quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Até os 8...

Eu sou gaúcha, nasci em Vacaria -RS, e vivi lá até os 18 anos, quando passei no vestibular e mudei pra Balneário Camboriú - SC, onde decidi fixar residência. Sinto muita falta do RS, não sei se é família, mas é de algo que só tem lá, o sotaque, a tradição. Aprendi a amar esse estado que me acolheu e há anos arrisco o "tais tolo nego" e um leve cantadinho.

Hoje resolvi falar um pouco de mim, e por isso falar de minhas origens. Falar de feridas e lembranças que nunca fecharam e que me impedem de voltar pra aquela cidade, apesar de amar tudo aquilo. Feridas que me afastam de minha pequena família, dos meu poucos conhecidos que ainda mantenho relação, feridas que nunca fecharam.

Faz algum tempo que vi na TV, passando de um canal para outro, uma psicologa falando, que crianças que crescem ouvindo os pais criticarem outras pessoas, acabam se desvinculando da sociedade, os chamados anti-sociais. A entrevista estava encerrada e não busquei mais pelo assunto, mas a frase ficou guardada na minha memória.

Ontem mais uma vez fui questionada sobre a minha falta de confiança nas pessoas.

A explicação está nas minhas origens, na minha familia, na minha educação.

Lembro de uma infância feliz até os 7 anos. Não lembro de ver meus pais brigando, meu irmão estudando e trabalhando. A imagem de meu pai abrindo a porta da minha sala de aula, indo me buscar pra ir para casa, é linda. Os finais de semana na casa da minha vó, as datas comemorativas.

Só tenho uma lembrança ruim desses tempos, e deveria ser a melhor lembrança. Uma amizade, quem acreditava ser a minha melhor amiga.

Minha mãe não deixava eu brincar na casa de ninguém, rara as vezes, e por pouco tempo, mas permitia que todas as minhas amigas brincassem na minha casa. Essa amiga, a G. tinha total liberdade de brincar onde queria, e quando ela tentava impor algo a mim que eu não aceitava, ela convidada as meninas pra irem brincar na casa dela, sabendo que minha mae nao deixaria.

Lá elas iam embora e eu ficava chorando e vinha minha mae conversar comigo, me levava para uma varanda nos fundos da minha casa que pegava o sol e começava a arrumar meu cabelo, fazer uma trança e a me explicar o por que ela nao gostava que eu fosse brincar na casa da G. e das outras crianças.

E a situação sempre se repetia, e minha mae tentava me proteger das maldades dela, mas nunca impediu nossa amizade. Até os 7 anos eu tenho lembranças lindas da minha mae, como ela me dava um beijo todas as noites antes de dormir, ela fazendo roupas lindas, arrumando o cabelo.

O problema começa dos 8 anos em diante, a nossa vida se transforma em um inferno.

(continua)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Depois de partir

Como já comentei aqui anteriormente a minha paciência em ver filmes é inversamente proporcional a minha paixão por livros, mas quando assisto um filme que prende minha atenção, acho bom até registrar.

Sim e hoje vou contar toda a história, então quem se interessar pelo filme, não leia até o final.

O filme tem uma história. Yes! Isso é bom. Não tem lutinhas e nem piadinhas imbecis. Vale a pena assistir e nos traz grandes momentos de reflexão.


Claro que o ator bonitinho ajuda. Romain Duris, mas isso não é foco principal, já que ele tem uma aparência madura e não é o tipo que tem fãs clubes teens pelo mundo afora.

Eu só fui perceber o seu charme a uma altura do filme que já tinha me prendido pela história, foi quando ele deu um sorrisinho de lado, que eu pensei, que homem lindo! E olha que ele tem barba e eu abomino barba.

Ao procurar imagens dele pelo google, ceus!! Vi cada coisa, mas que eu não gostei, a imagem dele está bem melhor nesse filme, alguém diga a elepra se manter assim, cabelo curtinho e com essa barba, por que ele de cabelão a "lá juba" e sem barba, fica muito efeminado.

Parando o momento mulherzinha, vou contar o filme.

Depois de partir


O filme inicia com duas crianças a beira de uma lagoa brincando. Uma menina e um menino. A menina chama por um cisne em uma velha ponte de madeira, quando ela volta a ponte quebra e ela cai e grita para o menino ir chamar seu pai.

O menino corre, corre e quando chega a estrada é atropelado por um carro. Ele fica em coma, dado como morto, e quando acorda afirma que havia morrido para uma voz que o entrevista, essa voz pergunta a ele: "O que te fez voltar". Essa é uma pergunta a qual se deve prestar atenção.

O filme, mostra Nathan, já adulto como um grande advogado, parece mal humorado e amargo.Um estranho médico o vem procurar, alertando-o sobre a morte e a vida. Kay. Depois desse encontro Dr. Kay, tenta convence-lo que consegue ver as pessoas que vão morrer mas não pode fazer nada além de proporcionar conforto. Ele se denomina "o mensageiro" e que ve uma forte luz, emanar do corpo de quem vai partir.

Nathan não entende o por que o Dr. o procura, faz exames clinicos, aparentemente está tudo bem. Dr. Kay  pede a ele que procure uma amiga da faculdade que trabalhava na lanchonete, Nathan a procura, acreditando que poderia impedir que ela morresse, em um momento ele conseguiu livra-la de um choque, mas levou ela até um banco onde teve um tiroteio e ela morreu e ali ele se sentiu culpado, mas compreendeu que ninguém pode fazer nada.

Eis que entra a segunda parte da história, e a mais bonita. Nathan era divorciado. Sim um dia ele casou, mas o engraçado ele sempre se referia a mulher ainda como esposa. Porém ele estava convencido de que o Dr. Kay sabia que ele ia morrer.

Nathan se casou com Claire, a menina que aparece com ele no inicio do filme, tiveram dois filhos. Um menino morre ainda bebe, e ele culpa a si e a mulher pela perda do menino, e grita com ela e abandona. Dr. kay traz isso a lembrança dele e também fala de um menino que entrou em coma depois de um atropelamento após tentar salvar sua amiga e que aquela menina ia visitar aquele menino todos os dias, segurar sua mao e prometer a sua vida a ele.

Nathan então lembra que Dr. Kay foi a voz que aparece no inicio do filme, foi o médico que o entrevistou e o único que acreditou no que ele dizia, que havia morrido e voltou e novamente Dr. Kay pergunta a ele, o que te fez voltar? E Nathan responde: Claire, o rosto de Claire.

Nathan então decide viajar e rever a ex mulher e a filha. Tentar consertar o passado, apagar magoas. Passa dias bonitos e acreditando que ira morrer logo, tenta viver cada momento da melhor forma possivel. E infelizmente em um dia ele ve a luz em torno de sua mulher, e descobre que ele também é um mensageiro.

E quando ele decidiu voltar da morte por causa dela, ele se tornou um mensageiro, voltou por ela e agora ia perde-la.


Não contei detalhes, mas é uma história que me emocionou.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Encontro de almas

Ainda acredito que alguns sonhos entre pessoas é um encontrar de almas distantes. Alguns dos meus sonhos são de uma realidade que eu nem sei explicar.

...

Na boleia de um caminhão, eu mostrava algumas figuras de um álbum a outra pessoa que fingia interesse no que eu falava e mostrava, eu não conseguia ver o que estava escrito nas figuras, me aproximava mais e mais e a outra pessoa fingia me ajudar e eu sentindo a sua aproximação, o coração acelerado, a respiração. Cada vez mais perto. A outra pessoa me beija, o coração dispara, e eu me afasto em um "não querer, querendo".  Só deu tempo de ouvir " Não foge de mim!". E eu acordo angustiada, com o coração acelerado.

Meu senso de juízo me acompanha até em sonhos.

....

*A boleia de caminhão tem explicação, minha prima me mandou umas fotos dela com o namorado que eles fizeram, e eu fiquei pensativa, por que a menina era tão chatinha que não fazia o tipo que ia namorar um caminhoneiro, mas filha de peixe peixinho é.

*O álbum de figurinhas também tem explicação, só não especifiquei o tema por que ia dar muito na cara e ia associar o sonho a pessoa.

* "O não querer, querendo". Esse também tem explicação.

...

O que não tem explicação é o encontro dessas almas.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

...

Ontem a noite tive uma crise de estomago, daquelas que desatinam. Nesses momentos eu sei que eu sou a pior pessoa do mundo. Minha ira sai do meu controle, eu sinto muita raiva, por isso eu ainda prefiro que essas crises aconteçam de madrugada.

Não queria tomar remedio, mesmo sabendo que isso acalmaria a dor e me faria dormir, já passava das 2 horas da madrugada e eu sentindo o desespero a cada respiração.

Levantei tomei de cara 4 comprimidos, se é pra fazer efeito que seja imediato, eu queria dormir estava cansada. Em um acesso de loucuras daqueles que só a dor me faz ter, corri pro banheiro e achei que a água quente do chuveiro pudesse curar minha dor, até o remédio fazer efeito.

Não senti o efeito imediato do remédio, sentei com perna de indio e deixei a água cair, naquele momento eu não lembrei que eram litros de água potavel que iam pelo ralo, eu fui egoista eu só pensava em mim e na minha dor. Eu precisava daquela água quente caindo nas minhas costas, na minha barriga, nas pernas. Eu precisava muito.

É uma das coisas que sempre faço, acho que banho quente resolve problemas, dores, cansaço e que também estimula quando necessário.

Não sei o tempo que fiquei dentro do box, perdi a noção. Praguejei contra mim o por que eu não fui forte o suficiente pra não tomar os remedios, teria que aguentar os efeitos colaterais por uns dois dias, . Encostei as costas nos azulejos, sim de inicio era bem gealado, depois nem senti mais.. e ali assim que a dor foi passando e o remedio fazendo efeito, eu adormeci...

Acordei com batidas na porta, perguntando se eu estava bem.

Levantei, desliguei o chuveiro. Não queria conversa. Não queria cremes e perfume. A pele estava enrugada. Eu só queria me secar e uma cama quentinha pra dormir.

E eu dormi o sono dos justos.

sábado, 25 de setembro de 2010

"Todo amor que deu errado tornou meu mundo negro"


Todas as imagens foram lavadas em preto, tatuando tudo
Todo amor que deu errado tornou meu mundo negro
Tatuou tudo o que vejo, tudo o que sou, tudo que serei,

Eu sei que um dia você terá uma vida maravilhosa, eu sei que você será uma estrela
No céu de um outro alguém, mas por quê? Por quê? por quê?
Não pode ser, não pode ser o meu (céu)?


Black - Pearl Jam


Uma coisa que me deixa desconfortável em ter um blog, é a curiosidade que provoca nas pessoas, sobre quem sou, sobre minha vida. Tem pessoas que me conhecem somente através daqui e se acham no direito de criticar atitudes que eu nunca deixei claras aqui explicitamente.

Aqui é o meu canto. São meus sentimentos. Não importa se as pessoas entendem ou não o que eu escrevo. Eu sei pra quem e por que eu escrevo. Eu tenho certeza que daqui há 10 anos eu vou reler o que escrevi e saberei o por que eu escrevi, ou pra quem.

Aqui eu guardo recordações, lembranças, coisas que talvez só faça sentido pra mim e se aqui alguém busca algo real e tocavel não é aqui que encontrará, não me confunda com revistas de fofoca, não vou escancarar minha vida só por que alguns tem curiosidade. Antes de escrever pro mundo, eu escrevo pra mim, pra eternizar o meu pensamento.

Isso é tudo.

*Um ótimo final de semana*

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Dedão no interfone!

Falam muito sobre mim, que eu sou mal educada, impulsiva, explosiva. O que ninguém sabe é que eu não me transformo de um momento para o outro e que eu acredito ter paciência, talvez um pouco mais limitada que as pessoas em geral, mas o que eu quero dizer é que eu vou colocando gotas de água e chega uma hora que o copo transborda.

No apartamento ao lado da minha casa, mora um casal que trabalha a noite e tem uma filha pequena. Eles chegam em horários diferentes pela manhã, primeiro o homem e depois a mulher, que chega e leva a menina pra escolinha pra eles dormirem. Eis o dilema, quando a mulher volta da escolinha, chega e coloca o dedão no interfone e não tira mais, o planeta inteiro acorda menos o homem!

Ninguém merece ficar com aquele barulho no ouvido, o interfone fica aqui bem ao lado da mesa do computador, só sinto um calor subir, a lingua coçar. A semana toda passada foi esse caos, sem brincadeira ela ficava mais de meia hora apertando o interfone, aí sexta já sem muita paciencia, peguei e abri o portao pra ela sem falar nada.

Ela sobe, e o que era ruim podia ficar pior, como nao foi o marido que abriu o portao, ele também não acordou pra abrir a porta. E ela ficou batendo e gritando na porta, por um tempão, e depois de quase 1 hora ele acordou.

Sábado, domingo... a mesma coisa e eu avisando Sr. Saponildo que minha paciência estava se esgotando com essa situação e ele: "calma, nao me faça fiasco!".

Sim, por que agora a fiasquenta sou eu, não ela que fica apertando o interfone.

Ontem a situação se repete, depois de uns 10 min. que ela apertava, abri o interfone e disse:
-"Sabia que tem mais gente que mora aqui? Então tira uma cópia da chave!" e abri o portão.

Bom a situação não se repetiu hoje.

E também dizem que eu só fiz isso por que estava camuflada e ela não saberia quem falou, talvez... mas quando eu perco a minha paciência nem eu sei dizer o que eu sou ou não capaz de fazer.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

"não doeu nada"

Todos os dias quando saía do trabalho reparava que uma colega, sempre ficava mais tempo, mesmo sem ter o que fazer.

Um dia eu cheguei e perguntei:
-"Você fica por que pediram pra você ficar?".

Ela:
-"Não, meu horario é o mesmo de vocês."

Disse a ela que podiamos revezar um dia eu saía mais cedo, no outro ela. Ela me disse uma coisa de uma forma que doeu tanto em mim:

- Não querida, vocês podem ir, tem sempre alguém esperando por vocês, agora eu não, quando chego em casa só "as portas da solidão".

Meu coração apertou, e quis ser educada "Quando se sentir sozinha, vai na minha casa!".

Passou vários dias depois desse episódio. Sexta feira passando por ela, eis o que ela me diz:
-Luuu, domingo eu vou almoçar na tua casa!.

Ela me pegou de surpresa. Eu:
-Tu sabe onde eu moro? (ainda bem que as pessoas que gostam de mim perdoam minha falta de sutileza!).

Não, mas você me explica onde.

Pensei, remoi e disse onde. Sai de lá praguejando o por que eu tinha que me fazer de educadinha e agora ia ter que passar meu domingo cozinhando.

A verdade é que não tenho o hábito de receber pessoas na minha casa, não me sinto a vontade, mas pensei nela, em como devia ser ruim os finais de semana e o tamanho da carência dela a ponto de se convidar.

Eu já morei com meus pais, só com minha mãe, com amiga, com amigas, com amigas e amigos, sozinha.. e casei, mas eu nunca me senti carente, sempre curti a solidão. E jamais me convidaria pra comer na casa de ninguém e geralmente eu recuso convites assim.

Só sei que sábado estava eu toda animadinha no supermercado fazendo compras para o almoço de domingo.

No domingo, ela se sentiu tão bem recebida que se notava que ela gostou de vir até a minha casa.
Fiquei tão feliz e olha só Lucí... "não doeu nada".

*Uma linda semana a todos*

sábado, 18 de setembro de 2010

...

[Luan Santana - Minha boca você não beija mais]

Não bata na porta,
Pra mim não tem volta,
Já chega ...
Se você foi incapaz,
Agora tanto faz,
Minha boca você não beija mais
 
...se nem na boca vai encostar, imagina no resto querido!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

.. tudo passa

[Nx Zero e Túlio Dek - Tudo Passa]

*Bom final de semana*

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

por telefone...

Ontem "tentando" renegociar uma divida por telefone.

Depois de muitos bla blas... e já me irritando com o atendente, por que todas as vezes que eu falava o valor total ele me corrigia em relação ao valor.

Antes de terminar, eu faço uma última confirmação...

-" Então tá, 1800 reais!".

Ele, sem cerimonias, pela centésima vez..
-" Não, é 1800 e DOIS reais

Grosseiramente respondi:
"- DOIS REAIS eu consigo em moeda!...(desliguei o telefone!)

Depois dizem que sou mau educada, mas quem não ia perder as estribeiras com aquele sujeito.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

(abafa)

Se existe uma coisa que me irrita mais é a desorganização de homem. Desorganização com coisas tão simples que se organizadas facilitariam a vida dele e principalmente a minha, já que não teria que ouvir "onde está isso, cadê aquilo?.."

Ontem a noite, tédio total, pego o celular dele pra brincar. Troca isso, enfeita aquilo e vou para o registro de chamadas. Assustei-me ao ver bem mais de 10 números de telefones, sem "dono", sem estar salvos na agenda!

Decidida a organizar aquela bagunça, que sei que o sujeito não tem paciência para arrumar, o celular não é novo, é de junho, já deveria estar organizado.

Começo a registrar os nùmeros. Ele no computador e eu no quarto. Grito:

-De quem é o número XXXX-XXXXX?
-É do BLA BLA...

(sim, ele sabia de cor todos os números e seus respectivos donos!).

Agora só faltava um número...

-De quem é o tal número?
(um silêncio total se fez nesse momento).

Repeti a pergunta, pronta já pra ligar pro número pra descobrir de quem era..
-Repete o número pra mim....

Gritei pra ele novamente o número... XXXX XXXX
(o silencio se quebra!)...

-É o teu número abençoada!

.. sim, era o meu número.

(abafa)... Depois de inumeras gargalhadas fiz ele prometer que nunca vai contar pra ninguém..

Acho que a metida aqui é que precisa de organização, ele se entende na bagunça dele!


*Uma ótima semana a todos*

sábado, 11 de setembro de 2010

Para a anonima:

"Bih disse:Lucí vc pode dar onome da musica daquele seu outro post meio tristinho, por favor?!"

Como junto com o comentário anonimo não veio um email e nem uma referencia de blog, responderei em forma de post, já que a pessoinha escutou e gostou da música.... por que não?


Pink - Who Knew


 Você pegou na minha mão, você me mostrou como
Você me prometeu que ficaria por perto,
Aham... Tá certo
Eu absorvi suas palavras e eu acreditei
Em tudo, que você me disse,
É, aham... Tá certo

Se alguém dissesse há três anos, que você iria embora
Eu apagaria todos eles com um soco, porque eles estariam errados
Eu sei melhor que eles, porque você disse "para sempre"
"E sempre", quem diria...

Lembra-se quando nós éramos tão bobos
E tão convencidos e tão legais,
Oh não... Não não
Eu queria poder te tocar de novo
Eu queria poder ainda te chamar de amigo
Eu daria qualquer coisa

Quando alguém disse "seja agradecido agora, antes que eles estejam muito longe"
Eu acho que eu não sabia, eu estava totalmente errada
Eles sabiam melhor que eu, ainda sim você disse "para sempre"
"E sempre", quem diria

Eu te manterei trancado em minha mente
Até nós nos encontrarmos novamente
E eu não te esquecerei, meu amigo
O que aconteceu?

Aquele último beijo, eu vou valorizar, até nós nos encontrarmos novamente
E o tempo torna tudo mais difícil, eu queria poder me lembrar
Mas eu mantenho sua memória, você me visita enquanto durmo.


"Conheci essa música em um blog, há alguns anos, quando eu ainda tinha o "Sonhando Acordada" e por algum tempo ela foi música tema daquele blog, gostei dela de cara, não pela letra que só conheci depois, mas pela voz da Pink, da batida e a letra deu sentido ao que eu sentia."

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Outro final de semana...


"Save tonight and fight the break of dawn"
Salve esta noite e lute contra o amanhecer
Save tonight - Eagle-Eye Cherry

Lendo o post da última sexta-feira, cheio de reclamações e bla bla bla. Fiquei irritada comigo mesma. Eu tenho pavor de gente que ve dificuldade em tudo, que vive reclamando da vida, os que eu chamo de "inconformados" e que nunca estão satisfeitos e sempre infelizes.

E mesmo assim eu me comporto assim, por coisas tão pequenas. Ainda bem que tem um dia após o outro. E essa semana após eu recobrar meu equilibrio e entrar no meu estágio de "conformismo", as coisas melhoraram. Na verdade tudo continua na mesma, o que mudou foi o meu ponto de vista.

Não faço o genero pessoa positivista, mas acredito na filosofia do "tudo podia ser pior", então por que reclamar? Por mais que as coisas pareçam ruins para mim, tem gente que vive situação bem mais adversas e encara tudo numa boa, pq eu vou ficar praguejando pelos cantos?

Também sei que tudo sempre uma hora passa. Isso é a mais pura verdade, ainda mais quando é uma reclamação infundada, só por uma sensação. Frescurite minha! Passou...

A semana foi tão cansativa quanto a outra, não me senti carregando uma cruz como a outra, mas também não sai distribuindo sorrisinhos por aí, acho que é apenas meu humor que anda oscilando.

O final de semana chega... descanso, musica, filme, boa comida, leitura, cama.. é só olhar a vida com mais doçura e deixar as amarguras de lado, caso não resolva, reclamar também faz bem, desde que não alugue os ouvidos alheios!.


*Bom final de semana*

(no play tem música, é só clicar!)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Hãnn?!

No belo "sono da beleza", às 8 horas da madrugada. O interfone..

Reviro-me na cama, penso 3 segundos em não atender, mas levanto.

Aquela voz "acordei agora".

-"oi?".
-É a esposa do "Sr. Saponildo". (tipo nem sabe onde está apertando!).
-Sim. Quem é? (Não me peçam para ser gentil quando acordo!).
-É o Fabiano, ele esqueceu o projeto em cima, em cima, em cima ...
-Tá, eu acho que já sei onde é! (cortando o menino...) Tu sobe pra pegar?
-Pode ser.. (com aquela voz de "ai que saco, ainda vou ter que ir lá pegar)

Cato daqui, cato de lá, achei finalmente em cima da mesa, uma batida na porta. Entrego o dito projeto e fecho a porta rapidamente.

Que coisa feia! Não custava saponildo ligar avisando que alguém viria aqui!

E depois eu tenho certeza que ele vai reclamar que eu fui mal educada...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Um cara bacana...

Mais uma noite, na faculdade, na semana anterior. Eu perdida fazendo hora, na cantina, acompanhada de meu Doritos (sim, eu amo Doritos!). Quando escuto perto de mim um "E aí moça!?" Eu olhei bem para a cara do sujeito. Ele foi tão educado e gracioso que nem deu tempo de eu correr ou ser mal educada. Sorri e disse o esperado: "Qto tempo...!".

Ele senta sem ser convidado, mas de forma tão agradável que também nem tive tempo de dizer que já estava de saída.

Conheço J. já fazem uns 10 anos, ele fazia parte da minha primeira turma do meu outro curso. O tipo amigão de todo mundo, mas que não tinhamos intimidade, ou seja, nem naquele tempo dividimos a mesma mesa de uma cantina. Na época ele namorava uma menina muito ciumenta que o afastava das demais meninas, mas isso nunca o impediu de ser delicado e educado com todas.

Conversamos, rimos, lembramos daquele tempo, ele não está mais com a menina, eu casei, muita coisa mudou. Desistimos daquele curso, ele optou por Ed. Física e eu Pedagogia. Outra universidade. Outros amigos. Depois de 1 hora e meia ele se despede de mim.. e quando ele vira as costas, um monte de pensamentos tumultua minha cabeça, pensei comigo.. "que cara bacana!".

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

...


Tentei fingir que nada estava errado, não queria mais reclamar de nada. Pensei que tudo seria diferente, mas a semana foi desgastante. Noites mal dormidas, dias que não passam. Enfim sexta. Parece que só na sexta é que meus problemas me abandonam e eu posso ficar comigo mesma.

Eu ando desanimada, triste com muita coisa. Sem vontade de fazer nada. Sinto falta do isolamente, de ter tempo para as pequenas coisas que me dão prazer, como ler um livro que não seja didático. A cabeça anda longe. Não consigo nem me concentrar pra fazer o que realmente é preciso.

O coração anda apertado, sem explicação. Eu pensei que seria diferente, que tudo ia mudar, mas eu não mudo, a cabeça é a mesma, a de antes e a de agora. Achei que ia viver e amar tudo intensamente e que nada, estou vivendo como um ser mortal qualquer, sem prazer em vive-la.

Tento me acalmar, pra de algum lugar tirar forças. Pensei que não reclamar ia resolver, mas os meus pensamentos me corroem por dentro. Um emprego que não me satisfaz, que me irrita, em que me faz me sentir mal e sair dele todos os dias pensando "eu sou melhor que tudo isso!". Uma casa que não é minha. Na verdade uma vida que não é minha, deve ser de alguém que eu peguei emprestada.

É tudo! É nada! É só algo que cresce dentro do peito, não tem nome. Alguns diriam frustração. Eu só queria devolta a minha paz! Eu sei que posso largar tudo e voltar a levar a vidinha de antes, mas logo estaria reclamando de outras coisas.

Por que sou assim?

Essa angustia que não passa, o desdem. Achei que a tristeza era passageira, mas não. Ela me acompanhou a semana toda, nas manhãs que cuido da minha casa, com o relaxo em tudo, nas minhas tarde de trabalho, acompanhando o relógio para passar o tempo e nas minhas noites de estudo, lendo livros e não lembrando de mais nada! E no meu sono, noites sem sono, dormir tarde, acordar cedo e dormir mal.

Espero que passe essa dor dos "conflitos internos". Eu sei que parar de pensar me ajudaria, mas eu consigo? Só eu sei o que passa nos meu silêncios.

E pra ajudar, por que aquele email? Pro coração disparar e se entusiasmar inutilmente? A gota dàgua para minha angustia.

E aquela pessoa que me ligou e eu não sei quem é? A gota dàgua pra minha ansiedade.

...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Desigualdade

Estou trabalhando em uma escola particular, um lado da minha sala da acesso ao refeitório e o outro ao parque. Estava eu ontem a tarde distraida observando as crianças brincarem no parque.

Elas corriam, riam, caiam, choravam. Ouvi um barulho mais ao longe que se diferenciava daqueles risinhos.

Eram os "catadores de papelão" como se costuma dizer por aqui. Duas mulheres com uma carroça carregada, procurando coisas no lixo da escola. Observo mais e me deparo com uma cena que me angustiou:

Com elas, haviam dois meninos, que enquanto elas procuravam utilidade no nosso lixo, estavam agarrados as grades da escola, com os olhinhos brilhando, tristes, olhando as nossas crianças brincarem e logo seguiram acredito que suas mães, para outro lixo.

Eles são crianças iguais, mas diferentes daquela realidade. Não ficão na escola o dia todo brincando e aprendendo, não tem aquele parque cheio de brinquedos legais e nem roupas boas.

A cena me comoveu, me irritou. Por que? Porque eu estava do lado de cá da realidade, onde tudo é mais fácil e a vontade de continuar a seguir meu caminho e ir trabalhar do outro lado da realidade, eles sim precisam mais de mim.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Existe idade pra recomeçar?

Andei a pensar na "diferença da diferença de idades". Explico-me.

A maioria do pessoal com 15 anos, acha outras pessoas de 10 crianças. Os de 20, já não acham os de 15 crianças. A diferença continua a mesma, 5 anos! E assim com o passar dos anos essa diferença vai diminuindo, mesmo o valor numérico ultrapassando os 5 anos.

Explico-me novamente. Isso que eu escrevi não é novidade para ninguém e aposto que qualquer um que passe por aqui, já percebeu isso, então a motivação do post é:

Pessoas mais velhas que decidem recomeçar. Escuto por ai, e até eu mesma faço o discurso: ".. não tenho mais idade pra errar, pra recomeçar". Engano.

Hoje pessoas com até 20 anos, eu vejo como crianças, que podem se dar ao luxo de errar e recomeçar, mas eu não via dessa forma aos 20 anos e deixei de fazer muitas coisas por conta disso, com essa experiencia posso chegar a conclusão que quando os 40 bater na porta, meu olhar para os 30 anos será diferente.

Sempre é tempo de recomeçar, por que no futuro quando olharmos para trás, a nossa percepção terá mudado e  veremos que nada nos impediu, apenas nossa cabeça e por isso não aceito críticas pelas minhas escolhas, eu que terei que suportar minha consciência com o passar dos anos!