quinta-feira, 9 de junho de 2016

Em terra de rei...

Eu ando com preguiça de gente. Ando com preguiça de falar e também de ouvir. Ando curta e grossa...e tem pessoas que tem a capacidade de potencializar a minha intolerancia.

No trabalho, em plena era tecnológica reedescobriram um velho talento meu.."ampliar desenho a olho". No começo era até uma brincadeirinha legal, mas agora já está a me saturar, talvez a minha tal preguiça de gente derive daí, do tempo que eu preciso ficar sozinha pra me dedicar a esse trabalho.

Semana passada ela entra pela minha sala, com umas folhas nas mãos, oculos caido pelo nariz e dizendo que me amava e precisava de mim. Meu coração sentiu o golpe.

Nas mãos dela nada menos do que 4 desenhos que deveriam virar paineis do tamanho da parede. E junto com os papeis a indagação "será que você consegue?"

Não diz um treco desses pra mim, não pra mim. Sou obstinada e altamente competitiva. Jamais duvide da minha capacidade tão claramente. Obviamente que aceitei o desafio..e impus algumas regras a ela..

Só ia trabalhar uma hora do dia nesse projeto. Afinal eu não faço só isso e que ela deveria conversar com as demais pra não me sobrecarregar enquanto não terminasse e que ela pedisse pra alguem aplicar o papel na parede, por que eu iria perder muito tempo com isso e também queria uma escada disponivel só pra mim.

Todas as manhãs assim que cheguei, eu fechei a porta pra não ser interrompida. Deu certo, por incrivel que pareça eu ampliei um desenho por dia!

Eu trabalho bem, estou ficando boa nisso, mas eu dito as regras...é bom ela saber, que em terra de rei eu sou rainha!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

frio?

Hoje eu mal sento para tomar café...
"Luuu aquele teu marido não sente frio??!!!"

Tipo...eu olho para um lado, olho para o outro..
"Oi? É comigo?" (pensei  mesma)

Sorri. Afinal a pessoa que perguntou é uma sem noção...

"Pior que não menina! É um trabalho pra colocar roupa nele!"...respondi.

E ela vem me dizer que vem reparando...quando ele vem trazer eu e a Lígia...que com aquele frio.., de manhã cedo de camiseta e bermuda..

Meu pisca alerta detectou mulher solteira na área reparando no corpinho do meu marido. Tirando o fato do meu ciúme ter esse mesmo tom de brincadeira, realmente ele não usar a roupa compativel com o clima me incomoda demais. .

As vezes é assim: "ou tu coloca roupa ou eu não vou até a esquina com você!". Protestando ele coloca...mas reclamando muito!

quinta-feira, 26 de maio de 2016

o batom...

Nessa mesma época do ano passado, mais a frente, eu sentei no consultório dela primeira vez. Com a roupa desalinhada, de rabo de cavalo, unha roída, sem maquiagem no rosto, despida de joias e com olheiras que me denunciavam que algo não andava bem.

Depois de me sentar, chorar e dizer que eu não queria estar ali, mas que eu precisava e não sabia por onde começar e o que estava acontecendo comigo já que eu não tinha nenhum problema aparente e já tinha superado tantas adversidades.

Entre conversas ela pega um espelho e pede para eu me olhar. Eu me olho e ali estava todas as minhas respostas.

Ela me questiona sobre vaidade. Eu digo a ela que não tinha. Ela pede que eu observasse minha pele, meu cabelo e minha sobrancelha. Sim eu tinha vaidade. A conversa transcorre por esse caminho.

Ela sugere que deviamos começar por mim, pra eu voltar a me amar...já que eu não sabia como..que deveria passar um batom todos os dias. Um ato bem simples, até a nossa próxima consulta.

Eu saí de lá, com a sensação de tempo perdido. Mas com a pulga atras da orelha. Na manhã seguinte antes de ir trabalhar, na frente do espelho eu lembrei da conversa e resolvi tentar. 

Passei o batom. A mágica aconteceu...

...aconteceu por dentro. Por que eu tinha só um batom? Ja que eu usava tanta maquiagem! O por que e quando eu deixei de usar? Eu so tinha por que era obrigada a ter um! Pq mesmo destacando os olhos as vezes eu tinha aquele marrom cor de boca pra quebrar o galho.

Olhei a minha volta entre tanta maquiagem, cremes de corpo,rosto, cabelo, muitos esmaltes, joias...o por que de só um batom?

Fui trabalhar com essa questão na cabeça. No meio do trabalho me veio a cena "da gente discutindo, ele me virando as costas..de eu ir atras dele..dele sentado onde a gente pegava o onibus, palavras ditas e não ditas, ele ameaçando ir embora e eu rebolando a embalagem de um brilho labial nas maos".

O fato é que essa pessoa nao gostava do meu batom e do meu brilho e mesmo assim eu usava. A relaçao nao terminou por causa disso. Meu inconsciente interpretou dessa forma, ao ponto de eu evitar. 

Depois daquele dia, de encontrar a resposta dentro de mim... passei a todos os dias a usar batom. E todo resto entrou em harmonia, voltei a me enfeitar. Comprei muitos outros e ontem coloquei fora, por que terminou...aquele que por tanto tempo foi meu filho único e me veio a tona toda essa história.

Mandei uma mensagem a psicologa, agradecendo por tudo o que ela tinha feito, já que eu nunca mais voltei lá...e ela me respondeu "a culpa nunca é do batom".