segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Quando um burro fala o outro abaixa a orelha!

Quando escuto determinados tipos de conversa no trabalho e que tenho a certeza que o mundo anda mal das pernas.

O papo entre duas educadoras...comendo uns biscoitos apos o almoço, e eu comendo uma maçã de mau humor em outro canto, e elas batendo papo e eu de butuca na conversa, já que sei que dali nunca sai o que se aproveita ao menos serve pra eu dar risada.

Uma olha a embalagem do biscoito e lê em voz alta "não contém gluten". Até ai tudo bem. Eis que ela solta a pérola... "Ué, mas eu não sei o que é gluten?"

Eu no meu canto achando a pergunta idiota, ja que a pessoa se diz formada e reformada com duas pós e tecnico em enfermagem, fiquei quieta, mas como eu sempre digo desgraça pouca é bobagem...

A outra que estava junto...

"Gluten nao é aquela coisa que os medicos colocam com injeção no bumbum".

Eu sai me rindo toda e fui obrigada a dar risada na cara delas, isso que são professoras... sai e ao fundo...

Luuuu, pelo amor de Deus o que é gluten?

domingo, 27 de novembro de 2011

outro sonho...

Mais uma vez sonhei com ele. O que me fascina é a riqueza de detalhes, os mesmo lugares, objetos antigos e desconhecidos e não do meu gosto pessoal, é como se tivessemos revivendo...

Ele me espera no mesmo lugar dos outros sonhos, identifico o pequeno apartamento escuro, antigo, com mobilia antiquada, olho para a janela, a mesma cortina verde e pesada.

Ele sentado a mesa, redonda de mogno, sem toalha, apenas com um castiçal no centro, com as velas apagadas. Entro apartamento adentro correndo da chuva. Ele não esboça nenhuma surpresa, é como se já estivesse a minha espera. Ele insiste que eu preciso me secar. Vamos até a porta de um banheiro, pequeno. Ele entra e vai até um baú de madeira que está em um canto, eu observo o papel de parede floral do ambiente, horrivel por sinal, olho o baú onde ficam as toalhas, ele senta naquele canto e vai me alcançando uma por uma, ao total 16.. e são brancas, de um tecido ruim.

E o resto, nem em sonho ele vai me dominar... ;)

sábado, 26 de novembro de 2011

Segundo o biscoito da sorte...

e...


O que tu me diz?

Fonte: Biscoitos da Sorte Doce China in Box

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

das coisas que acontecem só comigo *4*

Ontem pela manhã, aproveitando a folga fui devolver uns livros e pegar outros na biblioteca pública.
Com o pensamento longe, a atendente que registrava meus livros conversando com a outra, conversa vai e conversa vem e eu nem prestando atençao ela diz algo como "olha que bonita, nao compreendi se era minha blusa ou era minha unha", eu que não ia perguntar o que ela havia achado bonito em mim... Saí pensativa..

Concluo que se uma senhorinha de óculos que trabalha em uma biblioteca..achou a minha blusa bonita, então eu devo prestar mais atenção no que visto! Fato.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Merecida folga!

Durante esse ano, juntei banco de horas no trabalho para me garantir dois dias de folga. Até tinha mais, mas fui usando quando precisei. Eis que patroa vai ao meu encontro pela manhã, sim por que a mim ela vai encontrar, as demais ela manda chamar. Ela veio me perguntar se eu queria antecipar esses dias, já que estavam agendados para semana que vem, eu logicamente aceitei por que no fundo estava com medo deles se perderem.

Hoje quando saí, me despedindo de todas da secretária, a patroa, toda toda: "Tchau Lu, bom descanço, boa folga". A menina que faz meu outro horário diz "vai sua folgada"...

Patroinha..."Folgada nada, folga merecida, é uma das funcionárias mais dedicadas aqui dentro!".

Saí...(me rindo toda por dentro, por ver nos olhos da outra o despeito).

Minha relação com Dona A. é a prova que se pode ter um bom relacionamente patrão x empregado, com respeito sem a necessidade de ficar puxando o saco de ninguém, ela me respeita com minhas qualidades e meus defeitos que ela sabe muito bem (pavio curto) e eu respeito e admiro ela com suas qualidades e defeitos (o mesmo pavio curto) e no mais cada uma pro seu canto e fazendo a sua parte.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

hoje...

O dia que não começou tão bem, está se encaminhando melhor.

Pela manhã, tiro a moto da garagem (desligada, por que ninguém merece ouvir ronco de moto antes das 7 da manhã, então eu respeito os outros), já no lado de fora do prédio abro o banco pra pegar o capacete e guardar minhas coisa e pá.. PÁ! Mas foi um susto mesmo... e cadê meu capacete?

Vizinho que saia junto pergunta pra mim se podia fechar a porta e eu disse não e me encaminhei para o interfone.."Saponildo desce com outro capacete por que o meu roubado!".

Cara, minha moto foi arrombada dentro do meu predio, isso dói! Ja andava desconfiada, por que uns dias atras eu abasteci o que normalmente daria para uma semana, dali dois dias tive que abastecer novamente por que ja estava sem combustivel, comentei a Saponildo o fato, e levantei a hipotese de alguem estar roubando na garagem, ele disse que era coisa da minha cabeça.

Hoje ele viu bem "a coisa da minha cabeça", pois essa coisa foi roubada! E o pior, quem roubou levou um capacete rosa, com um moletom velho dentro, uma corda velha, uma sacola de papel e até uma propaganda isso é miseria demais.

Só sei que sai muito revoltada de casa, atrasada com os espelhos desalinhados, e na pressa, com a moto em movimento fui tentar arrumar os espelhos, pq nao via nada que estava atras de mim, me desequilibrei e segurei a moto na perna, resultado perna doendo, machucada e sem capacete rosa e mais doloroso ainda, sem meu velho casaco de moletom, pq era velho mesmo, só tinha valor pra mim...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

[a sociedade...]

Escrever sobre o que leio é apenas uma maneira pra encontrar assunto para abordar aqui no blog. A vida anda tão enfadonha, tão "na mesma" ou falta do "na mesma" que não dá animo pra escrever, não dá animo para falar e a vida perde um pouco do brilho, do sabor.

Ando lendo bastante, pra mim a leitura é um refugio muito maior que a escrita, por que quando estou lendo é introspecção, eu vejo a vida como uma observadora, quando escrevo eu exteriorizo tudo que eu tenho guardado. O fato de eu escrever agora, talvez seja um progresso, uma abertura do casulo.

Culpa do cansaço? Não eu acho. Acredito que pode ser um tanto de frustração. Eu criei expectativas enormes do que era e do que seria minha vida. Afinal não vivia na normalidade e agora que tudo voltou ao normal, esse é o problema, tudo voltou ao normal. A vida em sociedade é muito cruel.

O trabalho me cansa, conviver com as pessoas cansa mais ainda. Talvez eu seja muito exigente, chego a pensar que o problema é comigo, que eu levo a vida tão a serio, mas quando observo os outros chego a conclusão que eu não estou errada e que eu não vou agir contra aquilo que eu acredito ser o certo para ficar dentro da normalidade.

Não acho certo nenhuma forma de traição, não acho certo falar mal da vida alheia, não acho certo classificar as pessoas pelo o que elas sabem, o que elas tem e pela cor da sua pele. Não acho certo se aproximar das pessoas por algum interesse. Não acho certo fingir que gosta de uma pessoa.

Porem a vida em sociedade te cobra esse rebolado, entre aquilo que você não acha certo e aquilo que você deve fazer e o que você deve abstrair, ficar em cima do muro, não ter opinião formada, ou você é taxada de conservadora, careta, nerd, velha, só por que minhas opiniões não agradam a maioria e isso é o que me desgasta, o personagem que tenho que criar todos os dias para encarar a vida la fora.

Sorrir pra quem fala de mim pelas costas. Sorrir pra quem eu sei que faria qualquer coisa pra ficar no meu lugar. Me omitir diante de uma fofoca, mesmo querendo defender quem não pode se defender. Afirmar o tempo todo que eu não nasci sabendo que tudo que eu aprendi eu corri e corro atrás pra aprender. Mostrar que ser profissional não é ficar puxando o saco de superiores. É ser educada com o vizinho que não entende que você tem o que tem, por que você trabalha enquanto ele dorme. É ter que enfiar goela abaixo dos outros que você não quer ter filhos por opção e que meu sonho não é ser mãe, e ver a pena nos olhos alheios.

E eu sou acida demais para uma sociedade que finge ser doce.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A janela entreaberta - Carlos Luz

Terminei esse livro algumas semanas atrás. No começo não dei nada por ele, fininho, algumas gírias, parecia um romancezinho adolescente daqueles bens ruins, massss  com o desenrolar da coisa me surpreendeu, me prendeu, ao ponto de termina-lo de ler em dois dias, exatamente um final de semana.

O autor auto denomina o livro como um suspense com toque de fênomenos sobrenaturais, talvez assim eu compreenda por que o livro não estava na sessão de livros espíritas da biblioteca, pois foi assim que eu o classifiquei.

Identifiquei-me com a personagem principal, Lucia, 22 anos. Sua curiosidade, rebeldia e seus sonhos, não sonhos de objetivos, mas aqueles que quando acordamos nos deixam pertubados, procurando explicação pra tamanha realidade, talvez o livro tenha essas respostas, pra quem acredita em outras vidas, fica a dica, pra quem não, não posso fazer nada.

Página do autor : Carlos Luz

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

domingo, 6 de novembro de 2011

giz

E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero

Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte

E, pra ser honesto,

Só um pouquinho infeliz...

.......

(Legião Urbana)

sábado, 5 de novembro de 2011

Dewey - Um gato entre livros

Um dia desses, passando pelos corredores da biblioteca municipal, sem nenhum foco, somente a procura de um livro qualquer que chamasse minha atenção. Sim por que eu não vou a biblioteca com pré listas de livros, por que o que eu gosto mesmo é de andar pelos corredores e ser achada por algum livro, por que foi assim que já li os melhores livros até hoje, os livros que me acharam.

Foi assim com Dewey -  Um gato entre livros, passando avistei a capa, aquele lindo gatinho, foi amor a primeira vista, o livro só poderia ser bom, unia animais e livros, minhas duas paixões.

O livro realmente me surpreendeu, mesmo eu gostando de animais, eu evito ler livros e ver filmes sobre eles, por que geralmente são histórias bem tristes. A de Dewey, começou bem triste, pois ele foi abandonado em uma caixa coletora de livros em uma madrugada fria, mas parou por ai, a escritora teve a sensibilidade de contar somente coisas bonitas e quem tem gato tão logo se identificou com tudo, pelas atitudes semelhantes típicas de todos felinos.

Como era de se esperar na metade do livro eu mesma já estava esperando o pior, por que é sempre assim, mas ela manteve o tom e Dewey morreu com dignidade, não ouve apelo emocional, não me senti mal ao terminar o livro, como geralmente me sinto, quando li outros do mesmo genero, a carga emocional foi contida.

E pra quem não lembra também sou a dona do Cascão, que também adora dormir em cima da minha impressora, de jogar minhas canetas pelo chão, de amar ver a água sair da torneira, de dormir no sol, se esfregar na planta de erva gato, de dormir em cima da roupa da gente e encher de pelo, aquele que ama a sua caixa de areia com areia nova. Acredito que todos que já tiveram uma relação incondicional com gatos, viram em seus bichanos um pouco de Dewey e compreenderam o amor da escritora por ele.