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sábado, 5 de novembro de 2011

Dewey - Um gato entre livros

Um dia desses, passando pelos corredores da biblioteca municipal, sem nenhum foco, somente a procura de um livro qualquer que chamasse minha atenção. Sim por que eu não vou a biblioteca com pré listas de livros, por que o que eu gosto mesmo é de andar pelos corredores e ser achada por algum livro, por que foi assim que já li os melhores livros até hoje, os livros que me acharam.

Foi assim com Dewey -  Um gato entre livros, passando avistei a capa, aquele lindo gatinho, foi amor a primeira vista, o livro só poderia ser bom, unia animais e livros, minhas duas paixões.

O livro realmente me surpreendeu, mesmo eu gostando de animais, eu evito ler livros e ver filmes sobre eles, por que geralmente são histórias bem tristes. A de Dewey, começou bem triste, pois ele foi abandonado em uma caixa coletora de livros em uma madrugada fria, mas parou por ai, a escritora teve a sensibilidade de contar somente coisas bonitas e quem tem gato tão logo se identificou com tudo, pelas atitudes semelhantes típicas de todos felinos.

Como era de se esperar na metade do livro eu mesma já estava esperando o pior, por que é sempre assim, mas ela manteve o tom e Dewey morreu com dignidade, não ouve apelo emocional, não me senti mal ao terminar o livro, como geralmente me sinto, quando li outros do mesmo genero, a carga emocional foi contida.

E pra quem não lembra também sou a dona do Cascão, que também adora dormir em cima da minha impressora, de jogar minhas canetas pelo chão, de amar ver a água sair da torneira, de dormir no sol, se esfregar na planta de erva gato, de dormir em cima da roupa da gente e encher de pelo, aquele que ama a sua caixa de areia com areia nova. Acredito que todos que já tiveram uma relação incondicional com gatos, viram em seus bichanos um pouco de Dewey e compreenderam o amor da escritora por ele.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Reencontros

Toda vez que tenho que voltar ao campus em que cursei a minha antiga faculdade, da um frio enorme na barriga, da medo. Medo de reencontros, de ter que me explicar. Não tem jeito, é só lá que tem o melhor e mais barato xerox da cidade, não tem como fugir.

Lá me fui ontem, já na entrada do estacionamento, uma voz atras de mim... "Ei, psiu, o que tem feito? Faz tempo que nao te vejo mais!" Eu queria enfiar minha cabeça no buraco, "o tempo que nao te vejo mais" é igual a anos! Preferi fingir que nao era comigo, mas a mulher nao sossegou e refez a pergunta atras de mim.

Tive que parar, dar explicações e ela era a senhora da papelaria, pq será que senhoras de papelarias nao me esquecem???

Na metade do caminho, reencontro meu professor, antigo tutor de estagio, que foi o periodo em que parei e "seu madruga" na hora me reconheceu e me fez cobranças. Enquanto ele me fazia perguntas, surge um colega que hoje é professor do mesmo curso, tive que parar alguns minutos pra conversar e mais explicações... e me fui em direção ao xerox.

No xerox, o carinha que trabalha lá a anos, tbm me fez perguntas...

E eu que só queria tirar umas 200 copias e nao via a hora de sair de lá! Mas é bom saber que apesar dos anos, percebo que notaram a minha ausencia, que me senti querida e acolhida naquele lugar que um dia foi meu sonho, nao digo que nao voltarei mais, que eu desisti, mas no momento minha vida segue outro rumo, quem sabe um dia eu volte a terminar o curso...

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

...

Ainda procurando pela paz perdida. Passei da fase do desanimo para a raiva e agora veio a tristeza. Vai passar. O problema é que eu sempre espero demais das pessoas, espero ser compreendida, espero dos outros a mesma atitude que eu teria. E eu sei que ninguém é igual a ninguém e isso me entristece.

Odeio gente fofoqueira. Pior que nem dá pra dizer que é por falta do que fazer, por que tem gente que tem muito o que fazer e mesmo assim sente prazer em fazer fofoca.

Sei lá, com o final de ano se aproximando é tempo de se pensar que com a chegada do Ano Novo tudo se resolva, tudo passa, a renovação de esperança.