segunda-feira, 14 de junho de 2010

Histórias da Vida - Antônio Baduy Filho


Histórias da Vida - Antônio Baduy Filho

Peguei este livro há algumas semanas no Centro Espirita e foi lendo as históridas narradas que encontrei a minha paz e equilibrio interior que estavam perdidos em algum canto dentro de mim.

Mas a história que deu um "clique" em mim foi a que segue: (p.33-34)

Na hora do trabalho

O pobre homem estava deitado na calçada sob a marquise.
Cobria-se com trapos e jornais velhos.
Gemia de frio e fome, enquanto na rua o movimento declinava, batido pela chuva gelada.
De vez em vez, rogava em voz alta, suplicando o socorro de Deus.
Quando a nobre senhora o viu do carro que a transportava, sentiu imensa piedade. Desejou ajud=a-lo e logo entabulou conversa. Então, ficou sabendo que era sozinho no mundo.
Estava desempregado.
Tinha o estômago em tormentos.
A senhora dispôs-se logo a tomar providências.
Arranjou-lhe pouso seguro.
Conseguiu-lhe repasto substancioso.
Pagou-lhe pensão por algum tempo e dentro de uma semana o homem estava com emprego seguro e salário garantido.
Entretanto, vinte dias depois, sem noite quase semelhante àquela em que o conhecera, a benfeitora encontrou-o no mesmo lugar e nas mesmas condições.
Surpresa, indagou o que ocoorrera e ouviu queixas inúmeras.
O tutelado desentendera-se com o dono da pensão. Não suportava o chefe da oficina.
E terminou afirmando que não nascera pra ser escravo.


Quando o sofrimento das provações nos alcançam com angústia e dor, imploramos a misericórdia Divina. Condoídos de nossas agruras, os Mensageiros do Bem ocorrem a nosso chamado.
Sustentam-nos a fé.
Amparam-nos a coragem.
Reerguem-nos a esperança.
Contudo, logo que nos defrontamos com a disciplina e o trabalho, inventamos mil desculpas para fugir aos compromissos, retornando novamente às lamentações de miséria e desamparo.


Boa semana a todos...

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