domingo, 25 de outubro de 2015

Sol, volte!

As pessoas a minha voltam acham que eu estou com problemas quando eu ando mau criada. Não é verdade, estou com problemas internos quando eu ando quieta, quando eu deixo as coisas passarem sem dar uma resposta a altura, quando eu engulo um sapo sem azeite de oliva extra virgem.
 
São os fantasmas que vem visitar minha cabeça que me deixam de boca fechada e mente inquieta e cheia dos meus silêncios, sem a vontade de reagir que me é tão peculiar.
 
Algum tempo atrás eu procurei uma psicóloga, irmã de uma pessoa muito querida. Não preciso mencionar que minha tentativa não deu muito certo. Ela queria que eu falasse de coisas que eu não quero falar, não quero escrever, que eu apenas queria esquecer, fingir que não aconteceu, desnecessário pagar alguém pra fuçaricar nas minhas feridas. Ela disse que se eu não falasse não seria fácil me ajudar e então eu disse que eu não estava preparada para ser ajudada, apesar de os encontros terem durado quase 1 mês, é inegável que ela me ajudou e muito, eu me recuperei como mulher que sou, ressuscitei a minha vaidade e com o amor próprio em alta, vieram outros problemas.
 
Hoje é um dia desses, em que eu me pego pensativa pelos cantos, remoendo as feridas, nesses dias elas sangram e não tem nada que me faça melhor do que o silencio. As duvidas, os meus questionamentos, que nada tem haver com ninguém, apenas comigo mesma.
 
A regra agora é: fala o que quer, terá resposta em igual ou maior proporção. Ninguem tem o direito de me ofender, de me machucar gratuitamente, quem sabe assim aprende ou eu aprendo? Não sei.
 
Questões de como, por que? Não saem da minha cabeça.
 
Os dias vão passando...

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