quinta-feira, 31 de outubro de 2013

....de janeiro a janeiro...

Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar
 
Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar

As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer que eu não posso chorar
 
Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A conseqüência do destino é o amor, pra sempre vou te amar
 
Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar
 
(De janeiro a janeiro - Roberta Campos)
 
A.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

e no fundo da bolsa...

Mais um dia, pensei eu antes de sair de casa. Ela a postos, ele nem tanto, mas a gente precisava ir. Tem coisas que não se pode protelar.
Mercado Público cheio. Pessoas daqui, dali. Conversa. Briga de cheiros. Ele corre pra ver vinho, queijo, salame. Eu com ela a  tira colo, procurando comprar tudo o mais rápido possível pra sair daquele inferno. Faço o pedido, enquanto espero vou dando uma olhada por ali, por aqui. Pedido pronto para ser entregue, quando vou pegar.. uma voz ao lado apressado faz um pedido ao mesmo atendente que agradeço.
Queria fugir, passou tanta coisa pela minha cabeça. Olhos se encontram, meio sem graça. Não teve aquele “Ohh você por aqui! Quanto tempo?”. Não havia espaço para isso. Ele pergunta docemente.. “-Tua filha?”. Um SIM meio muito sem graça, seguido de Meu marido está ali comprando queijo, ficou com dica para desistência de qualquer tipo de possível pensamento de gracinha ou algum comentário sobre o passado, apesar de lembrar que esse tipo de indelicadeza não fazia o tipo dele...mas...
Um sorriso, gracejos pra ela em meu colo, pede para segura-la. Permito. Em mim apenas a insegurança da chegada de um marido ciumento a qualquer momento. Sorrisos.. e um cartão que guardei no fundo da bolsa.
Um marido que chega. Descubro que aos olhos dele, deixo de ser mulher e passo a ser mãe. Nenhum sinal de ciúmes, afinal na cabeça dele uma mulher com uma filha no colo não apetece a ninguém. Cumprimenta o sujeito, parecia um pavão cheio de orgulho ao ouvir que tem uma linda e esperta filha. Um adeus... e naquele momento a exumação de um passado.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

...na linha do tempo...

As vezes dá vontade de desacelerar a vida. Ficar atoa. Passar o tempo sem pensar que se está perdendo tempo. Ela já está com quase 8 meses, dorme o sono dos anjos que o tempo ainda lhe permite, sei que ao acordar vai me presentear com um belo sorriso e um olhar cheio de inocência.
Esse ano voou. Tenho a sensação que o dia passa que eu nem sinto.  É de manhã, logo será noite, e um novo dia recomeça. Uma única verdade, não tenho tempo. Meu dia é rigorosamente cronometrado, mas dou conta de tudo e esse tudo eu dou conta. Tento ser boa o suficiente, boa mãe, boa esposa.. acho que estou conseguindo.
Ainda tem o trabalho, já ouvi tantas besteiras sobre isso, só tenho uma coisa a dizer: “ – Trabalho por que gosto de dinheiro. Gosto do meu dinheiro, seja ele pra ficar no banco e eu só olhar o saldo e ficar satisfeita ou pra eu comprar o que eu bem entender com ele, sem precisar pedir a ninguém, muito menos pra marido.”
 
As coisas já se encaixaram, tudo sincronizado. Tanto que já deu pra pensar e fazer besteiras, que talvez um dia eu as desabafe por ai. As unhas continuam roídas, os cabelos por fazer, os quilos alguns permanecem em mim, mas por dentro calmaria
 
O temperamento ainda o mesmo, não atinjo o tão esperado equilíbrio. A doçura ainda se faz presente assim como a pimenta. Decepcionada com a maioria das pessoas, acho que voltei a ser eu mesma, talvez um dia eu conte por que sou assim esse bicho do mato, pois descobri os motivos revirando o passado, como já disse antes, lembro que nem sempre fui assim, mas também deixei de lutar contra.
O destino gosta de brincar comigo, traz o passado. Bate na minha porta. Isso não foi muito
legal. Respostas.
Vou dizer

Que nessas frases tem um pouco de nós dois
Que não deixamos o agora pra depois
Quando te vejo eu me sinto tão completo
Por onde eu vou

E nesses traços vou tentando descrever
Que mil palavras é tão pouco pra dizer
Que um sentimento muda tudo
Muda o mundo
Isso é o amor
(Na linha do tempo - Victor e Leo)