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terça-feira, 29 de outubro de 2013

...na linha do tempo...

As vezes dá vontade de desacelerar a vida. Ficar atoa. Passar o tempo sem pensar que se está perdendo tempo. Ela já está com quase 8 meses, dorme o sono dos anjos que o tempo ainda lhe permite, sei que ao acordar vai me presentear com um belo sorriso e um olhar cheio de inocência.
Esse ano voou. Tenho a sensação que o dia passa que eu nem sinto.  É de manhã, logo será noite, e um novo dia recomeça. Uma única verdade, não tenho tempo. Meu dia é rigorosamente cronometrado, mas dou conta de tudo e esse tudo eu dou conta. Tento ser boa o suficiente, boa mãe, boa esposa.. acho que estou conseguindo.
Ainda tem o trabalho, já ouvi tantas besteiras sobre isso, só tenho uma coisa a dizer: “ – Trabalho por que gosto de dinheiro. Gosto do meu dinheiro, seja ele pra ficar no banco e eu só olhar o saldo e ficar satisfeita ou pra eu comprar o que eu bem entender com ele, sem precisar pedir a ninguém, muito menos pra marido.”
 
As coisas já se encaixaram, tudo sincronizado. Tanto que já deu pra pensar e fazer besteiras, que talvez um dia eu as desabafe por ai. As unhas continuam roídas, os cabelos por fazer, os quilos alguns permanecem em mim, mas por dentro calmaria
 
O temperamento ainda o mesmo, não atinjo o tão esperado equilíbrio. A doçura ainda se faz presente assim como a pimenta. Decepcionada com a maioria das pessoas, acho que voltei a ser eu mesma, talvez um dia eu conte por que sou assim esse bicho do mato, pois descobri os motivos revirando o passado, como já disse antes, lembro que nem sempre fui assim, mas também deixei de lutar contra.
O destino gosta de brincar comigo, traz o passado. Bate na minha porta. Isso não foi muito
legal. Respostas.
Vou dizer

Que nessas frases tem um pouco de nós dois
Que não deixamos o agora pra depois
Quando te vejo eu me sinto tão completo
Por onde eu vou

E nesses traços vou tentando descrever
Que mil palavras é tão pouco pra dizer
Que um sentimento muda tudo
Muda o mundo
Isso é o amor
(Na linha do tempo - Victor e Leo)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Lembrei...

Hoje lembrei do meu pai, senti uma dorzinha la no fundo do peito. Lembrar dele não seria nenhuma novidade se isso agora acontecesse com maior raridade. Levantei cedo, o dia estava pedindo, sol e calor. Coloquei roupa na máquina. Aqueci água para um café. Dois momentos raros, acordar cedo e tomar café. Enquanto tomava café observava o sol que entrava pela porta da cozinha. Que dia lindo! Lígia ainda dormia, um raro momento de intimidade comigo mesma.
 
Lembrei dele, em meio a degustação daquele café mais frio do que quente. Lembrei do sorriso, o sorriso dela sempre me lembra a ele. Pensei, pensei em tudo o que aconteceu, deu saudades, mas uma saudade de quem já se acostumou a sentir e sabe que não tem jeito.
 
Infelizmente de perfeito ele não tinha nada, mas e quem é...?

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Sonhos já sonhados...

Chegava em casa, cansada do trabalho, largava as coisas em cima do sofá... escuto risinhos de meninas, elas estavam cantando e dançando, havia uma música baixa de fundo não identificada por mim. Ela corre ao meu encontro, me abraça e aponta para a sua amiguinha. Olho perplexa, a reconheci imediatamente, ela sorri com os olhos...a única coisa que me vinha a mente "como ela chegou até aqui? onde elas se conheceram?".
 
Levei minha menina até o banheiro dela. Rosa lindo, posso visualizar cada detalhe ao fechar os olhos, sentei com ela e perguntei quem era a amiguinha dela. Ela me olhou com os olhos tristes: "Você não gostou dela mamãe?" Como explicar a ela que elas não deveriam ser amigas? Não tive coragem. Apenas perguntei quem vinha busca-la e ela me diz que era o pai dela e ele ja deveria estar chegando.
 
A campainha toca, abro a porta, sim era ele. A minha esperança é que ele não me reconhecesse, o jeito era agir normalmente... quando entrego a menina, ele sai vira as costas e parecia sair, derrepente se vira e ia dizer alguma coisa.
 
Eu acordei.