sexta-feira, 25 de julho de 2008

Solidão opcional

Quando criança, estar sozinha era por não ter opção. Minha mãe era e é costureira, costurava em casa, em um quarto e como meu pai trabalhava o dia todo, meu irmão com diferença de 10 anos também. Era somente eu e ela. Então ela me mantinha aos seus olhos, eu não podia sair daquele quarto, era ali que eu passei maior parte da minha infância, até entrar na escola.

Em fase escolar, não fui a menina mais social. Na segunda série ganhei até um prêmio por ser aluna mais quieta da sala. Comportamento antagônico, pois fora da sala era e ainda sou conhecida pelo meu comportamento explosivo. Mesmo assim tinha muitos amigos. E ainda minha mãe me mantinha sobre seu controle, não podia brincar na casa de ninguém e muito menos na rua. Meu espaço dentro de casa, ampliou-se, além do quarto de costuras, podia usar a mesa da cozinha pra fazer minhas tarefas.

O tempo passou. Eu cresci. Hoje sou uma mulher que gosto de ser, estar sozinha, o que antes era imposição, hoje é opção. Gosto do silêncio, de fazer o que gosto a hora que quero. Não gosto de regras, rotina. Não gosto de barulho. É uma opção, não única, mas é a preferencial. O isolamento faz parte dos meus hábitos.

Sei que não é fácil compreender essa minha opção, quando a maioria das pessoas apreciam a vida em sociedade, e eu prefiro a companhia de um livro, da tv, da internet, do meu gato Cascão.

Preciso isolar-me pra fazer o que mais gosto, conversar comigo mesma. Resolver-me. Pensar.

Estar sozinha, querer estar sozinha, não significa que eu não ame, não viva, que eu não goste das pessoas, eu apenas tenho um jeito diferente de demonstrar meu afeto, podem ter certeza que nos meus momentos de convívio interno dediquei muitos pensamentos as pessoas que eu tenho consideração.

3 comentários:

Dora disse...

Lucí!!! Achei!!! Bom ter você de volta. Muito mesmo. Sobre o post, eu sempre fui aquela que mais fazia travessuras, fui criada (digo assim, porque 13 anos enfiada na mesma escola e só saindo ao fim do dia... morava mais lá do que em casa) cheia de freiras ao meu redor. Apesar disso, não era mal criada com elas, as travessuras não tinham a ver com elas. Tanto que em muitas elas me encobriam...rs rs rs rs... junto com meu pai. Minha mãe até hoje não entende a razão. Mas vai ver que sou muito carismática...kkkkkkkkkkkk... vai saber, né?!
Ficar sozinha também me agrada. Tanto que às vezes me acho um eremita...
Cheiro grande, florzinha blogueira. Saudades de você.

Dora disse...

Mais uma coisinha... a história do weblogger... que pena você ter perdido tantas coisas marcantes. Se eu soubesse que você não sabia, teria guardado o que tinha lá pra você, viu?! Cheiro (de novo) e bom fim de semana.

Youko disse...

Olá Lucí..
Eu acho que pra mim é mais dificil compreender, mas te entendo, nao sei como rsrs..
Eu sou quieta enquanto ainda nao conheço as pessoas, mas depois sou totalmente entregue..
Talvez por isso eu seja falante assim..
Mas, sempre eh bom ficar sozinha em algum momento.
Um beijoo..
^^