segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

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É tempo de dar um tempo. Por esses dias tentei ativamente voltar a escrever. Sei que agora tenho tempo, um pouco mais, mas e depois? Não terei eu sei disso. Terei tempo,pouco, mas aí será questão de prioridades.
 
Repensei o que ando querendo pra minha vida, e postar constantemente não está nos meus objetivos. O que ganho com esse blog? Não estou falando financeiramente. Já faz uns 2 anos que a vontade de deleta-lo é constante, mas fazer isso será perder um pedacinho de mim que não volta atras.
 
Então, aos visitantes, não se espantem se eu não tiver atualizado por meses, dias, não manterei uma constancia. E que esse ano seja mais doce, mais trabalho, que eu conquiste tudo o que planejei e quando der saudades eu apareço, e não se espantem se eu aparecer nos blogs só para fazer uma leitura, a maioria dos blogs, eu entro, leio e admiro sem jamais comentar uma única linha.
 
Esse é apenas um post para ajustar, explicar possiveis sumiços, por falta de tempo, vontade, interesse ou outra coisa qualquer.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Amores que não deram certo I

Disparado L. foi a criança/pré- adolescente que conheci na vida mais maluco. A gente se cruzou pela primeira vez naquela sala de espera de um consultório de uma psicologa. Ele estranhamente abrindo um chiclete, e ali descrevendo os passos em voz alta até ele colocar o chicletes na boca. Um carinha alto, magrelo, com um óculos preto maior que ele e com um pinta engraçadinha na bochecha.

Ficamos amigos, muito amigos, na verdade as circunstancias nos obrigou, tinhamos que nos aturar por 1 hora e meia duas vezes por semana, faziamos terapia em grupo, no inicio um grupo de 5 e por quase 3 anos só nos dois (deviamos ser os casos mais graves), nossos pais trabalhavam junto, nao eram amigos, o pai dele era superior do meu, mas meu pai adorava ele, o que rendia sempre muita conversa quando ele ia me buscar.

Passamos a chegar bem mais cedo do que a hora marcada, e esperavamos a hora do atentimento, sentados na escadaria do predio, nem lembro do que conversamos, era só pra dar risada, por que ele mentia demais, lembro da vez que ele chegou contando que a vó dele tinha ganhado na TeleSena.

Eram outros tempos, sem celular, internet, escolas diferentes, a gente nao se via a hora que queria, moravamos em lados opostos da cidade, a gente só se via naquelas tardes. Nasceu meu primeiro amor. Bem diferente da geração atual.

Eu tinha 11 anos, ele 12. Quando o tempo estava bom, ele ia me encontrar no caminho pra gente ir junto, era bem longe, as vezes ele me esperava na frente do serviço dos nossos pais, ja que ficava no caminho, e eu mal sabia que ele ja tinha contado pra todo mundo la dentro que era meu namorado, e como duvidavam dele pelas mentiras, um dia ele inventou de pegar na minha mao, na frente de todo mundo. Eu fiquei morta de vergonha. Brigamos, ficamos uns dias sem nos falar, ate que contei pra psicologa o ocorrido.

Acho que foi nesse dia que chegamos a conclusao que um gostava mais do outro alem de ser amigos, deu para entender na epoca que ela falou, que nos tinhamos que repensar nossa amizade, por que nos estavamos crescendo e era normal por causa da intimidade que a gente tinha, ter sentimentos confusos e bla bla e que nao precisavamos ter vergonha por causa disso. Ele prometeu que nao faria mais.

E ficamos nessa lenga, lenga, normal pra 1900 e bolinhas, as coisas serem devagar assim. Eu ja sabia que gostava dele, e sabia que ele gostava de mim, entao eu permitia que ele pegasse na minha mao na frente dos outros ou colocasse ou passasse o braço pelo meu ombro. Quando já tinha 12 anos, a gente sentados naquela mesma escada, esperando a nossa hora, ele disse que queria me pedir um beijo. Foi nosso primeiro beijo, um selinho, envergonhado, cheio de medo de alguem ver.

Ja era final de ano, nossas familias viajam naquela epoca, nossos pais tiravam ferias em fevereiro. Naquele ano, meu pai tirou em janeiro, depois das festas de fim de ano viajamos, e a gente ficou sem se falar. Quando voltei em fevereiro, a psicologa me falou que ele tinha ficado muito chateado, por ter ido janeiro todo sozinho e que decidiu que nao ia ir mais, por birra e por ciume. Eu fiquei arrasada, ja estava com 13 anos entao e fiz uma guerra dentro de casa, tbm nao ia ir mais, sem ele nao teria graça.

Nao esquecia dele, mas estudar em escolas diferentes, horarios diferentes, morar longe, sem amigos em comum, tudo dificultava, era outros tempos. Nossas familias se encontraram em um rodeio, naquele final de ano, nos olhamos, nao conversamos.

Quando eu ja tinha 14 anos, na nossa cidade inventaram um festivais, seria tipo 'matine", eram aos sabados das 8 até as 11 da noite. Nos reencontramos na unica vez que minha mae deixou eu ir. Ficamos envergonhados, não conversamos, se olhamos e nada.

Nos reencontramos no carnaval dos meus 16 anos, ela ja devia estar fazendo 17. Minhas amigas e eu, sempre pulavamos carnaval no mesmo clube que a entrada era gratuita para os socios, mas tinham outros clubes e todos ficam proximos uns dos outros, geralmente a gente sentava em algum muro pra ver quem passava, o bom do carnaval sempre era o lado de fora. Pois é, ele me reencontrou sentada em muro no primeiro dia de carnaval, e nao desgrudou mais. Largou os amigos, pagou entrada no meu clube, pq o dele era do outro. Nao investiou na primeira noite, mas também não deixou ninguem ficar perto.

Nessa epoca, ficar ja estava em moda. E como ele nao ia deixar ninguem chegar perto nas outras noites e eu ja estava perdida mesmo, ficamos nas 3 noites seguintes. E o romance acabou junto com o carnaval.

Voltamos a nos ver, no verão de quando eu ja tinha 19, em outro rodeio, e ele me viu e grudou igual carrapato, pelo jeito ele tinha essa mania. Ele me viu, largou amigo, largou tudo pra andar junto comigo, eu ja nao morava mais la, so estava de ferias e de ma vontade ainda. Mas insistencia vai, insistencia vem e novamente ficamos juntos. Como a epoca era outra, trocamos telefone, email e nunca mais perdemos contato.

Comecei a namorar outra pessoa. E no meio das brigas ele surge. Acabei por saber por outras pessoas que ele perdeu o pai de forma tragica, por uns tempos nos afastamos e depois de outro tempo entre um briga e outra ele veeio passar um final de semana por essa terrinha e ai a brincadeira de criança foi um pouco mais seria, mas o romance acabou junto com o domingo que ele foi embora. E assim foi e de forma alguma posso dizer que assim será.

L. era um menino nerd, virou um baladeiro, que gosta de festa, de mulher e de vida agitada.Que quando criança foi capaz de colocar fogo na propria casa, que amava historia em quadrinho. Muito diferente de mim, que sempre preferi relacionamentos longos e serios. Segundo ele, comigo ele casava e largava essa vida. Olha a minha cara de quem caiu nessa..rsrs. Mesmo assim eu tenho um carinho enorme por esse nerd, que usa oculos maior que o rosto e nao fala nada que preste e que parece que ainda tem 13 anos.

Sempre digo que tenho dificuldade em criar laços, mas eu tenho laços com algumas pessoas que nem o tempo e a distancia conseguem desfazer. Sabe.. acho que tem muito cara aí que se faz de bom moço e no fundo é um galinha, já você eu sempre tive a certeza de que é um bom moço tentando se disfarçar de predador, mas não convence ninguém e nem a si mesmo e vai continuar a busca da pessoa ideal que faça te ver isso.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Entradas para o blog....

Ontem encontrei uma entrada do Bing para "amores que não deram certo". Um dia tenho que escrever um post das entradas estranhas que são direcionadas para o blog. Amores que não deram certo eram para ser esquecidos, certamente é o que pessoas normais fazem. Eu não.Sim de certa forma esqueci por não querer revive-los, por que se não deu certo coisa ruim aconteceu, mas e o que de bom ficou, não da para sentir uma nostalgia as vezes?
 
Eu até tenho que mudar a ordem dos posts já escritos, por que está errada, entre o I e o II, nao respeita essa ordem de forma alguma, mas para isso eu teria que ter vontade pra falar dos outros e esses a coisa é mais pesada, mais profunda.
 
Talvez eu crie coragem por esses dias de resgatar tanta coisa emotiva, se eu não tiver tempo agora dificilmente terei tempo depois. E não será só pelo tempo, lembrar é como reviver cada coisa novamente, as lembranças boas vem, e trazem juntas as ruins, as dolorosas.
 
Esse post certamente será editado, assim que eu escrever sobre os outros que nao deram certo, coloco o link aqui, facilitara a vida de quem pesquisa por isso.

Editando...

Já coloquei um pouco em ordem e ai segue os links...

Amores que não deram certo I - Bom, agora de certo senhor Luciano me deixa em paz, já que se auto intitula o "meu primeiro amor que não deu certo". E não adianta comentar por que eu não publico tuas pornografias por aqui. ;)

Amores que não deram certo II - Uma história que por tempos ficou guardada, cheia de magoas,

Amores que não deram certo III (ainda por escrever)

Amores que não deram certo IV - É o post mais antigo, foi pelo qual iniciei a escrever. Talvez o que me deixou mais duvidas que nunca mais poderá me responder, Gabriel veio a falecer em um acidente de carro em 2005.

Amores que não deram certo V- Conheci Luis Felipe, em uma sala de bate papo, uma historia que so existiu pra mim. As vezes me pego pensando se ele em algum lembra que eu existi, ou se tudo nao passou de um "Atraso de vida"...

Amores que não deram certo VI (ainda por escrever A.)

Amores que deram certo *FIM* (ainda por escrever J.C)

 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

sinto tanto...

Lembrar de ti é uma consequencia de dias ruins. Lembrar quando o coração dói. Quando bate o desanimo. Quando dá vontade de desistir de tudo e recomeçar. Lembrar que tudo poderia ser diferente.
 
Lembrar dos finais de tarde, da gente sentado "cheirando o joelho", do descompromisso com a vida, apenas vivendo e falando bobagens e se empaturrando de pipoca doce. Do sorriso doce, da calmaria. Da ingenuidade. Do sotaque do norte. De vc reclamndo do frio mesmo em dia de sol.
 
Da insistencia de sempre estar por perto, doando-se e eu sem perceber. Da gente assistindo Malhação na cantina com suco de laranja. De vc carregando minha pasta pesada. De vc me dando o ombro quando o meu coração o outro partia.
 
Da nossa paixão em compartilhar leituras. De eu ser eu, e vc ser vc. Saudade de tudo. Saudade de um tempo bom, saudade de voltar no tempo e não ter feito a escolha errada, a gente tinha tempo.
 
Hoje a vida é outra, outros corações, vc ainda junta cacos do meu. E sempre será assim, nao é mesmo? Não. Não é. Desculpe. Eu tento...

Se a gente não tivesse feito tanta coisa,
Se não tivesse dito tanta coisa,
Se não tivesse inventado tanto
Podia ter vivido um amor Grand' Hotel.
 
Se a gente não fizesse tudo tão depressa,
Se não dissesse tudo tão depressa,
Se não tivesse exagerado a dose,
Podia ter vivido um grande amor.
 
Um dia um caminhão atropelou a paixão
Sem teus carinhos e tua atenção
O nosso amor se transformou em "Bom Dia"...
 
Qual o segredo da felicidade?
Será preciso ficar só pra se viver?
Qual o sentido da realidade?
Será preciso ficar só pra se viver?
 
(Kid Abelha - Grand' Hotel)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A fruta não cai longe do pé

Já me disseram que eu vou pagar todos os meus pecados cometidos e pensados, quando observam as sapequices de minha filha, do jeito simpatico de ser e como dizem por aí que ela vai dar nó até em pingo de água. (pelas reclamações da escola: puxar o cabelo do amiguinho, dar o tapa esconder a mão, disfarçada).
 
Pra mim tudo normal e aceitavel, vindo de uma criança feliz e sadia. Com a chegada das férias até achei que era um pouco de exagero, imagina se ela era tudo isso. Pois bem, era bem pior do que me contavam.
 
Ela é virada! E quando saío com ela piora, ela já entra no supermercado gritando (gritos de felicidade) e ali ela se transforma (continuando a saga das minhas idas ao mercado). Pula dentro do bebe conforto do mercado, só eu sei o que Saponildo passa com ela. Um dia desses ele inventou de comprar duas bolinhas que vendem naquelas maquininhas de por moedas. Pra que... pior coisa que ele podia ter inventado, ela decidiu joga-las.
 
Nesse sábado, em meio as compras, passa um casal com uma menina, com 10 meses também, pois fiz questão de perguntar, a menina nem se mechia dentro daquele carrinho, bem quietinha comportada, enquanto a minha dava pulos e chamava a atenção de todos e até gente estranha pedia pra dar um cheiro nela.
 
A noite, jantando.. conversando com Saponildo sobre o que anda acontecendo, que isso não pode ser normal, ela ser assim tão ativa, comentei sobre o casal, ele me olha e diz que ela é uma criança saudavel que eu não tenho com o que me preocupar.
 
Um longo silencio e eu pensando com meus botões. A resposta era obvia, era só olhar para o casal com a filha deles, todo delicadinhos, falando baixinho, e olhar pra nós dois, como é que nós podiamos ter uma criança calma e tranquila? Não...
 
 Ele mesmo diz que eu sou capeta de saia, mas ainda é cedo, e que a ventania se acalme.

domingo, 19 de janeiro de 2014

A loira do supermecado.

ou...
 
se deveria mudar o título para a loira dos peitos de fora do supermercado. Na vespera de ano novo, fomos no mesmo supermecado de sempre. Lotado. Eu entre os verdes da alface, quando olho para as alfaces da frente, uma loira com metade dos seios de fora.
 
Calma. Não sou moralista. Acho que cada um anda como quer, mas em um supermercado? Horario e ambiente familiar? Tá. Já morei em cidade litoranea, nessa epoca do ano cheio de turista, lá era normal a gente ver a mulherada de biquine em todos os lugares, apesar de eu achar vulgar usar roupa de banho em qualquer lugar que nao seja no local apropriado pra isso, fora isso, não custa colocar um shorts, uma regata e dar uma ajeitada no cabelo com um rabo de cavalo.
 
Voltando a loira, a questão nao era nem essa, se ela estivesse de biquine ja seria meio estranho, pq nao estamos perto da praia, mas ate eu poderia pensar que seria uma turista. A questão é que a mulher estava com uma camisa e que ela abotou os dois ultimos botoes e o resto ficou aberto, sem biquine, sem roupa intima, sem top, sem nada, ali a mostra pra "homarada" do super ficar ouriçados.
 
Quando eu a vi, imediatamente e instintivamente tento localizar Saponildo. Antes de olhos se cruzar vi que ele tbm olhava. Não sou de criar caso, mas a mulher proxima a mim criou, e virou barraco entre ela e o marido dela. Fingi que nao vi, que nao ouvi e que não percebi que ele tbm olhou, qualquer um olharia, estava chamativo. Até esqueci da história.
 
Ontem...
 
Vendo a novela do Felix, aparece aquela "Amarelis" indo embora de maio, comentei.. "Sim, ela vai sair assim quase peladona?". E nesse meio caminho ressurge o assunto da mulher do supermercado.
 
Mulher é coisa do demonio mesmo, nao esquece de nada!
 
Se fazendo de louca, perguntei se ele lembrava daquele dia e tals. Ele se parando de louco diz que não viu. Então saio da louca e vou para a lúcida "Sim, tu viu, pq eu vi vc olhando".
 
Saponildo sem saida, confessa que olhou, nao tinha como nao olhar, afinal a mulher estava na minha frente e ele me procurando acabou vendo. Mas completou..
 
"Mulher minha não saí de casa assim...".
 
e....
 
"mas olhar a mulher dos outros pode?".
 
Fim de papo.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Será...?

No ano em que perdi meu pai, prometi nunca mais fazer planos, eu havia feitos muitos para aquele ano, coisas palpaveis e outras nem tanto e reviver nossa relação fazia parte deles. A morte inesperada dele, sem avisos.. e a frase "vaso ruim não quebra" me tirou o chão pelo resto daquele ano.
 
Os demais anos, eu fui vivendo. Sem planos. Ano iniciou e terminou, sem eu planejar nada. Muita coisa boa aconteceu e não sofri frustrações.
 
Ai veio a Lígia, e novamente sonhos doces, me peguei sonhando sentada na soleira da porta da cozinha. E novamente eu estava fazendo planos pra esse ano. Já que não tenho como fugir desses pensamentos, tenho podados os mais altos e ficado apenas com os palpaveis e mais ingenuos.
 
Ano passado não consegui ler livro algum, melhor dizendo não fiz nada para alimentar meu intelecto acho que emburreci. Até comecei dois livros. Um que ganhei de aniversário de Saponildo, que peloamordeDeus, é muito chato. Começo a ler e me dá sono, não faz meu gênero. O outro é muito bom, mas não me organizei pra le-lo, entao fiquei sem tempo para os meus pequenos prazeres.
 
Para esse ano, já tracei a meta de ler pelo menos 6 livros, o que seria pouco para a minha voracidade, mas é uma meta atingivel, que nao me fara chegar ao final do ano frustrada e sentindo me uma ignorante.
 
Outra coisa seria perder os quilos ganhos com a gravidez que com eles vieram a perda da pouca vaidade que eu tinha, tarefa que me parece facil, se eu conseguir parar de comer tanta besteira, é só trocar, e as roupas voltam a ficar soltas e eu paro de me sentir apertada o tempo todo.
 
Preciso que realmente seja a ultima vez. Por que essa ultima vez vem se estendendo e ando com medo de perder o controle da minha controlada vida e "familia feliz".
 
Quero terminar minha faculdade atual, vamos ver como anda as coisas e pretendo voltar meio de ano. Tbm renasceu a vontade de terminar o Design Industrial, falta tão pouco, resgatar essa profissão na minha vida, talvez entrelaçar as duas profissões.
 
São pequenos planos, mas que tenho certeza que qualquer imprevisto ocorrendo, eu poderei suportar a frustração e qualquer coisa se cair eu sempre levanto.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O que será de 2014?


Entre lágrimas e sorrisos o ano passou, terminou e foi-se levando junto tanta coisa. Foi. Foi-se e foi bom. Fazer uma retrospectiva do que ficou para tras da tranto trabalho quanto revivenciar tudo novamente.
 
Iniciei o ano gravidissima, parecendo uma bola de ping pong (o tamanho mais adequado de bola compativel com o meu tamanho). Todas as mamães diziam e eu não acreditava que uma hora a barriga ia me atrapalhar, verdade. Atrapalhava pra dormir e principalmente para me abaixar, de incio eu teimava, me abaixava toda desajustada, chegou uma hora que não fiz mais cerimonias.. "pega pra mim?!" e depois nem pedia mais, era só olhar que as mãos rapidas a minha volta juntavam tudo ao alcance do meu olhar. Tinha a sensação que minha barriga sempre chegava antes de mim nos lugares. Já não sentia tanta fome nem vontades, só queria que nascesse logo. Nasceu.
 
Minha adoravel Lígia, nasceu linda e saudável, uma bebezona de 48cm e 3,400Kg. Carequinha (ainda continua com pouco cabelo), os lacinhos ficaram na caixa e tornou-se uma colecionadora de faixas que caiu muito bem a ela. Chorou muito, mamou muito. Me esgotou emocionalmente. Passou. Hoje é linda e querida por todos.
 
Voltei a trabalhar, tive que me virar em duas, tres e penso "como consegui?". Consegui! (de boca cheia), esse prazer ninguém me tira. O tempo que fiquei em casa, quase que hibernando, sem ver ninguém, foi cansativo, mais que trabalhar. A volta ao trabalho não foi como esperava. As pessoas mudaram, me decepcionei com algumas, passei raiva, conheci gente pra levar pra vida toda. Sorri e vivi, precisava disso, preciso disso, não financeiramente mas é pra minha saúde emocional, não seria bom nem pra mim nem pra ela, eu ser mae em tempo integral nao nasci pra isso.
 
Reencontrei uma pessoa do passado, pelo acaso do destino e pela emoção permiti que a pessoa continuasse presente na minha vida. Foi bom, fez me sentir mulher (além de mãe). Tudo com muita sabedoria, uma coisa é uma coisa.. outra coisa é outra coisa.
 
O ano de 2012, foi de superação. O ano de 2013 foi de reconstrução. O que será de 2014?