terça-feira, 31 de maio de 2011

Quem disse?

Eu já disse e repito...

"Tu não merece e nunca mereceu o que eu sinto!"

(ontem a noite..)
...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pensamento escravo

Inicio da semana e mais um final de dia de trabalho!
Que eu sou chata, não é novidade!
Que eu defendo minhas opiniões com unhas e dentes, não é novidade!
Que eu odeio gente banana, não é novidade!Ainda mais quando é mulher, sim por que eu me irrito com a burrice alheia, nem sei se posso chamar de burrice, mas com a falta de atitude de algumas mulheres.

No almoço...intervalinho básico de trabalho, reunião de mulheres a mesa, para todos os gostos.

Pra começo de conversa eu acho que intimidade de um casal não deve ser exposta em uma mesa após almoço, para um monte de estranhas, como se estivessem trocando receita, mas eu respeito, querem falar, podem falar, eu me conformo em ter de ouvir.

E sempre tem aquela que mais fala, "ahhh meu amorzinho faz assim assado" e bla bla bla... cá entre nós eu tenho a opinião de quem muito fala simplesmente tem a necessidade de se auto afirmar.

Eu quieta no meu canto.

A mesma faladeira começa.. "é por que se eu não fizer assim e assado, ele vai procurar outra", com aquela cara de que tá fazendo a coisa mais certa do mundo.

Linguinha de Lucí coça, e como se não bastasse coçar, quando vem eu tenho que falar eu não consigo segurar, até por que para mim foi um comentário idiota, se ela pensa assim com mais de 10 anos de casada, não plante esse tipo de pensamnto machista na cabeça de meninas que estão começando agora...

Eu apenas disse a ela que um relacionamento não pode se basear na insegurança e no medo da perda, e que se o homem traí-la por qualquer motivo não existe amor.

Ela me olha com a cara mais ofendida, levando pro lado pessoal: "É pode ter certeza, se tu não fizer outra vai fazer por ti, se é que já não estão fazendo!".

Meu sangue ferveu... até então eu estava mantendo uma conversa informal, nada pessoal, mas a pessoinha se ofendeu.

Bom, eu não gosto de entrar em brigas, mas depois que eu entro é dificil de sair.

"E se o homem fizer? Ou se estiver fazendo? O que eu posso fazer? Chorar, me matar? Pensar que a culpa é minha, por que eu não fui a escrava sexual que ele desejava? Nãoooo, ele que faça bem feito e aproveite, por que se eu descobrir é pé na bunda e pé na estrada!"

Ela ficou me olhando bem séria, e disse: " tu diz isso por que não tem amor, por que quem ama perdoa!".

Ai foi a gota d`água...

"Amor? Antes de amar outra pessoa eu me amo, e jamais vou me sujeitar a todas as vontades de um homem, só para agrada-lo com medo de perder, se ele me trair é por que não me merece e eu jamais vou me sentir culpada por isso."

Encerrei a conversa e virei as costas.

Tenho revolta com mulheres assim, tantas mulheres no passado lutaram pela igualdade de direitos e ainda existem mulheres que tem esse pensamento de escravidão!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

...

Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas.Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento.
Vou ali ser feliz e já volto.

Caio F. Abreu

quarta-feira, 25 de maio de 2011

No ônibus...

Dois "adolescentes"...

-"O cara que legal meu número do celular... 8401 5...., só número PAR".

O outro ..
-"Legal mesmo cara!"

***

Isso é para eu aprender a não esquecer os fones de ouvido em cima da mesa em casa, eu podia evitar essas coisas! Depois eu sou retrograda, mas vejo uma geração meio perdida vindo por aí.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A saga da primeira carteira II

Passado os exames médicos, já iniciei as aulas teóricas. E também não quero que o que eu escreva aqui sirva de exemplo para ninguém, massss eu estou odiando cada aula.

Também sei que fiz errado em mentir nos exames, mas tenho a convicção que não prejudiquei ninguém e nem prejudicarei, lembrando que não mencionei que o médico responsável pelo exame oftalmológico na verdade é um ginecologista conhecido na cidade, que eu não sabia e isso me deixa mais tranquila em pensar que mesmo que eu falasse a verdade ele não entenderia o meu problema.

E já me perguntaram se eu menti, na verdade eu não disse nada, portando só omiti, ele que não percebeu que eu estava de lentes de contato, já fui questinada se fiz isso só para que não aparecesse na minha carteira, que eu devia portar óculos, juro que na minha mente insana nem me passou isso, eu só queria me livrar de ter que adiar meus exames e ter que procurar o meu oftalmologista particular.

Em relação ao exame psicotécnico, bom.. eu sei que omiti algumas coisas, mas eu só não queria assinar meu atestado de doida, de anormal, de irregular ou sei lá o nome que a psicologa iria dar pra mim, eu acredito que sou incapaz de prejudicar uma pessoa, não sei assumindo a posição de poder, que agora aprendi que o meio de transporte causa em algumas pessoas, essa sensação de poder, xingar algumas pessoas, isso é normal, até em meu estado sem poder, sim e eu tenho vontade de bater em meia duzia de gente todo dia e já desejei arrancar os olhos de mais meia dúzia de gente, mas entre eu pensar e eu agir, tem diferença e ai entra meu equilibrio, eu me conheço e sei até onde eu vou.

Continuando após breves explicações, as aulas teóricas, além de chatas, são cansativas. Eu dormia cedo, agora tenho que ir lá na auto escola toda noite, confesso que é de doer o bumbum na cadeira, dá vontade de fugir, de dormir, de gritar.

E pra variar eu me sinto deslocada, é uma turma de gente muito jovem, que "estudam" durante o dia e a noite estão agitados, não calam a boca um minuto, fazem brincadeiras infantis, não levam nada a sério. E por azar o meu chama louco em tudo que é lugar que eu ando ele apita. Todo dia senta uma loira atras de mim, ela é canhota e a cadeira ficava atras de mim (digo, ficava por que eu tirei), que me desculpem as loiras, mas inteligência é fundamental, uma coisa é você ser burra, outra é você abrir a boca e deixar claro pra todo mundo que você é. A guria não me cala a boca, não acerta uma, não sabe a hora de parar de brincar, tipo e se fosse uma menininha, mas não é, já tem filho e tudo, simplesmente ainda não percebeu para que veio ao mundo

Os meninos são uns tapados, não sei se é culpa da geração, ou eu que to ficando velha, mas eu não tenho mais paciência para adolescente alienados, se é que algum dia eu tive, ainda mais em um local que eu estou pagando. Bom, não vou tirar o mérito da professora, essa é bacana, bem humorada, inteligente, com certeza teria muito mais a passar de conhecimento, só não estão deixando ela trabalhar.

PS1 - Eu sei que dirigir é bem mais que movimentar um veiculo, é movimentar um veiculo com carteira, é isso que eu to fazendo.

PS2 - Desconsiderem meu comentário preconceituoso, nem toda loira é burra, isso é apenas um rótulo, claro, mas infelizmente essa que eu cito é, e não importaria a cor que ela tingiria o cabelo.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Pergunta...

Como convencer uma mulher, cega e burra, que prefere acreditar que seu marido depois de 13 anos virou gay, ao acreditar simplesmente na mais pura verdade de que "neguinho tá pulando a cerca"?

Preciso de uma fórmula mágica urgente....

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A saga da primeira carteira.

Enfim tomei coragem e vou tirar a carteira de motorista, não é tanta coragem assim, pois optei só pela moto, já que meu relacionamento com as 4 rodas não é estável e dignos de tentativas.

E o tal dos exames?

Eu nunca levei muito a sério eles, principalmente o tal do psicotecnico e duvidava que alguém fosse reprovado, até presenciar realmente as pessoas que vão fazer o exame.

Eramos em 4. Como eu tenho um chama louco, sentada na sala, uma senhorinha já senta do meu lado e puxa conversa, eu toda gentil e educada dei trela, por que segundo ela estava nervosa e precisava falar. Na minha frente tinha uma outra mulher, devia ter a mesma idade que eu, mas parecia um machinho, eu sei que eu fiquei uns 10 min só analisando ela e pensando o que leva uma mulher a querer ser homem, sim.. por que ela não queria ser mulher, não era pela roupa, era pela forma de sentar, olhei para as unhas, tudo roida, aqueles tenis masculino, eu não sou nenhum exemplo de vaidade feminina, mas to longe de ser confundida com machinho. Essa ai nem olhou pra minha cara, deve ter me achado uma Lessy. Tinha também um cara que ficou esperando na rua, esse ai deu problema.

Entrando na sala pro exame, a tiazinha queria por que queria sentar atras de mim, na cabeça dela queria me colar. A psicologa uma grossa. Explicou uma, eu entendi, explicou duas a "machinho" entendeu, e explicou mais umas 5 e ainda teve que ajudar a tiazinha e o carinha que logo percebi que ele só podia ter um problema, ele era muito fora da casinha, não entendia e ela teve que ajuda-lo.

Em um deles, eu me obriguei a mentir "Você já teve vontade de matar alguém?" *Mais do que normal/Como sempre/Nunca.. e etc... Como é que eu ia colocar a opção, mais do que o normal, sim eu tenho vontade de matar uma pessoa todos os dias! Menti o que eu achava necessário pra ela não me achar louca, mas o que eu achava insignificante coloquei a verdade e pensei que ela nem ia olhar pra aquilo direito, quando eu entrego, ela me olha e diz, pelo que vejo aqui você está com problemas no teu sono, então me justifica atras o que anda acontecendo.

Ué.. eu tive que escrever a verdade, que eu acordo muito cedo, durmo muito cedo, tenho sono leve e etc...Tirando essa parte que eu me senti anormal, nos de atenção e racíocinio me sai muito bem, mesmo ela nao deixando terminar eu sai acima da média, sai de lá me achando até...

até ir pro exame de visão. Pensei, pensei .. se eu ia ou não contar pro oftalmo que eu uso lente de contato, que eu tenho alta míopia e ceretacone, resolvi nao falar nada, se ele nao percebesse, pq eu ia falar? E o tipinho nao viu nada! Passei com visão normal. Pode?

Ele mesmo aplicou um de força, nesse ele me fez apertar umas 3 vezes e pelo jeito nao ficou contente, mas me aprovou, o fato é que eu sei e nao precisava ele fazer exame algum era só me perguntar, eu nao tenho força, nao tenho vergonha de assumir que sou fracota, e ainda abusada, que não precisa muito pra aceitar que qualquer pessoa carregue uma sacola pra mim.

E saí de lá, atrasada pro trabalho, perdi onibus, fiquei mais de 1 hora na parada, ao menos eu sei que agora essa é uma situação passageira, a moto eu já tenho, agora falta pouco pra carteira.

terça-feira, 10 de maio de 2011

"Amores que não deram certo IV"

O nome ele tinha de anjo e de anjo não tinha nada tanto assim. Um carinha calado que cruzou meu caminho naquela metade de ano. Não fazia o tipo que normalmente eu olharia, e se o conhecesse de outra forma não teria me cativado.

Atraves dele eu aprendi o que realmente era diferença entre olhar e registrar, que minhas amigas tanto falavam.

Todos os dias chegava cedo na sala de faculdade, as vezes sozinha, as vezes acompanhada, sentava no mesmo fundo de sala, naquele mesmo canto perto da janela, logo aparecia aquele carinha, instalava a Tv e o retroprojetor e saia. Sei lá, por quantos vezes, meses ele fazia aquilo, mas era alguém que todos os dias eu via, mas que eu nunca percebia.

Uma noite, terminei uma prova e sai da sala para esperar alguns amigos, sentei pro lado de fora da porta, já era tarde, ele sentou do meu lado e pela primeira vez falou comigo, esperava que saissem da sala para ele recolher os materiais. Perguntou meu nome, falou banalidades que não lembro.

Em casa, contanto para uma amiga, ela fez elogios a aparência dele,"o mino do retro? é muito gatinho!". e que por várias vezes pegou ele olhando para mim quando entrava na sala, coisa a qual eu nunca havia notado, na verdade eu nunca havia olhado pra ele.

Lembro o dia em que olhei realmente pra ele, e nesse dia além de olhar eu registrei. Sim, ele era bonito, ele era calmo, ele era educado, tinha a voz mais bonita que já ouvi e realmente olhava pra mim todos os dias que entrava na sala, mesmo que tivesse outras meninas, ele só não falava comigo.

Até que...

Era um fim de tarde de inverno, estava frio, lembro por que passava pelo corredor terreo onde o vento encanava, passando pela porta da sala de multimidia, estava ele e outro que também exercia a mesma função dele, quando passei pude ouvir ele dizendo ao outra "Nossa! Eu acho essa mina muito linda" e o outro afirmando "Nem é tudo isso!". Me revoltei mais com o comentário do outro e por impulso virei para trás e olhei bem para a cara dos dois e ali eu já não tinha mais duvidas o interesse existia da parte dele, e começava a despertar dentro de mim também.

Precisou duas festas uma do curso dele e outra do meu curso pra gente se entender. Bob Marley e o reggae nos embalou uma noite toda, ele gostava de dançar. Ele era tão diferente de mim naquela época.

Ele fazia direito, uma profissão convencional, mas surfava e tinha o corpo tatuado, eu fazia Design e era toda certinha. O que deu errado? Eu queria muito mais do que ele podia me oferecer, na verdade eu não sei o que deu de errado.

O pai dele era motorista de ônibus, alcoolatra. Ele morava só com o pai, a mae dele morava em uma cidade do interior de SC. Ele estudava pela manhã, era bolsista, a tarde trabalhava na biblioteca e a noite entregava e recolhia os aparelhos de multimidia e depois de sair da faculdade, era garçon no bar da frente e nos finais de semana fazia uns bicos no MAC, ele não tinha grana, só uma bicicleta verde e objetivos.

Eu não entendia onde ele achava forças e vontade pra fazer tudo o que ele fazia, mas ele sabia onde queria chegar. Passei a fazer umas disciplinas no curso de moda, so pra ir com ele pra faculdade, as vezes eu acordava e ele ja estava estudando a horas, mesmo na noite anterior ele ter trabalhado ate as 3 da manha.

Passo e moro perto daquele mesmo bar, que ele me fazia sentar em um cantinho pra esperar ele, conseguia umas batatas com a cozinheira, tinha musica ao vivo e ele sempre fazia o carinha tocar algumas dedicando a mim.

Ele morava muito longe da faculdade, mas nos finais de semana geralmente eu ia pra casa dele, mas a unica coisa que abalava ele, era o alcolismo do pai, que nao importava a hora, se o pai chegasse alcolizado, ele me trazia pra casa. Ainda lembro das madrugadas que atravessamos a orla, da Barra Norte a Sul, no varão da velha bicicleta, a gente não precisava de dinheiro pra ser feliz.

Essa semana ainda passei pela esquina da central, era bem ali que paravamos quando a gente ia para praia, e eu tinha a sensação que todos olhavam pra gente especialmente pra ele, os carros paravam e a gente atravessava e eu sempre sentia o mesmo, e aquilo me agoniava tanto. Enquanto ele surfava nos domingos bem cedo, eu lia na areia. Foi ele que me incentivou a voltar a ler, a maioria dos livros que li do Paulo Coelho, eu li na areia enquanto esperava por ele.

Esse ano ainda, no inicio, coloquei fora o ultimo brinco que ele me deu dos hippies da beira da praia, por anos guardei, mas não fazia mais sentido guardar uma lembrança dessas.

Um dia tudo sempre termina, e sim aquele final de ano eu precisava voltar pra minha cidade, não ouve brigas, não houve despedidas, ficaram muitas duvidas, antes de ir, perguntei pra ele como a gente ficava e ele disse que quando eu voltasse a gente voltava a conversar, talvez ele nao me entendeu que eu precisava ir, talvez eu nao o entendi, respostas que eu nunca terei. Ele nao me prometeu nada, eu queria mais, nem que fossem falsas promessas, doeu muito eu achar que ele estava me rejeitando. Quando eu voltei, ele veio falar comigo, mas eu ja estava magoada demais, ja tinha sofrido demais e acreditava ter encontrado uma pessoa que queria ter uma relação seria.

O tempo me mostrou que eu estava enganada e esse mesmo tempo passou, a gente amadureceu, ele cortou o cabelo, terminou a faculdade, já nao surfava, mas ainda acordava cedo pra tomar cafe  e ler, por ironia do destino quando casei ele morou uns meses na frente da minha casa, e por muitas vezes o vi sentando tomando café e olhando pra minha janela. Nunca mais nos falamos e as duvidas que ele me deixou, ele levou as respostas e perdeu nas curvas de uma estrada.

"Onde você está? Céu, inferno ou paraiso? Eu sei que anjos vão para o céu!".


"Me disseram que você

Anda um pouco distraída
Ouvindo Bob Marley
Na beira do mar"

O que dizer...

Semana passada no trabalho, apesar da correria, percebi que uma colega não andava bem. Era notável que alguma coisa na vida dela não ia bem, mas eu não sou de perguntar eu sempre acho que o que é pra eu saber eu vou saber, sem precisar perguntar.

Sentadas na mesa do café, ela de cabeça baixa, na minha frente, me confidencia: "Ai Lu, acho que vou me separar!".

Bah! Justo esse assunto. Eu dou opiniões sobre tudo e sempre tenho o que dizer a respeito das coisas, ou algo a dizer, de bom ou de ruim, mas separação de casal, me desmorona, o peito dói, eu engasgo, mesmo sem conhecer a vida íntima dela, o melhor que fiz foi ouvir e calar. Não sabia o que dizer.

Se tem uma coisa que eu não sei lidar, é com separação de casal. Não importa de que casal, é como se eu tomasse todas as dores e tristezas pra mim. Eu fico triste e sempre acho que essa não é melhor solução, foi o que disse a ela, que deveria pensar melhor.

Hoje ela veio me dizer que conversaram e se entenderam, ao menos por enquanto. Confesso que fiquei feliz por ela e por não ser uma palavra de apoio que ela procurava, ela contou a situação procurando alguém que a desse forças pra tal atitude, não eu. O dia em que eu der forças para um casal se separar, essa não sou, que apesar de nunca ter passado por tal situação, sofri todas as dores da minha mãe, com a separação dos meus pais.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Dúvidas de um sapo


Saponildo:

"-Por que tem semanas que você compra três, quatro esmaltes, se você só pinta a unha no máximo duas vezes na semana?"

Eu:
"Ainda bem que compro esmaltes, já imaginou se fossem sapatos?

Ele:
"-É.. mas sapato você trocaria todos os dias!".

¬¬'

sábado, 7 de maio de 2011

...


"Tudo o que eu quero
É silêncio no coração
Para que eu possa começar
A encontrar o meu caminho
Saindo da escuridão
E entrando no seu coração"
 
(Lenny Kravitz - Stillness Of Heart)

terça-feira, 3 de maio de 2011

O piá

(...)

Há 27 anos atrás, no mesmo 03 de maio, nascia, em Porto Alegre, um carinha feio, enrrugado, que parecia com um joelho (como todo bebê parece).

Os pais dele moravam em um escritório comercial, que era o mesmo local de trabalho. As noites daquele Maio eram frias, e dentro do banheiro eram feitas as mamadeiras e preparadas as ‘refeições’, já que o prédio era comercial e era proibido cozinhar lá dentro. Não era opção, era o que tinha.

Depois de um tempo o moleque foi morar em um sítio do avô (‘adotivo’). Ele não lembra disso, mas gostava muito de lá.

Cresceu, brincou, teve uma infância extremamente pobre, mas muito, muito feliz.
E cresceu aprendendo o significado da palavra necessidade, junto com a palavra trabalho. E talvez tenha aprendido da maneira mais dolorida, mais difícil. E dia após dia aprendeu a importância das duas coisas na vida. Das necessidades e do trabalho.

Não que ele saiba hoje equalizar, mas ele sabe o significado.

Resumindo... o moleque cresceu, está ficando velho a cada ano. E acredito que cresceu bem, evoluiu na vida. Hoje aqueles pais que passavam frio e moravam numa salinha de 10m2 têm seu próprio negócio, tem outro moleque mais novo, e uma vida mais tranqüila.

O moleque cresceu. Hoje tem um emprego ‘importante’, anda com pessoas ‘importantes’, tem carro importado, come bem, se veste bem, tem uma vida boa, com a qual nunca imaginara (sim, sonhava com isto, mas não imaginava alcançar). E todos os dias lembra de algum fato passado em sua vida, alguém que lembra bons momentos, de conselhos recebidos quando era piá...

Ele não se arrepende de nada. Tudo na vida foi aprendizado. Afinal... aprendemos ouvindo, ou quebrando a cara.

Todos os dias ele agradece Papai do Céu pelo que tem, pelo que passou, pelos que passaram e pelo/por que/quem tem na vida.

Mas quem é o moleque??

Bom, o moleque ta escrevendo pra vocês. Porque hoje é o meu aniversário!

Lucí, quando eu falei em surpreender... não era pra ser tanto assim. Obrigado pela lembrança. Tu é especial.


(...)

*3 de maior*

Sabe, já faz tempo
Que eu queria te falar
Das coisas que trago no peito

Saudade, já não sei se é
A palavra certa para usar
Ainda lembro do seu jeito

Não te trago ouro
Porque ele não entra no céu
E nenhuma riqueza deste mundo

Não te trago flores
Porque elas secam e caem ao chão

Te trago os meus versos simples
Mas que fiz de coração ♥

(Versos Simples - Chimarruts)


*Parabéns, saudades de ti... queria que nós tivessemos mais tempo para nós, mas infelizmente adolescentes crescem!*