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terça-feira, 28 de maio de 2013

dos surtos nao entendidos.

A verdade é que não sei o que deve ficar e o que deve ir embora. Estou em crise novamente ou é falta de ocupar a cabeça com algo que me ocupe realmente, além de choro de uma pequena criança cheia de vontade e mimos.
 
Ando a ponto de surtar novamente, digo novamente por que andei a surtar a uns tempos atras ai. Abro o guarda-roupas e tenho vontade de pegar tudo o que tem ali dentro e jogar fora e comprar tudo novo. E por que nao o faço? Por que ainda nao surtei totalmente, as coisas ainda estão ao meu controle, mas de fato ando com essa vontade, é quase uma obsessão toda vez que vou pegar uma roupa... é infantil demais, velha demais, grande demais, pequena demais, madura demais, parece que eu me perdi e nao sei mais me vestir, ando a implicar ate com meus pijamas.
 
O mesmo acontece com a casa.
 
O mesmo acontece com a internet.
 
O mesmo acontece com as pessoas.
 
Sim. Eu já cheguei a conclusão que o problema sou eu, por isso tento me controlar. Não sei o que está gerando essa insatisfação com tudo, mas me sinto assim.Tudo o que tenho vontade de fazer, nao posso, nao consigo, tenho que adiar ou tenho que fazer picado. Nao posso tomar uma banho decente, fazer uma refeição ou antender o telefone, sem aquele choro ansioso que parece que adivinha as horas que estou ocupada ou com vontade de fazer algo alem de ser mae.
 
Nao sei quando tudo isso vai passar, quando tudo voltará ao normal. Sinto uma fome voraz e um sono que me consome, minha casa ta limpa demais e organizada demais. Nao li nenhum livro esse ano, na verdade nao fiz nada...
 
Algo nao vai bem no mundinho de Lucí.
 
Preciso de um animo que eu nao sei de onde tirar, tem mais coisas por baixo do tapete do que eu quero realmente falar. Enquanto algumas coisas se encaixam enquanto outras perdem o rumo.
 
O que eu penso realmente?
 
É que estou assim, pq estou me esforçando para entrar nos moldes esperados pela sociedade e toda vez que tento fazer o que todo mundo acha que é certo, eu acabo surtando (mais cedo ou mais tarde). Fico me esforçando para conviver com as familias. Ser o que dizem ser uma boa esposa, mae. Vestir-me como alguem para minha idade, me alimentar em horarios regulares e normais e dormir tbm.
 
Ca estou eu, sabendo e prevendo mais uma crise..

Editado; Da pra alguem dizer pra ela que eu nao sei quem é, e nao sei onde está o tal de né...

Né..nhé...né... nhé... (isso dava ate um funk daqueles bem vagabundos!)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Sobre música...


 
Não sou uma pessoa entendida em música e muito menos o tipo de pessoa movida a música. Passo dias sem ouvir nada, na verdade na maioria do tempo prefiro o silêncio, música pra mim é sinônimo de barulho e raras as exceções não fico incomodada.
 
O clique gerador desse post sobre música, foi que um dia desses vendo Malhação (sim, eu vejo Malhação desde que Malhação é Malhação e pasmem, eu gosto!) mas retornando, estava eu assistindo a novelinha adolescente, quando já nem lembro mais o por que, apareceu uma participação do cantor Leoni, cantando a música "Porque não eu". Bom, se alguém das antigas está a ler por aqui, essa música foi tema, do meu primeiro blog e fazia fundo (no tempo em que se colocava música nos blogs). Eu gostava bastante dela, nesses casos, não enjoo da música.
 
Mas onde eu quero chegar com esse bla bla...? O que eu já andava a perceber, não somente na Malhação mas em outras novelas e programas, essas regravações das músicas, anos 80, 90.. isso é tão aceitável para a nossa geração toda essa nostalgia, ver todos os dias Léo Jaime na Malhação cantando desde Legião Urbana a Sandra de Sá, só me leva a um questionamento..
 
Os cantores dessa geração não agradam nem a eles mesmo, que se faz necessário um resgate musical pra ensinar a eles o que era o cenário do pop rock nacional,antes mesmo dessa turminha nascer, era tão bom, tão bom, que é contemporaneo e agrada a todos, até eu.

sábado, 18 de maio de 2013

Ali...

Tenho pensado muito sobre caminhos, escolhas e sobre minha relação pessoal com as pessoas ou a falta dessa minha relação.
 
Tento, mas não consigo. Endureci. É assim que me sinto, fria. Um tempo atrás ai, eu achei que estava mais doce, tolerante, apenas alarme falso. A única certeza é que em alguma fase da minha vida eu permiti que meu coração congelasse.
 
Fez um ano que havia retornado a terrinha. Agora foi diferente, um olhar diferente, uma busca e senti que definitivamente aquele não é meu lugar, permiti novamente que o frio congelasse meu coração, são as tristes lembranças que a cidade me traz, não vi em nenhum rosto, sinais conhecidos. Todos estranhos pra mim. Por que?
 
Por que pra mim eu conto nos dedos das mãos as pessoas que entraram na minha vida e permaneceram nela. E eu não sei por que sou assim, mas voltando a terrinha, lembrei que não nasci assim, um dia eu fui diferente, que eu cultivava amizades, eu só não sei onde e quando eu mudei, mas lembro que me tornei assim enquanto estive la, e a culpo por parte disso.
 
Eu fui a historia que todos diziam que ia dar errado, mas fui a única que deu certo. Pensei muito nesse olhar critico que as pessoas tinham sobre mim e não faziam nem questão de esconder. Quando ainda criança fui encaminhada para psicologa e taxada por louca por toda a família, pobres ignorantes, loucos eram eles, com valores morais distorcidos, eu era apenas uma inocente.
 
A vergonha ainda presente. Vergonha das coisas que meu pai fazia, e nem pensava em esconder, fazia ali pra quem quiser ver e comentar, sem pensar em todo mal que fazia a família e as crateras que nasciam em meu coração, que se transformaram no abismo entre nos.
 
Nos amores que não deram certo, que nasceram ali, entre olhares numa rua, que acabou em uma delegacia de policia e por fim um mal entendido desfeito, porem injustificavel, que os anos levaram as magoas, porem o passado nunca mais vai se apagar e pior nem se refazer.
 
Aquela amiga que sentava no meio fio da calçada, que riamos e sonhávamos, a mesma que está sozinha, rotulada, mas que ainda ri e ainda sonha e que foi capaz de perdoar a minha ausência por todos esses anos e me receber como se a última conversa fosse no dia anterior.
 
A escola, grande.. aquela em que por dias, semanas e meses, desenhei meus sonhos e escrevi meu futuro, mas nada que desejei ali se concretizou, a única vontade que nasceu naqueles bancos é que um dia eu sairia daquela cidade. Eu saí!