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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Uma conversa de telefone...

Sabe quando acontecem coisas que você não entende? Foi o dia de ontem. Eu estava um pouco surtada por uma dor de estômago e por outras coisas a mais.

Estava eu já recolhida na minha nave especial, não é espacial, é especial mesmo, (quarto) quando escuto o chato do telefone tocar, já era um pouco tarde, estava eu vendo minha adorava novela "Poder Paralelo" (o que é aquele Tony?? Momento tiete: Lindo.. lindooo!). O telefone rouco toca, toca, Saponildo atende (não existe pessoa mais antipática no telefone do que ele!)

Ele: Han, Arram, tá. O Dona Lucí, é pra ti e não sei quem é.

Eu:  Alô... (quem me incomoda na hora da novela?)
A voz: Oiiii Luuuu! (fingindo saudades!)

Eu: Oiii (com aquela voz de quem não sabe quem é a louca que me liga aquela hora da noite se achando minha amiga intima).
A voz: É a Roooo (explicando quem era por que percebeu que não foi reconhecida!)

Eu: Oiii Ro.. quanto tempo! (aquele jeito de quem quer que desligue logo, por que está sem paciência)
A voz: Oi, Lu.. liguei só pra saber como vc está e bla bla bla (tentando ser rápida e explicando os motivos que levariam ela me ligar depois de meses, somente tentando me enrolar).

Eu: Pois é.... (o tipo de coisa que se diz quando não tem assunto!)
A voz:  E aí, mora no mesmo lugar? ou já se mudou? (agora chegando no assunto que a levou a me ligar)

Eu: Sim, ainda continuo morando no mesmo lugar que vc veio da última vez. (termina logo, pô! a novela vai terminar, eu quero ver se vão salvar o Kalide)
A voz: É que alguém me falou que vc ia embora (fofoca de plantão)

Eu: Hãaa?? Quem te falou isso? (já interessada na fofoca)
A voz: Um passarinho verde... (inserindo animais para não dar nomes aos bois, ou vacas?)

Eu: Pra onde? (dando corda pra fofoqueira)
A voz: Pra Curitiba.. (chutando um lugar qualquer por que não queria se passar por mal informada!)

Eu: Então esse passarinho verde te mentiu (cortando e encerrando a fofoca...)
A voz: tu tu tu tu tu (caiu a ligação)

Caiu? Coincidência ou não...
Eu fiquei aqui pensando em tudo isso.

Eu ainda não comentei com ninguém, na verdade já foi comentado com 3 pessoas, que eu vou voltar para o RS, no final do ano. Eu me pergunto, quem contou a ela? ou ela ligou jogando uns verdes? Noticias voam, tenho que tomar cuidado até com o que eu penso!

Essas coisas só acontecem comigo e bem na hora da minha novela!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Doidas e Santas

Doidas e Santas - Martha Medeiros

Mais um livro que li no final do ano que passou. Simplesmente é um show de cultura, variedades, humor.

O livro reúne várias crônicas da autora. Ótimo. Esse eu indico.Tem para todo o tipo de gosto.

Já falei que um dos meus estilos que mais aprecio ler são as crônicas? Entre tantas crônicas fantásticas eu escolhi apenas uma para dar uma amostrinha do que eu li no livro.

Lúcifer e os Lúcidos

"Lúcido deve ser parente de Lúcifer
a faculdade de ver deve ser coisa do demônio
lucidez custa os olhos da cara."

Estou embriagada pelos novos poemas de Viviane Mosé. Esta é só uma palhinha de Pensamento chão, um livro essencial nesses tempos em que já sabemos que certos políticos nunca circulam de Rolex por aí, já sabemos que o verão vai ser sufocante e só nos resta olhar um pouco para dentro de nós, o único lugar onde ainda encontramos alguma novidade.

Essa visão inusitada que Viviane nos oferece sobre lucidez, por exemplo, é um convite para a reflexão. Em tempos insanos, de tanta gente maluca por vaidade, maluca por juventude, maluca por dinheiro, maluca por poder, os lúcidos destacam-se pela raridade. São aqueles que não inventam personagens de si mesmos, não se trapaceiam, não criam fantasias, ao contrário: se comprometem com a verdade. E se envolver assim com a transparência dos fatos requer uma integridade diabólica. Para olhar o bicho nos olhos é preciso ser bicho também. Enfrentar a verdade é quase um ato de selvageria.

Mas que verdade é essa, afinal? É aí que o demônio apresenta sua conta, pois o lúcido, tem que se confrontar com uma verdade desestabilizadora: a de que não existe verdade absoluta. Nossos pensamentos não estacionam, nossos desejos variam, o certo e o errado flertam um com o outro, não há permanência, tudo é provisório, e buscar um porto seguro é antecipar o fim: a única segurança está na morte, será ela nosso único endereço definitivo. Durante o percurso da vida, tudo é movimento, surpresa e sorte.

O lúcido faz parte do time - cada vez mais desfalcado- dos que se desesperam como todo mundo, porém de um modo mais íntimo e refinado. O lúcido organiza sua loucura, acondiciona o que está solto no ar, interliga várias ideias independentes para que, agarradas umas nas outras, não se dispersem, estejam ao alcance da mente. Quanto mais o lúcido pensa, mais percebe que a lucidez plena não existe, o que existe são suposições, algumas até coerentes, e que nos mantêm no eixo. Lúcido é aquele que sabe que lucidez é uma falácia*, e não pira com isso. Recebe a conta das mãos do demônio, calcula os ganhos e os prejuízos, e paga. Custa sim, Viviane, os olhos da cara, esse vício de pensar e repensar, pensar e compensar, pensar, pensar pensar e morrer do mesmo jeito. Por isso achei tão interessante seu poema. Você matou a charada: Lúcifer é uma espécie de padroeiro dos lúcidos - e lúcido é só um outro nome para louco. O louco que tem a cabeça no lugar demais.

Martha Medeiros - 14 de outubro de 2007

*Falácia: Daquele que é falaz- enganador, fraudulento, ilusório.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

História de Pedro e Alice...

Poderia ser a minha história? Sim poderia.
Poderia ser a tua história? Talvez.

Quem nunca passou por uma situação assim, apaixonar-se ou no mínimo sentir um encatamento por um total estranho que conheceu através dessa tela que nos separa? Que atire a primeira tecla e de um enter!

Essa é a história de Alice e Pedro.
E como o autor ontem mesmo me disse "tudo isso só vai ter sentido se for divulgado em massa".

Querem acompanhar tudo? Como tudo começou?
A única coisa que posso dizer que cada de um de nós identifica-se com alguma parte disso tudo.





Meninas reparem nesses olhos, Alice tem sorte ou não?

Quem gostar, pode ajudar a divulgar. História real .É ímpossível não se encantar com tudo!

Fragmento do texto: eu não te pedirei em casamento
Você dormiu todos esses anos e eu aprendi sobre ti até sobre o tamanho dos dedos. Eu te conheço Alice. Nós nos conhecemos e nos equilibramos. E aqui do outro lado do lago, eu olho pra você e e você olha pro lado sempre agindo da mesma maneira. E dessa vez eu pensei que seria diferente. Aqui do outro lado do lago eu durmo escrevendo sobre você e sei que com essa intensidade toda guardada no meio do peito, no vento que te invade as pernas, você não gosta dessa distância toda. Mas porque você não diminui de tamanho, sobe numa folha e voa pra esse lado? Porque não faz um sutil movimento pra diminui-la?
Mais do texto e de tudo o que você se interessou *AQUI*