sábado, 11 de abril de 2015

A cereja do bolo.

Os dias andam meio tortos. Os dias em geral, como sinônimo de tempo. Sinceramente eu não sei se eu ando sem paciência ou está tudo meio errado.
 
Nessa semana aturei pessoas incompetentes se intrometendo no meu trabalho e que não cuidam nem do delas.
Nessa semana eu fui pedir um favor de maneira muito educada a uma pessoa que era muito querida para mim e ela fez caras e bocas e ainda ficou chateada.
Nessa semana Lígia fez birras intermináveis, para entrar na escola, pra sair da escola, pra comer, pra tomar banho, para arrumar o cabelo.
Nessa semana tive discussões acaloradas com Saponildo a respeito disso.
Nessa semana eu descobri coisas que me deixaram bem tristes.
 
Foi uma semana e tanto. Surtei.
 
Ontem Saponildo chega em casa, mas entra porta a dentro, já me perguntando se eu queria ir amanha (hoje) comprar umas coisas que eu queria pra cozinha, que já estou adiando faz tempo. Sei que quando ele chega perguntando...
 
1- Ele já sabe a minha resposta.
2- Ele pretende adiar mais um pouco.
3- Ele espera que eu adie.
4- Ele pretende trabalhar no sábado.
5- Meu raciocínio é muito rápido. Quando ele vem com a farinha eu vou com o pão e isso irrita ele.
 
Disse de maneira não muito gentil, que eu queria sim, que já estávamos adiando isso a muito tempo e que ele já tinha falado que pretendia trabalhar no sábado, mas se não fossemos amanha (hoje) iriamos quando? Semana que vem? Depois? Obviamente ele surtou, pelos dois motivos, de eu acertar em cheio as pretensões dele e de eu não responder aquilo que ele gostaria de ouvir. Dane-se!
 
Fomos. Lígia estava insuportável, com direito a chiliques de se jogar no chão, eu saio.. viro as costas e deixo, ele vai..paparica e pega no colo. Previsões de longas DRs sobre isso.
 
Chego na loja, estava a olhar algumas coisas, escuto a voz do vendedor perguntando se eu precisava de alguma coisa, quando eu me virei, eu gaguejei, a beleza dele me constrangeu, devo ter ficado vermelha, fiquei tímida com os meus pensamentos, deveriam proibir as lojas de colocarem vendedores tão bonitos. Ele deve ter notado algo, por que foi o show dos constrangimentos, ele não conseguiu vender e eu não consegui comprar.
 
Levei um tempão dentro da loja e não levei nada. Na loja do lado uma mocinha me atendeu, comprei o que precisava.
 
A noite, ainda a pouco eu via TV, sei lá o que passava, eu estava olhando, não registrando o que olhava, acho que era um canal que passa um programa com "Mil formas de morrer", é meio bizarro. Escuto o celular me chamar, fui olhar...
 
"Lu.. tu pode fazer isso e isso e isso e isso e isso? Não esquece. Bjos¨"
 
Sim, era a pessoa a qual eu sou subordinada. Ela quer que eu faça algumas coisas em casa para adiantar o trabalho da semana e ainda eu leve meu note (ela é canhota, não consigo me adaptar ao dela!). Eu não sou obrigada a fazer isso. E todo final de semana ela me manda essas mensagens, obviamente que eu não faço e ela passa a semana a me lembrar disso, na boa vontade eu minto que esqueci.
 
Mas hoje como eu já estava com a língua afiada. Eu ate pensei em ignorar, não responder, mas meus dedos coçaram, mandei ela tomar naquele lugar.
 
Deu!
 
O problema que isso vai me gerar eu resolvo na segunda!

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