segunda-feira, 29 de junho de 2015

Conversa entre brincos e gargantilhas...

Sentada ao chão, encostada na cama. Abro a caixa.. olho com cuidado, são minhas verdadeiras joias, com suas historias e sem suas historias. Poderia contar os anos de casamento através delas.. dia dos namorados, aniversários, natais... pelo menos uma por ano, as vezes mais.. algumas com muito valor outras com apenas valores que não se pode medir. O que ninguém sabe é que elas sempre estão ali.. sozinhas, sem se exibirem em meu corpo. Escondo-as, mais por zelo, medo de perder pedaços da minha história.
 
Algumas preferidas, outras nem tanto. Gatos em forma de brincos e pingentes de prata, se perdem em meio a tanto dourado. Anéis, pulseiras, braceletes... mas a menina dos meus olhos são os brincos, de formas e tamanhos variados.
 
Tudo ali. ao meu alcance, e longe do alcance de qualquer outra pessoa.
 
Separo um conjunto de brincos, gargantilha e anel.. sim eu deveria usar.
 
Hoje pela manhã coloquei e confesso que me senti mais poderosa, usar uma joia nos da essa sensação de estar bem ornada e iluminada.
 
Agora a noite quando chego em casa, ele olha para o meu pescoço e sorri.. "olha quem está usando o presente que eu dei.. isso é bom, gosto de ver assim". Confessei que passei o dia desconfortável com o meu próprio pescoço, mas segundo ele é por que eu não insisto o suficiente por isso não me acostumo, mal ele sabe que eu já tento desde que me conheço por gente. Brincos e anéis, se adaptaram ao meu corpo.. pulseiras e gargantilhas, eu uso apenas para agradar quem me presenteia.

domingo, 28 de junho de 2015

seria melhor...

Sabe aquela paz que eu tanto procurava?
 
É. Ela chegou com o inverno. Dias frios para dormir melhor. Chuva fina. Calmaria. Meios sorrisos. Nada de preocupações.
 
E daí?
 
Daí que não é para mim.
 
Preciso de "lutas" para me sentir viva.
 
Preciso como o ar para eu respirar.
 
Acordar todos os dias e saber que está tudo dentro do controle, é bom... mas saber que eu tenho que batalhar por alguma coisa é melhor ainda.
 
Talvez isso explique minhas paixões platônicas necessárias.
 
Eu preciso do que me tira do eixo.
 
Eu preciso do que me faz respirar mais forte.
 
É, eu sei que sou mal agradecida.
 
Que os anjos me perdoem.
 
Por que eu não consigo me perdoar.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

...

Hoje é feriado aqui, aniversário da cidade. Dia da preguiça, pelo menos não chove (não sei até quando) dará para adiantar algumas coisas.
 
Dia de fazer um carinho. Fazer uma comida gostosa e aproveitar.
 
Ontem recebi umas seis chamadas de um celular, só vi a noite, era um numero que não constava na minha agenda, não sei de quem era e não vou saber, não irei retornar, o que importa é que o numero não tinha o código de área que eu gostaria, então o resto é resto.
 
Choveu tanto. Tanto. Tanto. Frio eu até suporto, agora chuva é de doer na alma. Com a chuva vem a umidade, odeio mais que lavar a louça.
 
Palavras desconexas de quem perdeu o jeito e a intimidade com elas e que pensa seriamente em deixar o blog sem atualizações.
 
Tenha fé na vida...
 
(eu tento).

sábado, 13 de junho de 2015

Tenha fé na vida...



Chuva?
Não.
Muita chuva.

Acordei nesse sábado com muita chuva, o dia está pedindo calor e conforto. Ficar em casa de bobeira e de preferencia cheio de guloseimas para aquecer a alma e o coração.

Falando em acordar. É.. eu tenho dormido bem. Em uma proporção de 6 a cada 7 dias. Pelo menos um dia da semana eu ainda tenho insônia, o problema desse único dia é que ele me estraga pelos dias seguintes, até eu me recuperar. Está bom, pra quem antes vivia igual uma zumbi, hoje sou majestade.

Ando bem cansada fisicamente e já chegou meio de ano e o corpo começa pedir uma pausa. Já vivo no automático: acordo, me arrumo, arrumo a Lígia, vamos pra escola. Trabalho...trabalho..trabalho. Pego a Lígia, voltamos pra casa. Trabalho em casa. Janta, mais um pouco de Tv, banhos e cama. Assim vai... a semana, quando vejo entrou segunda e já é sexta. Está passando muito rápido. Quem bom! Que ruim!

E mesmo em dias como hoje que eu poderia descansar mais, o corpo desperta no mesmo horário, o mesmo corpo que durante a semana implora por mais 10 minutos e sonha com o final de semana e quando chega o sonhado dia... desperto, com a sensação de estar satisfeita. Rolo para um lado..rolo para o outro lado e vendo que o sono não vem e as costas começam a doer, eu levanto.

Assim tenho passado meus dias. Ainda com batalhas, mas satisfeita por sempre sair vencedora. E falando das batalhas que eu desisti, deixa pra lá. É por que o gosto da vitória seria amargo. Prefiro as pessoais, as doces.. 

Durante essa semana perdi uma pessoa querida, inesperado. Jovem ainda. E também durante esses dias, o filho da minha amiga foi internado, um anjinho... Lindo de ver, um sorriso doce, uma cara de sapequinha. Infelizmente os médicos escondem dela o que eu já sei que ele tem, me partiu o coração... de saber de toda a luta que ele vai passar, mas tenhamos fé, que os anjos protejam ele.

Tudo Isso me fez pensar na vida e refletir bastante. Hoje estamos aqui. Amanhã já não sabemos. E que eu não penso na morte. Pelo menos não pensava. Apesar de tudo em raros momento eu pensei nela e em como tudo ficaria a minha volta e pela primeira vez eu pensei e eu senti medo, não dá morte em si, mas a dor que a minha partida causaria, a falta que eu faria e como as pessoas próximas iriam conviver com isso por um tempo. A gente não pensa, mas não quero partir tão cedo! Não mesmo! Um dia eu já fui egoísta, hoje eu tenho fé na vida!