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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Só as vezes...

Eu acordo todos os dias as 5h! Levanto da cama, o dia ainda está nascendo. Vou ao banheiro, faço xixi, olho para o espelho e a cara amassada com todo o sono do mundo nas costas. Troco minha camisola por um conjunto confortável de moletom. Desço as escadas, coloco a ração e troco a água da Pink e do Cascão. Tomo um copo de iogurte e saio. O dia ainda amanhece, ando..ando..ando, o silencio me acompanha. Respiro ar puro e penso em tudo, penso em nada. Pelas mesmas ruas...
 
Depois de meia hora volto pra casa. Como uma banana, volto a subir, pego uma roupa, vou para o chuveiro, deixo a água quente cair no corpo, fecho os olhos e penso..penso...penso. Saio do banho, me seco, passo creme, escovo os dentes, coloco a roupa, faço um rabo de cavalo no cabelo, passo protetor solar no rosto, pinto minhas sobrancelhas, passo rímel e batom. Estou pronta?! Não.
 
Saponildo acorda...Arrumo a cama.
 
Vou até o quarto da Lígia. Acordo ela, faço sua higiene, coloco roupa, arrumo o seu cabelo. Descemos todos juntos, eles tomam café, eu dou uma olhada nos e-mails, recados e qualquer forma de comunicação on line, escuto o jornal da manhã, presto atenção no cara da meteorologia.
 
Saponildo tira o carro da garagem, enquanto pego as bolsas, ele coloca a Lígia na cadeirinha. Saímos pro mundo, cada um para a sua própria vida.
 
Trabalho...trabalho, sorrio, converso...penso..penso... tomo café. Não meu caro, eu não tomo café, como uma fruta. Trabalho..trabalho... penso..penso e vou para o almoço. Como, converso, observo, escuto e falo.
 
Saio do trabalho. Chego em casa, como uma fruta, coloco roupa na máquina, coloco louça na máquina. Subo, organizo o que precisa. Desço organizo o que precisa. Uma vez por semana passo aspirador e pano e tiro o pó.
 
Sento no sofá. Assisto Law & Order. Saio buscar a Lígia. Andamos, as vezes de carro, as vezes a pé, depende do animo, depende do tempo. Chegamos em casa, alimento ela... subo com ela pro banho, dou banho nela, troco a roupa, seco cabelo, passo creme, talco, deixo-a linda e cheirosa.
 
Desço, coloco ela na sala, ligo a Tv nos desenhos que ela gosta. Vou a cozinha, preparo o jantar.
 
Saponildo chega.
 
Jantamos, conversamos, as vezes discutimos alto, as vezes discutimos em silencio. Depois da janta, temos tempo livre para cada um fazer o que gosta, ver novela, filme, jogo... a Lígia brinca. Tomamos chá. Ela dorme. Ele a leva no colo pra cama. Eu vou para o banho, leio um pouco e durmo. Por que no outro dia, começa tudo novamente.
 
Finais de semana. Sábado é dia de compras, passeio e domingo é o dia da preguiça, do descanço e de comer chocolate e pipoca vendo filme.
 
Caro (a) Anonimo (a), será que eu preciso mesmo de um psiquiatra?
 
O que todos veem, o que eu represento para todo mundo, não importa!
O importante é o que eu escrevo aqui, onde meu pensamento é livre e eu sou livre!
 
As vezes eu não durmo bem, as vezes eu não como direito, só as vezes... o importante é que eu não desisto de viver a vida! E se as vezes eu fico triste, é pq eu tbm fico feliz as vezes...

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A paz perdida...

Inicio e termino a semana fechada dentro de mim. Mais uma vez ele estrega e rouba a pouca felicidade que eu ainda consigo despertar. Fechei-me novamente e o mundo voltou a ser nublado como esses dias que se passaram.
 
Não estou disponível para ninguém, nem para conversas, nem para sorrisos, novamente a nuvem de tristeza paira sobre mim e as vezes não se precisava muito, somente um pouco de compreensão.
 
Eu apenas tento e desisto.
 
Passei a semana desmotivada, que se realmente eu pudesse eu abandonaria qualquer coisa pra dormir por dias no meu quarto escuro. Se estou em casa, não tenho vontade de ir para o trabalho e quando lá estou, não quero voltar para casa.
 
Minha língua destilou palavras avulsas, frias e mecânicas a quem insistiu em tentar um dialogo.
Não, eu não queria conversar.
Eu não quero atender telefone, e eu não atendo.
 
Eu apenas estou triste.
Desanimada.
Apenas queria ficar só.
 
 
Só, eu sei que nunca mais serei.

domingo, 6 de setembro de 2015

feriadinho..

Eu sou aquela que entra na segunda já pensando na sexta. Final de semana significa sair da rotina, dormir até um pouco mais tarde, comer sem pressa. Significa mais tempo juntos, mais sorrisos, mais brigas e mais ou menos de tudo que durantes a semana não dá.
 
Os dias voam na mesma intensidade com que o final de semana termina. Então quando o calendário aponta um feriado não tem como sorrir em dobro, vai sobrar tempo e ao mesmo tempo irá faltar dias pra descansar, passear.
 
Não nesse feriado. A chuva nos escolheu e continua a chover. Frio e umidade, o que resta é os três entocados em casa, oras comendo, oras brigando, oras gargalhando...oras vivendo. Vivendo felizes.
 
Acho que é isso, a vida anda boa, anda tranquila, passando a passos largos.
 
Eu ainda estou com medo de acordar.
 
Por favor, feche a porta e me deixe dormir um pouco mais.
 
A vida pode ser doce, olhe para dentro de si e procure coisas bonitas... todo mundo tem um lado bom e outro nem tanto.
 
E eu poderia escrever em Código Morse... mas pra que?! Eu nunca me senti tão livre...
 
Livre de mim mesma!