguém que eu passei a gostar de ter por perto.
 
Esses dias passando por outra janela ela debruçada com o celular esticado..
 
-"Hey, Lu... paciência escreve com c cedilha (ç)?
 
Olhei para os olhos dela e disse: Não. É com c! Virei as costas e fui, estava com um pouco de pressa.
Nas minhas costas escuta ela novamente... "com c de sapo?".
 
Apenas disse.. Não, com c de casa...
 
Ela me sorri agradecida, com cara de quem finalmente entendeu, Um olhar inocente de criança...
Eu devolvo o sorriso, singelamente.
 
Sem gargalhada, sem deboche, só quem reconhece a humildade e a inocência do olhar de quem me fez a pergunta é que vai entender a minha calma e carinho que tenho por ela.. e que venham mais perguntas, por que eu quero estar ali pertinho para poder ajuda-la.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

...

Depois do nascimento da Lígia, passei a enfrentar problemas com meus olhos, que sempre foram problemáticos, mas passei a enfrentar problemas com as minhas lentes, ter miopia, astigmatismo e ceratocone é só para os fortes.
 
Fiz essa associação, por que até então eu fazia a troca por achar que o grau havia aumentado, ou por um tempo suficiente de uso, que no meu caso, como as lentes são rígidas, se prolongam de 2 a 3 anos, mas logo que ela nasceu, aconteceu de a lente do olho direito começar a "embaçar" mesmo limpando, ela logo ficava assim e logo o mesmo problema passou para o outro olho.
 
Passei pelo oftalmo, que disse que era por estarem velhas. Até concordei.. fiz novas.

Eis que faz uns dois meses que iniciou novamente o mesmo problema anterior. Marquei consulta novamente, afinal do jeito que está não da para ficar. Para minha surpresa fui encaminhada para um médico novo. Fiquei extremamente satisfeita com a consulta, e fiquei mais tranquila... ele olhou meus olhos de cabo a rabo e me garantiu, que por todos os anos de uso de lentes, minha córnea e retina estão em perfeito estado, então o problema não é clinico e não deve ser nas lentes, o que esta acontecendo é que esta acumulando mais proteína em uma lente do que na outra, nada que uma limpeza mais profunda evitara que aconteça com as próximas que estão por vir.
 
Saí de lá feliz. Chovia bastante. Já era noite, afinal o transito de BC/ Itajaí em dia de chuva é o inferno, mas voltei pra casa de alma limpa e pelo menos mais tranquila, já andava a ficar preocupada com a infeliz coincidência, mas estamos bem... quer dizer...
 
Meu coração quase saiu pela boca quando ele disse que meu olho aumentou um grau e meio nesse período de um ano e meio também. Fiquei triste por isso, mas entendi por que meus olhos insistem em brigar, a diferença entre eles e cada vez maior..
 
...o que me fez pensar, que se até os olhos, diante das diferenças brigam, é uma lei da natureza... porém um depende do outro. Assim é!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

férias a vista...

A novela das minhas férias enfim chegou ao fim.
 
Quer dizer, eu coloquei um ponto final...
 
A algumas semanas ela manda me chamar na sala dela...
 
"Lu, você tem preferencia por uma das duas semanas?".
 
Respondi que não, ainda não tinha nada planejado. Então havia ficado acertado minhas férias com a turma que iria tirar na primeira semana. Passado alguns outros dias, ela me encontra na mesa do café, perguntando se não havia problema de me colocar na segunda semana, disse que não tinha problema..
 
Então ontem, ela manda me chamar...querendo destrocar a troca.
 
Não aceitei. Realmente não me importaria, mas eu também tenho direito a me planejar e se eu não colocar um basta, é bem capaz que em cima da hora ela tente mudar e eu tenho planos para essas férias.
 
Bem simples assim! Deixei ela torcendo o biquinho.
 
=)

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Garotinhas...

Na saída do trabalho...Saponildo a esperar ...

Lígia corre em direção ao portão..

"Ehhh papai! Ehhh papai!".

Ele pega ela no colo e parte em direção ao carro, eu fico mais atrás para fechar o portão.
Enquanto isso, passa umas adolescentes, de uma escola próxima (que vi pelo uniforme). Em bando, umas 5... uma delas passa por ele..

"Que papai gato!"...

outra...

"Eu queria um colo de um papai assim".

Elas não viram que eu o acompanhava, pois estava mais pra traz.
Não sei se ele ouviu.. não perguntei.

Pensa na minha ira interna, marquei a carinha de cada uma delas...

Meu ciúmes é comedido e nunca ninguém ve, e nunca ninguém sabe! Mas ele esta ali, escondido em algum canto...

sábado, 4 de julho de 2015

Coisas dela..

Normalmente não sou uma pessoa dada a dores, de nenhum tipo.. principalmente dores no corpo, geralmente quando isso acontece, significa que alguma espécie de resfriado está a rondar.
 
Hoje no supermercado entre o corredor do papel higiênico e os produtos de limpeza, senti uma pontada no meu joelho direito, de longe incapacitante, deu pra continuar andando, mas ela ali presente me perseguindo em cada passo, a única coisa que me passava pela cabeça era que eu queria sair o mais rápido possível dali e me sentar. Ainda faltavam as carnes, desisti e chamei Saponildo para irmos para o caixa, não me expliquei, com dor meu humor não estava dos melhores.
 
A fila era pequena, por ser sábado a tarde, estava aceitável, fomos atendidos em seguida. Eu com os olhos vidrados no monitor, por motivos para ter certeza que a mocinha falante não ia passar nada de mais e nem de menos. As compras terminaram, a Lígia permanecia naquela parte própria para acomodar as crianças nos carrinhos de supermercado e ela começa a gritar...
 
"Socorro..socorro...socorro! To presa..presa!..
 
Eu fui adiantando o pagamento e pedi para Saponildo pegar ela de uma vez, por que o escândalo estava grande. Notei que haviam dois rapazes, que eram os próximos da fila, eles riam que se acabavam, mas como eu estava ocupada acertando as compras, quando olhei, Saponildo pedia desculpas pra eles, mas nem me adentrei na história, afinal meu joelho gritava que eu precisava sentar.
 
Já no carro, enquanto a gente passava o cinto, Saponildo me conta o ocorrido, enquanto a Lígia gritava por socorro, os rapazes acharam muita graça dela... só que ela de muito mau humor, esticou a mão (fazendo sinal de pare) e gritou com eles..
 
"Pare. Não olhe na minha cara! Não olhe na minha cara!!..."
 
E obviamente tal atitude ainda gerou mais gargalhadas deles e mais cara feia dela pra eles... o que deixou Saponildo constrangido e a pedir desculpas.
 
Depois dessa, até a minha dor no joelho foi embora...

sexta-feira, 3 de julho de 2015

"LF"


 
 
A NOITE
 
 
Palavras não bastam, não dá pra entender
E esse medo que cresce não para
É uma história que se complicou
Eu sei bem o porquê



Qual é o peso da culpa que eu carrego nos braços
Me entorta as costas e dá um cansaço
A maldade do tempo fez eu me afastar de você
E quando chega a noite e eu não consigo dormir
Meu coração acelera e eu sozinha aqui
Eu mudo o lado da cama, eu ligo a televisão
Olhos nos olhos no espelho e o telefone na mão

Pro tanto que eu te queria o perto nunca bastava
E essa proximidade não dava
Me perdi no que era real e no que eu inventei
Reescrevi as memórias, deixei o cabelo crescer
E te dedico uma linda história confessa
Nem a maldade do tempo consegue me afastar de você




Te contei tantos segredos que já não eram só meus
Rimas de um velho diário que nunca me pertenceu
Entre palavras não ditas, tantas palavras de amor
Essa paixão é antiga e o tempo nunca passou
E quando chega a noite e eu não consigo dormir
Meu coração acelera e eu sozinha aqui
Eu mudo o lado da cama, eu ligo a televisão
Olhos nos olhos no espelho e o telefone na minha mão

Tiê

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Pequenas felicidades

No meio da tempestade, andei a procura das pequenas felicidades. Hoje a tarde e resolvi dar um passeio a pé com a Lígia, fazer algo que eu já estava procrastinando algumas semanas.
 
Alguns dias, amanheceu bem frio, para a nossa região aqui que não é tão fria, acabei tirando do armário uns ditos "cachecol" que minha mãe insiste em fazer as pencas todo o inverno, mesmo eu dizendo que aqui não faz frio para usar tal acessório, pois então que depois de muito tempo, usei por obrigação alguns. Acho que estou ficando velha, por que ando a sentir um frio absurdo no pescoço.
 
Bom, a primeira vez que a Lígia me ve com um, ela olha e "Que é isso?". Apesar que ela faz tal pergunta pra tudo que passa nos olhos dela. Eu digo que é um "cachecol" que a vovó fez. Ela me olha com uma carinha e diz que também quer colocar um "caquicol". Infelizmente ela não tem um, ate pela falta de necessidade, tem muitas toucas, boinas, chapéus, mas "caquicol". Não. Prometo a ela que vou fazer um pra ela.
 
É eu sei fazer tricô, aprendi com a minha mãe. Eu poderia ir na loja e comprar um, mas senti vontade de fazer um especial, aquele que ela pode dizer que foi a "mamãe que fez".
 
Saímos, hoje a tarde, rumo a loja de aviamentos, pra comprar uma linha e agulha. A loja não é tão longe de casa. Fomos a pé, conversando. Um momento de cumplicidade. Demorou mas chegou o tempo de eu ter uma companheira.
 
Quando passávamos por uma calçada, havia um cavalo bem próximo ao muro, bem provável que ela nunca viu um cavalo de tão perto antes, ela olhou pro cavalo e... "oi..eu sou a Lígia!". Ficamos ali paradas por alguns minutos conversando e ela dizendo pro cavalo que ela era amiguinha dele. Algo me diz que ele compreendia.
 
Na volta ele já estava mais longe...e ela cheia de sorrisos gritava e dava tchau pra ele.." Sou a Lígia, tua amiguinha!".
 
Um pequeno momento, mas vale o registro, por que eu me senti feliz ao ve-la feliz. O amor é assim, fica-se feliz com a felicidade de quem se ama.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Tempo perdido..

Estar em paz, não significa estar feliz. Minha vida é uma mentira. Chego ao absurdo de fugir dos meus próprios pensamentos, fugir das minhas verdades não ditas. Inevitável as discussões, mais uma vez eu tento fazer com que ele me entenda, mas ele não quer me ouvir, ele finge pra si mesmo que está tudo bem.
 
Não está. Faz tempo que não está. Peço coragem na maior parte dos meus dias pra eu conseguir ir em frente sozinha. Ele explode. Ameaças. Uma noite. Vou levando a vida. Esqueço por pouco tempo e o ciclo interminável recomeça e nunca encerra.
 
Só eu sei o quanto eu tento. Tento acalmar a minha alma que sofre, tento sorrir, tento ser gentil. Tento agrada-lo fisicamente, por que internamente sou incapaz de conseguir.
 
Sofro. E há quem diga que sofro por que quero. E não tiro a razão de quem usa essas palavras, mas ninguém vive a minha vida pra me julgar e pra me entender.
 
"Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos
 
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo"
 
(Tempo perdido - Legião Urbana)

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Conversa entre brincos e gargantilhas...

Sentada ao chão, encostada na cama. Abro a caixa.. olho com cuidado, são minhas verdadeiras joias, com suas historias e sem suas historias. Poderia contar os anos de casamento através delas.. dia dos namorados, aniversários, natais... pelo menos uma por ano, as vezes mais.. algumas com muito valor outras com apenas valores que não se pode medir. O que ninguém sabe é que elas sempre estão ali.. sozinhas, sem se exibirem em meu corpo. Escondo-as, mais por zelo, medo de perder pedaços da minha história.
 
Algumas preferidas, outras nem tanto. Gatos em forma de brincos e pingentes de prata, se perdem em meio a tanto dourado. Anéis, pulseiras, braceletes... mas a menina dos meus olhos são os brincos, de formas e tamanhos variados.
 
Tudo ali. ao meu alcance, e longe do alcance de qualquer outra pessoa.
 
Separo um conjunto de brincos, gargantilha e anel.. sim eu deveria usar.
 
Hoje pela manhã coloquei e confesso que me senti mais poderosa, usar uma joia nos da essa sensação de estar bem ornada e iluminada.
 
Agora a noite quando chego em casa, ele olha para o meu pescoço e sorri.. "olha quem está usando o presente que eu dei.. isso é bom, gosto de ver assim". Confessei que passei o dia desconfortável com o meu próprio pescoço, mas segundo ele é por que eu não insisto o suficiente por isso não me acostumo, mal ele sabe que eu já tento desde que me conheço por gente. Brincos e anéis, se adaptaram ao meu corpo.. pulseiras e gargantilhas, eu uso apenas para agradar quem me presenteia.

domingo, 28 de junho de 2015

seria melhor...

Sabe aquela paz que eu tanto procurava?
 
É. Ela chegou com o inverno. Dias frios para dormir melhor. Chuva fina. Calmaria. Meios sorrisos. Nada de preocupações.
 
E daí?
 
Daí que não é para mim.
 
Preciso de "lutas" para me sentir viva.
 
Preciso como o ar para eu respirar.
 
Acordar todos os dias e saber que está tudo dentro do controle, é bom... mas saber que eu tenho que batalhar por alguma coisa é melhor ainda.
 
Talvez isso explique minhas paixões platônicas necessárias.
 
Eu preciso do que me tira do eixo.
 
Eu preciso do que me faz respirar mais forte.
 
É, eu sei que sou mal agradecida.
 
Que os anjos me perdoem.
 
Por que eu não consigo me perdoar.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

...

Hoje é feriado aqui, aniversário da cidade. Dia da preguiça, pelo menos não chove (não sei até quando) dará para adiantar algumas coisas.
 
Dia de fazer um carinho. Fazer uma comida gostosa e aproveitar.
 
Ontem recebi umas seis chamadas de um celular, só vi a noite, era um numero que não constava na minha agenda, não sei de quem era e não vou saber, não irei retornar, o que importa é que o numero não tinha o código de área que eu gostaria, então o resto é resto.
 
Choveu tanto. Tanto. Tanto. Frio eu até suporto, agora chuva é de doer na alma. Com a chuva vem a umidade, odeio mais que lavar a louça.
 
Palavras desconexas de quem perdeu o jeito e a intimidade com elas e que pensa seriamente em deixar o blog sem atualizações.
 
Tenha fé na vida...
 
(eu tento).

sábado, 13 de junho de 2015

Tenha fé na vida...



Chuva?
Não.
Muita chuva.

Acordei nesse sábado com muita chuva, o dia está pedindo calor e conforto. Ficar em casa de bobeira e de preferencia cheio de guloseimas para aquecer a alma e o coração.

Falando em acordar. É.. eu tenho dormido bem. Em uma proporção de 6 a cada 7 dias. Pelo menos um dia da semana eu ainda tenho insônia, o problema desse único dia é que ele me estraga pelos dias seguintes, até eu me recuperar. Está bom, pra quem antes vivia igual uma zumbi, hoje sou majestade.

Ando bem cansada fisicamente e já chegou meio de ano e o corpo começa pedir uma pausa. Já vivo no automático: acordo, me arrumo, arrumo a Lígia, vamos pra escola. Trabalho...trabalho..trabalho. Pego a Lígia, voltamos pra casa. Trabalho em casa. Janta, mais um pouco de Tv, banhos e cama. Assim vai... a semana, quando vejo entrou segunda e já é sexta. Está passando muito rápido. Quem bom! Que ruim!

E mesmo em dias como hoje que eu poderia descansar mais, o corpo desperta no mesmo horário, o mesmo corpo que durante a semana implora por mais 10 minutos e sonha com o final de semana e quando chega o sonhado dia... desperto, com a sensação de estar satisfeita. Rolo para um lado..rolo para o outro lado e vendo que o sono não vem e as costas começam a doer, eu levanto.

Assim tenho passado meus dias. Ainda com batalhas, mas satisfeita por sempre sair vencedora. E falando das batalhas que eu desisti, deixa pra lá. É por que o gosto da vitória seria amargo. Prefiro as pessoais, as doces.. 

Durante essa semana perdi uma pessoa querida, inesperado. Jovem ainda. E também durante esses dias, o filho da minha amiga foi internado, um anjinho... Lindo de ver, um sorriso doce, uma cara de sapequinha. Infelizmente os médicos escondem dela o que eu já sei que ele tem, me partiu o coração... de saber de toda a luta que ele vai passar, mas tenhamos fé, que os anjos protejam ele.

Tudo Isso me fez pensar na vida e refletir bastante. Hoje estamos aqui. Amanhã já não sabemos. E que eu não penso na morte. Pelo menos não pensava. Apesar de tudo em raros momento eu pensei nela e em como tudo ficaria a minha volta e pela primeira vez eu pensei e eu senti medo, não dá morte em si, mas a dor que a minha partida causaria, a falta que eu faria e como as pessoas próximas iriam conviver com isso por um tempo. A gente não pensa, mas não quero partir tão cedo! Não mesmo! Um dia eu já fui egoísta, hoje eu tenho fé na vida!

sábado, 23 de maio de 2015

dias de luta

Mais dias de lutas.
Mais dias de glória.
 
Só sabe o sabor da conquista quem tem coragem de ir dar a cara a tapa, quem tem coragem de lutar.
 
Já perdi a noção da conta de quantas semanas consecutivas de que eu entro e saio de batalhas, pessoais ou coletivas. Avisto um período de calmaria. Será?
 
Assim eu espero, pelo menos até as férias.
 
A última "peleja" me esgotou. Fisicamente falando. Foi dor nas costas, nos joelhos, nos ombros... de tanto esperar, sentar, levantar, andar, gritar. Emocionalmente bem mais sutil do que muitas que eu enfrento no meu dia a dia.
 
Valeu a pena? Valeu!!! Sempre vale.
 
E por favor.. agora eu preciso de um descanso!

"Sei
Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa...."
 
(Até quando esperar- Plebe Rude)

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Sem perder a ternura...

 EU a vi, deitada e pálida, com os olhos longes como quem não deseja estar ali, as crianças corriam e brincavam ao redor dela e ela ali, caidinha.. apoiando a cabeça no "neném" .. sua companheira boneca de pano.
 
EU a olhava nos olhos, horas mais tarde, em uma emergência, enquanto um enfermeiro paciente procurava encontrar uma pequena e singela veia em seu braço.
 
EU que esperei por mais de uma hora, segurando sua mãozinha enquanto o soro pingava. Uma hora que pareceu uma eternidade. E ela dormiu assim, como um anjo, me olhando e segurando minha mão, sem entender nada, mas entendendo que não devia se mexer.
 
Assim como daquela vez, que junto chorei enquanto o médico fazia os pontos em sua testa em que ela gritava pela "mamãe".
 
EU...
 
E por EU, que por mais que o coração se despedace, mas sou EU que sou forte para dar o remédio, para dizer os nãos necessários.
 
E por ser EU, que a vi assim por tantas vezes.. que sou assim.
 
A vida não é como uma Coca gelada... e ela precisa saber disso.

Ass: "A General"...

domingo, 10 de maio de 2015

Recomeço...

Faz tanto tempo que não passo por aqui que acho que perdi o jeito. O dedo médio da mão direita cortado não está me ajudando, por incrível que pareça eu faço uso de todos os dedos pra digitar e por conta do incidente com meu dedo, tenho sobrecarregado o indicador.
 
A minha internet também não anda ajudando nem um pouco por essa semana, isso me faz lembrar que eu tenho que ligar lá pra reclamar, se é que isso vai resolver. Da última eu mandei cortar e contratei outra, andava cansada de tanto descaso, se eu pago pra uma ..posso pagar para outras. Simples assim. Ontem foi a tv, que caiu fora a tarde toda, justo num sábado que estava bom pra ver "qualquer coisa" e comer pipoca. Frio e chuva... ou tinha sol? Já não me recordo exatamente. Lígia está chocando um forte resfriado, que resultou em chocar em casa no final de semana.
 
As semanas que passaram foram caóticas. Surpresas que nem foram tão surpresas desagradáveis. A volta por cima, pelos lados e por todos os cantos. Fiquei em estado de esgotamento emocional. Ter que enfrentar jararacas e surucucus não é tarefa fácil, mas dei a ela uma pequena prova de seu próprio veneno. Foi bom pra ti querida?
 
Pra mim nem tanto. Todo o ocorrido me faz refletir o por que pra mim é tudo tão difícil? Parece que sempre estou lutando contra a maré. Que tenho que lutar por pequenas conquistas, que por merecimento já eram minhas.
 
Semana que recomeça. A boa filha a casa retorna. Voltarei a aquele lugar que coleciono afetos e desafetos, mas é meu por direito e agora ninguém tira. Sentirei saudades de algumas pessoas e outras não vou fingir que não me farão a mínima a falta e a reciproca é verdadeira.
 
Reassumir meu posto. Com todo o cuidado do mundo, afinal eu enfiei goela abaixo muita coisa em muita gente que não vai deixar barato, se antes eu observava as pessoas agora preciso calcular cada passo.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Talvez...

(longos suspiros...)
 
 

 
 
Pelo jeito tenho alguma coisa em comum com Lady Gaga..

quinta-feira, 16 de abril de 2015

dias que...

Podia ser um dia normal.. mas não foi.
 
Quando fui busca-la, ela correu para os meus braços.. "saudades de você mamãe.". Elas me chamam para conversar, uma longa conversa, sobre birras, malcriações e palavras feias. Olho para aquela carinha linda, que com certeza compreendia tudo o que se falava a respeito dela. Eu não sei de onde eu tirei forças para ouvir tudo... Prometi conversar com ela.
 
Já no carro, desabei.. chorei de soluçar... e ouvi uma vozinha atrás.
 
"- Mamãe tá chorando?".
 
Como explicar a ela que não era com ela que eu estava triste, mas sim com outras pessoas. Aprendi que para criança não se mente, disse que sim, ela ainda não sabe perguntar o porque. Em frações de segundos, eu fui do pensamento.."onde eu estou errando?" para o dane-se.
 
"- Vamos ver as pombinhas e comer pipoca?"
 
"- A ígia (Lígia) que (quer) ve as pombinhas... a igia que...".
 
A vida é muito curta pra me culpar, a vida é muito curta pra eu coloca-la em padrões. Eu respeito a personalidade dela, elas apenas esquecem que ela acabou de fazer 2 anos, que so tem tamanho...mas eu conversei com ela depois com mais calma..

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Só pra rir..

Estava de cabeça baixa concentrada, quando vejo ela entrar correndo dentro da minha sala, com o celular escondido na blusa..
 
-Luuuuu me ajuda... como eu apago isso?
 
Olho para a tela do celular... "Eu vou levar .. maconha".
 
Ela apavorada me pedindo para apagar "isso" do celular dela e que não sabia como aquilo tinha ido parar ali. Não adianta explicar a ela o como, então perguntei o que ela queria dizer..
 
Ela queria dizer que ia "levar massinha e tinta". Descobri como a "maconha" foi para ali, ela ia digitar massinha com c. Ela toda preocupada me perguntando o que ela tinha que fazer, disse a ela que não adiantava apagar a mensagem já tinha sido entregue, apenas coloquei..
 
"Desculpe, escrevi errado e digitei a frase corretamente."
 
Mas pensa em uma pessoa se afinando de rir, foi de doer a barriga. E ela saiu com aquele olhar de que eu tinha salvado a vida dela e eu voltei pro meu trabalho.
 
É isso que da.. dar brinquedo de gente grande pra quem não sabe brincar! rsrs

domingo, 12 de abril de 2015

...

Pai, amanhã fará oito anos que você deixou meu mundo mais negro. Lembro aquela manhã, o telefonema, minha mãe do outro lado tentando ser forte para me dar a noticia, eu não chorei, eu estava sozinha, longe e não poderia ir, mesmo querendo.
 
E assim foi. Eu não consegui chorar, a dor era imensa. Lembro da ultima vez que nos vimos, você foi me visitar naquele hospital, parecia estar tão bem, eu não sabia que seria a ultima vez que o veria.
 
Eu sempre senti enormes saudades suas e eu te perdoei e compreendi que você errou muito, mas acertou também. E que nos te perdemos muito antes de tudo isso.
 
O tempo apagou as magoas, mas deixou ainda mais saudade. Saudade da minha infância. De te ver sentado na beira da varanda tomando chimarrão de manha cedo. De ve-lo cortando a grama. Lavando o carro ou espremendo laranja para fazer teu suco favorito. Do teu riso fácil e de teus olhos ligeiros. De me ensinar sem a intenção a amar o mundo dos livros. De ver você deitado na cama aos sábados vendo o "Bolinha" na tv. Da tua mania de só tomar agua em caneca de alumínio. De não gostar de alho e cebola. Amar carne. Do teu adoçante e teu pao integral em cima da mesa. De você comemorar a baixa da diabete com um bolo. De gostar de filme de faroeste. De ver como você não sabia se vestir e não ligava pra isso. Do teu coração generoso. De ser uma pessoa tão querida e amado por todos. Isso é um pouco de tudo de bom que você deixou guardado dentro de mim.
 
E como eu me sinto orgulhosa quando dizem que me pareço com você, mesmo quando a intenção é enaltecer os teus defeitos, eu lembro que posso ter os herdado, mas também aprendi e herdei tantas coisas boas.
 
E ainda eu te vejo nos meus sonhos. De certa forma você ainda se faz presente na minha vida e amanha é um dia que com certeza todos nos lembramos, foi o dia em que teu coração nos pregou uma peça, que ele decidiu parar de bater e com isso, o coração de todos nós deixou de também parou de bater um pouquinho...

sábado, 11 de abril de 2015

A cereja do bolo.

Os dias andam meio tortos. Os dias em geral, como sinônimo de tempo. Sinceramente eu não sei se eu ando sem paciência ou está tudo meio errado.
 
Nessa semana aturei pessoas incompetentes se intrometendo no meu trabalho e que não cuidam nem do delas.
Nessa semana eu fui pedir um favor de maneira muito educada a uma pessoa que era muito querida para mim e ela fez caras e bocas e ainda ficou chateada.
Nessa semana Lígia fez birras intermináveis, para entrar na escola, pra sair da escola, pra comer, pra tomar banho, para arrumar o cabelo.
Nessa semana tive discussões acaloradas com Saponildo a respeito disso.
Nessa semana eu descobri coisas que me deixaram bem tristes.
 
Foi uma semana e tanto. Surtei.
 
Ontem Saponildo chega em casa, mas entra porta a dentro, já me perguntando se eu queria ir amanha (hoje) comprar umas coisas que eu queria pra cozinha, que já estou adiando faz tempo. Sei que quando ele chega perguntando...
 
1- Ele já sabe a minha resposta.
2- Ele pretende adiar mais um pouco.
3- Ele espera que eu adie.
4- Ele pretende trabalhar no sábado.
5- Meu raciocínio é muito rápido. Quando ele vem com a farinha eu vou com o pão e isso irrita ele.
 
Disse de maneira não muito gentil, que eu queria sim, que já estávamos adiando isso a muito tempo e que ele já tinha falado que pretendia trabalhar no sábado, mas se não fossemos amanha (hoje) iriamos quando? Semana que vem? Depois? Obviamente ele surtou, pelos dois motivos, de eu acertar em cheio as pretensões dele e de eu não responder aquilo que ele gostaria de ouvir. Dane-se!
 
Fomos. Lígia estava insuportável, com direito a chiliques de se jogar no chão, eu saio.. viro as costas e deixo, ele vai..paparica e pega no colo. Previsões de longas DRs sobre isso.
 
Chego na loja, estava a olhar algumas coisas, escuto a voz do vendedor perguntando se eu precisava de alguma coisa, quando eu me virei, eu gaguejei, a beleza dele me constrangeu, devo ter ficado vermelha, fiquei tímida com os meus pensamentos, deveriam proibir as lojas de colocarem vendedores tão bonitos. Ele deve ter notado algo, por que foi o show dos constrangimentos, ele não conseguiu vender e eu não consegui comprar.
 
Levei um tempão dentro da loja e não levei nada. Na loja do lado uma mocinha me atendeu, comprei o que precisava.
 
A noite, ainda a pouco eu via TV, sei lá o que passava, eu estava olhando, não registrando o que olhava, acho que era um canal que passa um programa com "Mil formas de morrer", é meio bizarro. Escuto o celular me chamar, fui olhar...
 
"Lu.. tu pode fazer isso e isso e isso e isso e isso? Não esquece. Bjos¨"
 
Sim, era a pessoa a qual eu sou subordinada. Ela quer que eu faça algumas coisas em casa para adiantar o trabalho da semana e ainda eu leve meu note (ela é canhota, não consigo me adaptar ao dela!). Eu não sou obrigada a fazer isso. E todo final de semana ela me manda essas mensagens, obviamente que eu não faço e ela passa a semana a me lembrar disso, na boa vontade eu minto que esqueci.
 
Mas hoje como eu já estava com a língua afiada. Eu ate pensei em ignorar, não responder, mas meus dedos coçaram, mandei ela tomar naquele lugar.
 
Deu!
 
O problema que isso vai me gerar eu resolvo na segunda!