quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Momento mulherzinha

Já comentei por aqui que sou noveleira, que assisto, gosto, acompanho quando o sono deixa e que torço loucamente por casalzinhos românticos. Acho que novela desperta dentro de mim o mesmo que os contos de fadas despertavam na minha infância, mas como já sou bem grandinha e sei que novela é novela, vida real é outra coisa, então eu passo a ter minhas fixações platônicas por determinados personagens.

Sim, digo personagens, por que os atores podem ser belos, mas quando mudam o personagem, muda a personalidade e eu perco o encanto, isso acontece com Dr. House (Hugh Laurie) e Warric (Gary Dourdan) do CSI.

Com atores brasileiros acontece com menos frequencia e intensidade, já que as novelas não ficam se repetindo como os seriados e agora não me vem na memória nenhum personagem encantador.

Por esses dias vendo a nova novela da Globo, Fina Estampa, eis que me deparo com um dos sorrisos mais inocentes e sedutores (se é que pode tal mistura), minha nova alma gemea é Marco Pigossi, o que faz Rafael, par romântico de Amália (Sophie Charlotte), bom ainda não sei se ele é mocinho ou vilão, só sei que já estou na torcida pelo casal.

Nem sabia da existencia desse ator, nem que ele já tinha feito outras novelas, novelas das quais eu já havia visto, é o tal de olhar e não registrar, eu não havia registrado ele! Agora tá registrado com direito a fotinhos, videos e etc.


Eu ainda não sei se ele é melhor indo ou vindo, ops! quer dizer, sério ou sorrindo. Acho que o encantamento está ai, em sua seriedade representa o papel do homem e quando sorri parece um menino feliz, mas como foto é foto e aprisiona almas, o video fala por si só:


Quem estiver interessada em ver, é só reparar entre os min 2:14 até 2:19, que verá a eternização de um sorriso, mas como desgraça pouca é bobagem, a quem diga que com tudo que foi mostrado o sorriso é o que menos chamama a atenção, então com direito a print e tudo:


E pra completar o momento mulherzinha, o personagem disse a Amália, o que todas gostariamos de ouvir:

"Meu dia só começa depois que te vejo".

(E um tipo desses não passa na minha esquina...)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Mistérios do meu corpo humano.

ZZzzzzzzzzzzZZZZZZzzzzzzzz

"O que faz o corpo querer dormir mais quando não se pode dormir mais? E o que faz o mesmo corpo, gozando de plenas férias, acordar pontualmente no mesmo horário (5 horas da madrugada!) e se negar a voltar a dormir?

Mesmo com um frio e chuva adequados ao momento..."

?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ali na padaria...

Ainda a pouco na padaria..

(deixando claro que é padaria de bairro então o sistema não funciona como deveria funcionar, leia-se sonegação).

Faço o pedido, a balconista me da um papelzinho com o seguinte:

2,50
2,50

Entrego esse papelzinho para O CAIXA...

O cara me puxa da calculadora e eu com a falta de paciência, grito do outro lado, é 5 reais, nao precisa de calculadora!

Ele me olhou com uma cara mortal.
Eu olhei de volta e pedi uma sacola.

Sai.

Mas sai com tanta revolta, com tanta indignação. Eu sei que é uma coisa pequena, mas uma pessoa que trabalha no comércio se atrever a isso? É muita burrice num corpinho só. Eu sei que tem pessoas que não tem facilidade com matemática etc... e que eu sou uma nerd que adora números e continhas desde a minha mais terna infãncia  e que eu ando me revoltando com coisas inúteis.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Eu queria...

"
Queria que as pessoas que eu mais gosto estivessem ali do outro lado da rua, em uma casinha de madeira de cerca branca e com um jardim na frente e um tapete de boas vindas a me esperar.

Queria tomar banho e poder ir até lá de cabelos molhados e havaianas nos pés e comer um pedaço de bolo quentinho.

Queria ir até lá a qualquer hora que desse vontade, sem precisar ligar.

Queria ter a intimidade de abrir a geladeira, de usar o banheiro sem pedir licença e lavar uma louça quando achasse necessário.

Queria sentir o cheiro da comida, saber quando elas tem visita ou ajudar a grama em um final de tarde de um sábado qualquer.

Queria sentar no sofá da sala pra assistir novela e voltar pra casa bem a noitinha sem ter medo.

Queria que elas estivessem ao alcance dos meus braços para um abraço apertado e dos meus olhos para que elas sentissem o tanto que eu gosto delas.

"

sábado, 20 de agosto de 2011

da da da da-da

Não sei se eu posso gritar mais alto
Quantas vezes te mandei embora daqui --> ♥
Ou disse alguma coisa que o insultou?

Posso ser tão má quando eu quero
Sou realmente capaz de qualquer coisa
Posso cortá-lo em pedaços
Quando meu coração está partido

Por favor, não me deixe
Sempre digo como não preciso de você
Mas sempre acabo voltando a este ponto

Como eu me tornei tão odiosa?
O que há com você que me faz agir deste jeito?
Eu nunca tinha sido tão desagradável
Poderia me dizer que tudo isso é apenas uma competição?
O vencedor será aquele que bater mais forte
Mas, amor, eu não quis dizer isso
É sério, eu juro

Esqueci de dizer em voz alta o quanto você é lindo pra mim
Não consigo ficar sem você, você é meu perfeito saco de pancadas
E eu preciso de você, me desculpe

Da da da da, da da da da
Da da da da-da da

♥ Please Don't Leave Me - Pink

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

...

"Hoje foi um dia que não precisava ter acontecido, mas que me faz pensar cada vez mais em destino, o por que muitas vezes a gente está em determinado lugar na hora certa ou na hora errada, o por que fazemos determinadas escolhas e por que eu acredito em anjos."


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Culpa dela...

Acho que os problemas que tenho com minha mãe começaram quando ela descobriu que eu não era a menininha da mamãe que ela sonhou.

Ela tentou me fantasiar com saias “plissadas”, blusinhas rosas de mangas bufantes e calcinhas cheia de babadinhos e para completar fitas pelos cabelos acompanhadas de brincos e pulseirinhas com meu nome gravado.

Segundo ela mesmo, jóia em mim era desperdício de dinheiro, usava uma vez eu dava o jeito de perder e eu juro que eu não fazia de propósito, os brincos eu perdia a tarracha isso quando eu não perdia o brinco, pulseira arrebentava geralmente. A única coisa que sei é que depois que cresci e passei a escolher meus próprios brincos nunca mais perdi um, por que será?

As fitas dos meus cabelo eu perdia misteriosamente, Os botões das camisas rosas sumiam. Ahh e ia esquecendo do sapatinho branco de verniz adornado com “rosinhas rosas” que também eu perdia as "rosinhas rosas" e sempre pisava em alguma poça de barro. Sim e não podia faltar a meia calça branca bordada com bolinhas que por obra do destino sempre desfiava no primeiro uso.

Quando completei meus 8 anos, minha mãe desistiu de me vestir de boneca, até então eu curtia usar saia, mas o problema é que eu não lembrava de sentar e fechar as pernas, eis que minha mãe apresenta: O SHORTs...

Foi a maior revolução na minha vida, como eu havia vivido tanto tempo sem. Já que não aprendi a sentar como uma dama, viva a liberdade. Ela também desistiu das fitas e descobriu os elásticos coloridos e as camisetas de malha, do SNOOPY, da TURMA DA LULUZINHA e coisas da moda, tudo isso com um confortável tênis.

A decepção da vida dela, quando ela descobriu que eu peguei gosto. Que ela nunca mais conseguiu me colocar um vestido goela abaixo. Digamos que ela aprendeu a viver com esse trauma, mas eu sei que no fundo ela guarda essa decepção de eu não ser a “dama” dos sonhos dela.

Culpa dela, quem me apresentou o shorts e o tênis?

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

devaneios




Um dia ele me disse que dançaria uma noite toda comigo.
Que gostava da minha maquiagem borrada no final da noite.
E das minhas roupas caídas pelos cantos.

Nada importava.
O espelho trincado.
O perfume derramado.
E a cortina cor de vinho.
A cama desarrumada.

Tudo mudou.
Ele me disse que eu não era o que ele esperava.
Queria doce e não pimenta.
Brisa e não ventania.
Preferia a utopia a realidade

Ele se foi.
Levou o sonho.
E deixou sua fantasia de príncipe no meio das minhas roupas jogadas.

Isso não é a tradução da música da Pink, mas tem músicas que a gente ouve que nos permitem essa fantasia.
BOM DIA!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Inhas...

Bom, tem dias que a gente escuta um monte de bobagens é a comprovação que não sou surda. Algumas bobagens até produtivas.

Convivendo com as pessoas, conversando é que descobrimos o que as pessoas pensam da gente e se aquilo que somos mesmo não está sendo distorcido pela visão alheia.

Depois do almoço, um monte de mulherada reunida, olhando umas maquiagens que uma levou pra vender, eu dando uma olhada geral, já que nada me agradava.

Ao meu lado a Prof de Ed. Física, pego um batom, abro e olho "Não gosto de batom e menos ainda rosa!" e coloco no lugar, ela me olha toda e diz "Ahh éhh Lu, você é toda rosa". Qual a parte do eu não gostar do rosa que ela não entendeu e como tudo comigo vira dialago, fui obrigada a perguntar o por que ela me achava a pantera cor de rosa.

Ela me disse um monte de inha, que eu era fragilzinha, meiguinha, inha e mais inhas. Eu olhei bem pra ela e disse: "Tu tem certeza?"

Ela caiu na gargalhada e disse: "Só quando você está de boca fechada".

Ao final da conversa, sai satisfeita. Gosto dessa surpresa que causo nas pessoas que me julgam pelo o que veem, mas se surpreendem quando realmente me conhecem e principalmente por que quem convive comigo sabe que minha personalidade forte não combina com o corpo que a carrega.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

e na hora da comida...


Uma das lembranças boas que tenho da minha família (são raras as lembranças boas) era dos momentos das refeições.

Minha família foi algo desajustado, "convencional" aos olhos dos outros, mas todos que viviam na minha casa sabia que ali era "cada um por si.."

A única regra valida, que não era somente por convenção era a hora do almoço e da janta, nessa hora tinhamos que estar todos sentados a mesa para comer juntos.Nao importa o que tinhamos por fazer, onde estavamos, em ponto ao meio dia e em ponto as seis da tarde.

Era nesse momento que acabavam-se as diferenças, não se existia o mundo dos adultos e o das crianças, era quando realmente estavamos juntos, cada um contava o que fez, o que aconteceu, era uma conversa solta, agradavel e ao fundo o barulho da TV sempre em algum jornal local e que todos deviam ficar quietos quando aparecia o indice da poupança, coisa que eu nao entendia, mas sabia que devia ser algo muito importante para o meu pai.

A unica outra regra, era que ninguem poderia deixar a mesa enquanto um de nos tivesse comendo e como sempre o ultimo a terminar era meu pai, nao por que ele era o mais demorado, mas era o que comia mais, acabava sempre nos segurando a mesa.

Sao habitos que me acompanham, não gosto de comer sozinha, preciso de alguem pra conversar, nao precia nem comer junto, é so sentar comigo enquanto eu como e me ouvir ou falar pra eu ouvir, é hora de troca de ideias, de sorrisos. Confesso que quando estou sozinha esqueço de comer, perco a fome e... herdei a velha mania de meu pai, nao me deixem sozinha a mesa, eu preciso que me acompanhem até o final, nao é questao de educação é questão de delicadeza e companherismo.

Nao me importo com a comida, com o local, com adereços e sim com uma companhia agradavel que saiba transformar esse momento, em algo além de satisfazer uma necessidade do corpo, mas sim em ser um momento de encontro, de acolhimento.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

...das minhas fraquezas

Lembrar do passado nem sempre é bom, principalmente por que a gente não tem o poder de refazer as coisas que muitas vezes nos envergonham.

Não sei lidar com o sentimento das pessoas e sei que decepciono os que gostam de mim. O passado veio me bater a porta pra me atormentar ainda mais e confirmar que o tempo não me ensinou a "agir com o sentimento alheio".

Na adolescencia, tinha um grupo de amigas, nada anormal pra idade, picuinhas, fofocas, mas eramos amigas, e sempre tem a mais especial, a que frequenta a casa da gente, a que a mãe mais gosta.

S. era uma das minhas favoritas.

Na metade do ensino médio, o pai e o irmão dela foram assassinados covardemente. Quando eu fiquei sabendo não sabia como agir, nao sabia o que fazer, minha familia me cobrando que eu fosse até a casa dela, as demais amigas também, e eu fria, alienada e estatil.

Fui até a casa dela praticamente empurrada por uma outra amiga que nem era apenas uma conhecida dela. A expressão do rosto da mãe dela, a magem dela sentada no sofá chorando, a mae dela anestesiada de tanto calmante, o clima que estava no ar, as pessoas todas ao redor, eu não consegui dizer uma palavra a ela, nem um abraço, nem um aperto de mão, sentei em um canto de sofá e fiquei em silencio por uma meia hora, que parecia uma eternidade e fui embora.

Não ouve velorio pela situação dos corpos, que foram mortos queimados, mas nao consegui ir ao enterro, todo mundo foi, toda a escola, mas eu nao consegui.

Nas semanas que seguiram ela nao voltou pras aulas e eu nao consegui voltar a casa dela. As professoras nos faziam orar todos os dias pela familia dela.

Lembro o dia que ela voltou, eu estava na porta da sala, vi ela entrando no corredor, todos a abraçavam, e eu parada na porta, nossos olhos se cruzaram ela me sorriu, sorri de volta, ela entrou pra sala dela e eu pra minha, nunca mais nos falamos. Senti muito a falta dela.

Poderia contar varias outras situações, em que eu me omiti, em que paralisei e nao sei por que isso acontece comigo, em que eu nao sei como agir diante de um elogio, diante de demonstrações de afeto, na maioria das vezes eu me calo ou no maximo um sorriso timido.

Nao que eu nao queira mudar eu só nao sei como fazer pra mudar isso.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

"As 3 coisas que pensei quando meu avião caiu..."

(...)

Ric Elias tinha um assento na primeira fila no vôo 1549, o avião que pousou no rio Hudson, em Nova York em janeiro de 2009.

O que passou pela sua mente quando o avião desceu desgovernado? No TED, ele conta sua história ao público pela primeira vez.












(...)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Não se contaminar.

Tem horas que dar tempo ao tempo é a melhor escolha. Já aprendi que chorar não resolve, ficar pensando não resolve, ando instrospectiva e irradiando ansiedade, nervosismo e sei que posso explodir a qualquer momento.

Dormir bastante resolve, foi o que fiz o final de semana: hibernei. Ao menos assim me mantenho longe dos meus pensamentos.

Meu maior problema é pensar nos outros, eu tento de todas as formas não prejudicar ninguém, mas o que eu tenho que colocar na cabeça é que eu não posso mudar o mundo e muito menos acreditar que todas as pessoas tem carater e pensam assim como eu.

Tem gente que pensa só no seu umbiguinho, que não importa se está sendo uma pessoa correta ou justa, o que importa é não levar prejuizo, é se dar bem mesmo passando por cima dos outros.

Ainda bem que minhas férias estão chegando, por que eu ando a ponto de arrancar os olhos de meia duzia de gente que convive comigo.

O que aconteceu?

Mencionei anteriormente a minha troca de horário no trabalho, alem da pressao que existia em cima de mim, por que eles precisavam mais de mim no outro horario, a menina da tarde nao podia ficar sozinha, ela nao dava conta, eu troquei. O fato de eu estar um pouco cansada de acordar tao cedo nao foi o motivo principal da minha troca, troquei por que pensei em ser mais util, ajudar quem se dizia precisar tanto de mim.

E depois de uma semana, o que eles tramaram? Simplesmente, tudo pelas minhas costas, deram meu horario pra ela, e eu fiquei sabendo por outras, ainda nao fui comunicada oficialmente. É por que eu sou autosuficiente, eu me viro sozinha, eu dou conta do que precisa ser feito.

E ela?

Era uma pessoa em que eu gostava de conviver, nao sou tola em chama-la de amiga, mas era alguem que tinha uma certa cumplicidade profissional, alguem que sentava comigo no cafe e contava seus problemas. Sexta feira passada dei umas apertadas nela pra ela confessar o que andava sendo tramado nas minhas costas, e ela "jura" nao saber de nada, e diz que so faz o que mandam.

Errado. Ela tem personalidade, e quando é algo que nao a agrade, ela abre a boca sim, agora ela vai ficar quietinha, dando uma de João sem braço, por que é conveniente a ela.

Bem provavel que eu vá ter que engolir mais esse sapo, vou trabalhar mais ainda, me esforçar ainda mais ao ponto de ser indispensavel, por que eles vao me perder.

Por que eu nao faria pra ninguem o que eles querem fazer comigo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Culpa de quem?

Eu vejo umas bobagens inúteis no youtube como quase todo mundo, não generalizo, por que acredito que algumas pessoas ocupem seu tempo com coisas mais interessantes.

Na falta do que fazer e sem vontade de fazer o que deve ser feito, eu assisto videos de makes e acabo clicando em outros videos, aquelas famosas TAGS, e em um dia desses e em um clique desses, parei em um video que dizia: "O que carrego na minha bolsa".

Não vou colocar o link por aqui, por que daria um processo.

Para encurtar caminho, era uma "guria" de uns 16 anos, dizia que estava no segundo ano do ensino medio e iria mostrar o que carregava na sua bolsa, sim por que ela não ia pra escola de mochila e sim de bolsa rosa paty.

 E ela começou a tirar a tranqueirada de dentro, pinceis para maquiagem, creme, perfume e etc etc etc, sim por que ela carregava de tudo menos material escolar, depois de um tempo ela tira um caderno (que quando ela folheou estava praticamente sem nada escrito), uma agenda (sem nada escrito) e uma apostila, em que ela mesmo disse "Olha que é linda! Fui eu que fiz, o que é meu é tudo personalizado."

Era uma capa em que ela escreveu o nome dela, o ano e enfeitou as letras da apostila horrorosamente e ainda disse que nao tinha tempo pra personalizar a outra, mostrando a capa normal, sem os enfeites dela, sinceramente estava melhor sem os riscos e pra fazer aquele servicinho dela, podia se fazer em 10 min.

Mesmo achando ela muito idiota, eu me sujeitei a ver o video até o final, só pra ver até onde ia as papagaiadas dela.

Quando ela me tira um livro da "bolsa" e comenta que era leitura obrigatoria desse ano e bla bla bla, e por causa desse livro é que surgiu esse post. Pelo marcador ela ja estava mais na metade do livro, Então ela foi dar uma de toda boa e metida a intelectual e foi ler o nome do livro "A Hora da Estrela" e quando ela foi mencionar a autoria, como segundo ela não sabia o nome de quem escreveu, por que nao entendia a letra da capa e pasmem, era Clarice Lispector!

Como alguém que está quase na metade de um livro, que é da expessura de um dedo, não sabe o nome da autora por que não consegue ler a capa? E a ficha catalografica do livro, serve pra que?

Ah, tinha também um caderno de desenho, em branco, e por dentro na capa e contra capa, fotos dela em poses não convencionais, por que o professor era muito bom, nao sei se esse "muito bom" era pelas qualidades profissionais do professor ou por outra coisa.

Eu sei que eu desço uns 10 degraus quando vejo esse tipo de video, mas serviu pra dar umas risadas e ver como esse mundo de meu Deus está perdido mesmo e nem vou por mais culpa nessa geração, a culpa é dos pais, por que eu tenho certeza que filha minha não faria um treco desses!...Bom e se fizesse eu tenho certeza que ela saberia que A Hora da Estrela é de Clarice Lispector!

E para concluir tinha um monte de comentarios no video, em que escrevia "bouça"...

Foi deprimente!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

São Jorge

Nem bem eu havia aprendido ler e escrever, minha mãe me deu uma Oração para copiar. Segundo ela, eu deveria le-la todas as noites antes de dormir e carregar sempre uma cópia comigo.

Eu fazia. Até meus 9 anos, quando fiquei descrente.

Era a Oração de São Jorge. Ontem a noite lembrei dela, e sinto que preciso buscar em algum lugar e acreditar em alguma coisa, por que as vezes a vida nos trapaceia tão feio que nos faz questionar a "bondade" das pessoas.

Lembrei exatamente do trecho, não lembrava ela toda, mas de certa forma me deu conforto.

"...Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me exerguem e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal.

Armas de fogo o meu corpo não o alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrarem."

Talvez minha mãe estivesse certa.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Mudança necessária

Não sou o tipo de gente que fica feliz em sair do rotina, sou milimetricamente calculada, e para me organizar eu levo tempo, então mudanças nunca são bem vindas, não sou inflexivel, mas qualquer mudança me causa um mal estar, é coisa passageira, até eu ter novamente o controle da minha própria vida.

Quando no trabalho me foi proposto uma nova mudança de horário, me senti como o Seginho Groisman, quando trabalhava no SBT, o antigo Programa Livre vivia mudando de horário, assim como eu, que sempre estava na promessa de novos horários, um pior que o outro.

Sentindo me levemente pressionada por todos os lados, consegui me manter com meu antigo horário por alguns meses (das 7 as 15), mas com minhas gripes consecutivas, muito cansaço, o fato de ter que acordar antes das 6 todos os dias, começou a pesar.

Pesou tanto que aceitei a ideia de mudança (das 10 as 18) e cá estou eu tentando me habituar a nova rotina, o corpo ainda acorda no mesmo horario, mas logo volta dormir sem a pressao de ter que levantar. Acho que por um tempo será bom pra mim, ja sinto a diferença de dormir um pouco a mais.

Hoje segunda-feira, 1º de Agosto, um dia que começa chuvoso e frio, um novo recomeço.

"E livrai-me de todo o mau."