sábado, 9 de abril de 2016

As mesmas certezas, as mesmas dúvidas...

Estava ultra concentrada, ampliando uns desenhos, quando ela sentou na minha frente e começou a falar das decepções da vida. De inicio não estava afim de conversar, pensava apenas em terminar meu trabalho que estava ficando muito bom e eu estava com meu ego satisfeito, também não gostava dela, afinal ela já tentou me prejudicar, então me contive nas sequencias de "arram".

E ela continuava a falar... quando escuto que aquele dia era aniversário do filho dela, ai tudo bem em sequencia ela diz que também é dia da morte do pai dela,,, largo meu lápis, olho nos olhos dela e me compadeço, sento e dou a atenção que ela merecia. Falei pouco, ouvi muito...afinal a dor era toda dela.

Uma vida rodeada de perdas e ganhos em pequeno período de tempo, até o momento em que ela começou a falar do grande amor da vida dela, sim e não era o marido atual dela e muito menos o ex, pai dos filhos dela.

Um daqueles estranhos que entram na vida da gente e seguem. Uma história tão linda...e carregada de culpa. Ela carregava nos ombros, todas as duvidas e culpas de só quem tem uma grande paixão carrega. Tive a curiosidade de saber se o gajo mora na cidade, pensei na tristeza do coração dela em ter que cruzar com ele pelas esquinas, mas não... ele é um velho marinheiro que passa a maior tempo no mar... as palavras dela fixaram na minha cabeça.

",,,eu amo ele, e eu tenho toda a certeza do mundo que ele também me ama..."

O jogo do mais forte, do orgulho, das vaidades... e ela me diz que ela sonha com o dia em que eles vão ficar junto... mas é só um sonho, uma doce ilusão. Ele casou com outra, teve um filho...mas de vez em quando ela corta caminho e passa na frente da casa dela.

Por dentro eu sentia todas as dores dela e queria dizer a ela, que eu podia ser a pessoa que mais entendia, pois sofro das mesmas!

Vamos sonhar, enquanto esperamos o destino agir!

2 comentários:

Asas Negras disse...

Uma teoria interessante. Apenas não é a minha. As vezes só temos de fechar portas pois elas não nos levam a lugar algum, as vezes temos de chutar a porta e fazer nosso destino. Talvez tudo dê errado, mas ainda prefiro saber que tudo esta uma droga por eu ter arriscado e errado que tudo estar uma merda e eu ficar pensando "e se"

Lucí disse...

Caro W. Faço parte das pessoas q fecham as portas pq sabem q não vai dar em lugar nenhum, mas não a tranco...pq o destino age sim e pode voltar a bater nela. Faço tudo o que depende de mim...o q não depende? O destino age.