quarta-feira, 27 de abril de 2016

Que dó!

Hoje após ao trabalho decidi ir até a loja de uma conhecida pagar uma conta, coisa que era pra ter feito durante o feriado mas a preguiça não me permitiu. Eu evito ir lá, por que V. é danada de esperta, já conhece meu gosto, acaba trazendo coisas pra loja que sabe que eu vou gostar, sabe meu tamanho, ela tem bom gosto, é uma boutique adorável, mas cara...cara, que eu sempre saio de la com uma sacola e um aperto no coração.

Quando parei o carro na frente, avistei a menina dela que andava por lá. Realmente confirmei o que andavam falando de A., ela estava muito magrinha, uma aparência bem diferente do que a vi a última vez, não faz nem um mês atras.

Entramos na loja, Lígia e eu e ela veio correndo ao nosso encontro. Me abraçou, me beijou e ficou me olhando bem seria. Ela é bem falante...

"Luuu, você é gorda ou magra?"

Eu já sabendo das neuroses que ela andava passando...

"Nem uma coisa, nem outra. Sou saudável!".

Ela sorri pra mim, pega a Lígia pela mão e a chama pra brincar lá dentro...e diz..

"Você é magra! Minha mãe disse que só pessoas magras são bonitas!".

Meu coração se despedaçou por dentro, um aperto, meus olhos marejaram. Que dó! Ela só tem 5 anos! Já haviam me falado que ela estava deixando de comer, por que ela queria ficar magra e bonita! A mãe dela não faz nada, sofre do mesmo problema. Uma mulher lindíssima que vive de cirurgias estéticas! Acabei somente pagando, nesse dia eu não tinha mais animo para comprar nada!

terça-feira, 26 de abril de 2016

Má, sou melhor ainda!

Saponildo chega em casa contando que reencontrou fulano "N" e que voltaram a trabalhar juntos, não me recordo quantas vezes vi esse sujeito, no máximo umas 3.. lembro que ele era feio e baixinho, falante e que na época a esposa dele estava grávida, eles mudaram de cidade, mas que Saponildo e ele eram bem parceiros, na verdade Saponildo, tinha um afeto de irmão por ele, por ainda ser um garotão, aprendiz e bem imaturo.

Segundo Saponildo, agora ele mudou, é pai de família e toma banho, só não faz a barba, engordou, está parecendo um barril, mas amadureceu. Saponildo conta que durante a hora do almoço um ficou mostrando as fotos das filhas, um para o outro.

"Nossa! O "N" disse que a Lígia é linda, é tua cara... não tem nada de mim!".

Calei-me. Sorri, feliz e com o ego bem massageando.

Outro dia, a mesma histórinha... eles falando de filho na hora do almoço e..

"Nossa! O "N" disse que a Lígia é tua cara, só os olhos que não são os teus!".

Não calei-me.

"Ele acha a Lígia linda?
Sim.. ela é linda.
E ela é minha cara? Então por tabela também sou linda e ele me acha linda!
Sim, você também é linda...

E tu não acha estranho, um camarada teu, que viu tua mulher umas 3 vezes na vida, depois de 7 anos, lembrar dos olhos dela ao ponto de afirmar que a filha dela é igual a ela, mas com outros olhos?"

Ahhh soltei a pulguinha atras da orelha dele. Não ta merecendo!

Ficou bem pensativo! Mas pelo menos depois dessa não chegou mais em casa dizendo bobagens! Estranhamente o nome "N" eu nunca mais ouvi por aqui!

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Acabou-se...

Encerrei a série de posts programados e inacabados. Eram textos que estavam salvos no meu rascunho. Deletei a maioria, publiquei alguns sem concluir. Não valiam mais as linhas que faltavam, fiz isso apenas por que julguei ser uma perda de tempo, te los escrito e eles ficarem ali esquecidos e quem sabe um dia terminar, sabendo que esse dia não chegaria.

A maioria escrito ano passado, de janeiro a julho. Um período de tentativa de me reestruturar emocionalmente. Se consegui?Talvez. Apenas parei de lutar contra mim e passei a lutar a favor, aceitar por que dói menos.

Também exclui alguns comentários que eu não tinha publicado, uns que eu amava de paixão lê-los, porem continham nome e sobrenome de quem comentou e apesar de tudo não quero prejudica-lo, apaguei.. pois sem querer poderia clicar e eles iriam ser publicados, ficaram apenas as copias no meu e-mail.

Deletei vários comentários  anônimos que de anônimos não tem nada, reconheço cada um deles, mas que se expunham demais e me colocariam em situações ridículas. Apenas gostariam que retornassem, mas que colocasse uma assinatura.

As vezes faz se necessário tomar atitudes assim, a roda tem que continuar girando, é preciso renovar e nada melhor que decidir o que fica ou o que sai da vida da gente! No caso, o que se publica ou não...

domingo, 24 de abril de 2016

Ela será amada...

Hoje eu preciso que você cante pra mim Adam...



Nem sempre são arco-íris e borboletas
É o compromisso que nos deixa juntos
Meu coração está cheio e minha porta sempre aberta
Você pode vir qualquer hora que você quiser

sexta-feira, 22 de abril de 2016

textos inacabados

Mais um texto inacabado, o engraçado que ao reler, eu lembro todo o sonho, inclusive a continuação que não escrevi e também o sonho que seria o numero 2. Hoje apenas nao me faz mais sentido relatar eles, eles ficaram na minha memoria, pela grandeza de realidade que me trouxeram. Esse foi datado nos primeiros dias de janeiro de 2015.


SONHO 1

Um dia, não uma manhã, tenho certeza que era manhã bem cedo, um sol lindo. Eu saí para comprar algo, (não lembro o que!), as ruas são de calçamento antigo, não é asfalto. Lembram as ruas próximas ao porto, as casas baixas, sem jardim, com as faixadas diretamente voltadas pra rua, as calçadas estreitas, as pinturas desbotadas. Eu estava feliz. Eu me sentia feliz em andar por ali, com o sol, não tenho certeza, mas as ruas por mais que hoje me pareçam com as que eu conheço, no momento eram desconhecidas por mim, eu seguia meu caminho, em um momento eu chego ao final de uma rua em que eu tinha que optar se eu ia pra direita ou esquerda.. (por isso me faz lembrar as ruas do porto, existe uma rua assim), eu optei pelo caminho a esquerda. Existe uma passagem de tempo ai que não me recordo, eu sei que eu já estava de volta, mas não lembrava ao certo o caminho que deveria seguir, mas eu estava acertando, até que chego ao local onde iniciei o sonho, mas eu queria ir pra casa e eu já não sabia onde eu estava, começo a andar a procura de um lugar que me parecesse familiar pra eu ir pra casa.

Ainda tem sol, era um sol gostoso, parece aquele sol de inverno, que aquece, sem dar calor. Eu entro em uma rua, muito bonita, com varias casinhas baixas, no mesmo estilo das anteriores, que davam com a porta pra calçada, porem eram bem mais bonitas, coloridas, enfeitadinhas, com vasos de flores e bancos de madeira. Em uma das casas, encontro um homem com uma criança, eles pareciam me conhecer, eu estava prestes a entrar em uma casa, que tinha uma porta de madeira, vazada com vidros e uma cortina branca. O homem dizia para a menina ir me dar um beijo, a menina não queria, mas foi obrigada a ir ao meu encontro, me deu um abraço e um beijo e correu de volta para aquele que eu julgo ser seu pai. A menina vestia um uniforme, como aqueles antigos, saia.. camisa branca, era branquinha de cabelos castanhos longos e claros, que estavam repartido ao meio e arrumados com fitas cinzas, assim como sua saia, tinha meias longas, mas ela parecia triste ao me ver, eu sorri pra eles antes de entrar na porta da casa, pra pedir ajuda, disse algo a eles como "criança é assim mesmo, não tem problema".

Ao entrar na casa, que me parecia conhecida, entrei e logo avistei uma salinha e uma porta que daria para a saida

terça-feira, 19 de abril de 2016

Só quem tem criança...

Lígia adora uma colega minha, em especial. Por esses dias, ela nos comunicou que está grávida... conversando com a Lígia, disse que a C. tem um bebe na barriga dela...
Pensei que ela nem tivesse prestando atenção na minha conversa..

"Mamãe, mamãe... como o bebe vai sair da barriga dela?"...

Com a maior velocidade do raciocinio possivel...
"Ela vai até o hospital e o médico tira ele da barriga dela".

Ufa... e fez se o silêncio, sinal que ela ficou satisfeita com a resposta. Por ora, estou salva... ainda bem que ela não se preocupou em saber como o bebe foi parar la dentro! Já tenho que ir me preparando...por que essa hora vai chegar!

segunda-feira, 18 de abril de 2016

texto inacabado

Outro texto inacabado, que encontrei nos meus rascunhos, datado de inicio de janeiro de 2015

...

Na maioria das vezes você tem que fazer um esforço enorme para continuar no caminho que você julga certo. Aquele caminho que te traz um pouco de paz. Aprendi a sentir os sinais que minha consciência envia ou seria meu sexto sentido, não sei bem o que é,  algo interno que me direciona e nem sempre sou direcionada para aquilo que eu realmente gostaria,  eu vou ao encontro do que é mais correto.

Dar a outra face. Essa foi a minha descoberta interna mais importante nos últimos tempos, poucos sabem o poder de se dar a outra face, não é humilhante é libertador. Liberta-se por somente quem dá a outra face sabe que chegou ao seu limite e quando chega-se a esse limite, sabe-se que é o fim, que se fez o máximo que poderia ser feito.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

As faces de um não. (texto inacabado I)

[...]
-Onde tu anda?
-No mesmo lugar. Pq?
-Odeio quando tu some. Vamos almoçar juntos amanhã?
-Não e eu não sumi.
[...]
Mais um pequeno texto inacabado que encontrei no meu rascunho, data de março do ano passado. Meu caro amigo, meus nãos... desculpe, foram necessários, nossas vidas são enroladas demais pra gente se enrolar ainda mais!

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Texto inacabado

Um dos muitos textos que encontrei nos meus rascunhos, esse está datado em meados de junho do ano anterior. 

[...]

Novamente hoje me peguei chorando pelas coisas que me disse e pensei quantas outras vezes só nessa semana eu também chorei pelos mesmos motivos e como isso tudo é rotina na minha vida. Dói tanto cada palavra que elas nunca mais saem de mim. Ficam aqui presas e caem pelos cantos dos olhos.

Dias como hoje é que eu peço coragem a Deus, que ele me de forças pra me tirar dessa situação que se repete e eu vou deixando passar achando que amanhã vai melhorar. Eu sei que não vai, assim como a minha coragem não vem.

Vivo buscando a paz, por que não a tenho. Não tenho paz dentro da minha própria casa. Tu me lembra todos os dias minhas imperfeiçoes e por mais que eu me esforce ou ate mesmo tente ser menos imperfeita não é fácil agradar quem não ve seus próprios erros. Você a... (texto inacabado)

sábado, 9 de abril de 2016

As mesmas certezas, as mesmas dúvidas...

Estava ultra concentrada, ampliando uns desenhos, quando ela sentou na minha frente e começou a falar das decepções da vida. De inicio não estava afim de conversar, pensava apenas em terminar meu trabalho que estava ficando muito bom e eu estava com meu ego satisfeito, também não gostava dela, afinal ela já tentou me prejudicar, então me contive nas sequencias de "arram".

E ela continuava a falar... quando escuto que aquele dia era aniversário do filho dela, ai tudo bem em sequencia ela diz que também é dia da morte do pai dela,,, largo meu lápis, olho nos olhos dela e me compadeço, sento e dou a atenção que ela merecia. Falei pouco, ouvi muito...afinal a dor era toda dela.

Uma vida rodeada de perdas e ganhos em pequeno período de tempo, até o momento em que ela começou a falar do grande amor da vida dela, sim e não era o marido atual dela e muito menos o ex, pai dos filhos dela.

Um daqueles estranhos que entram na vida da gente e seguem. Uma história tão linda...e carregada de culpa. Ela carregava nos ombros, todas as duvidas e culpas de só quem tem uma grande paixão carrega. Tive a curiosidade de saber se o gajo mora na cidade, pensei na tristeza do coração dela em ter que cruzar com ele pelas esquinas, mas não... ele é um velho marinheiro que passa a maior tempo no mar... as palavras dela fixaram na minha cabeça.

",,,eu amo ele, e eu tenho toda a certeza do mundo que ele também me ama..."

O jogo do mais forte, do orgulho, das vaidades... e ela me diz que ela sonha com o dia em que eles vão ficar junto... mas é só um sonho, uma doce ilusão. Ele casou com outra, teve um filho...mas de vez em quando ela corta caminho e passa na frente da casa dela.

Por dentro eu sentia todas as dores dela e queria dizer a ela, que eu podia ser a pessoa que mais entendia, pois sofro das mesmas!

Vamos sonhar, enquanto esperamos o destino agir!