sexta-feira, 3 de abril de 2015

Sexta-feira santa...

 
Você diz eu te amo e do outro lado do telefone um silencio...
Um e-mail sem resposta
Uma espera a olhar em um relógio que passa as horas..
 
Quem nunca.. a gente sabe o por que do silencio, o porque do e-mail sem resposta e também sabe que a pessoa não virá.
 
A gente sempre sabe, só não quer acreditar.

***

Somente agora me dei por conta do motivo do feriado, que para mim era só mais um, mas não, com certeza vai de me deixar com a boca amarga e os olhos marejados pelos cantos.
 
A gente se conheceu nesse mesmo feriado, a tanto tempo atrás que não faço questão de contar anos. Eu estava em casa quando ele me ligou. Ele dizia já saber meu endereço eu ingênua perguntei como.. ele disse que foi fácil, foi só procurar pelo numero de telefone na lista telefônica. Rimos, marcamos de nos encontrar em frente a igreja matriz 10 paras as duas. Engraçado como sempre gostei dessa hora, rimos mais um pouco.
 
Era uma sexta feira linda, sol já de inverno. Não estava quente, mas não estava muito frio. Vesti minha velha calça, um casaco preto e minha boina. Eu sabia muito bem onde estava indo, minha cidade, meu espaço. Sabia o melhor ângulo de observa-lo sem me notar, mas decidi chegar de frente, não queria brincar de esconde- esconde, estava ansiosa demais para isso.
 
Eu o vi, lá sentado nos degraus da igreja, que faz parte da minha historia da minha família, meu avo ajudou a construí-la, e aquelas pedras foram testemunhas do encontro que mudaria minha vida. Ele me viu, atravessou a rua e veio até mim.
 
Foi o inicio do fim.
 
(nos sabemos a resposta, só não queremos acreditar!)

***
 
E só para constar, eu peco o ano todo, então hoje é um dia normal...

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