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domingo, 31 de outubro de 2010

Feriadão

Hoje resolvi assistir ao Tropa de Elite 2. E não me decepcionei. Achei extraordinário, show de bola, fascinante a forma como foi abordada a política no filme. Tentando explicar o emaranhado de maracutaia e corrupção que forma o nosso país. E como quem quer mudar, acaba sendo mudado ou excluído (o caso do filme) do sistema.

Obra prima nacional. Excelente filme! Assim com o o primeiro, saí fascinado com o segundo. Sensacional!

Durante a sessão (iniciada as 18:10), meu telefone toca duas vezes: meu padrinho (Vereador e secretário de trânsito de uma cidade da região metropolitana de POA); olhei no relógio e eram 19 e posteriormente 19:45. Como ele é do PT (nós raramente discutimos política porque ele sabe minha posição partidária), imaginei do que se tratava, e tentei relaxar e curtir o final do filme.

Ainda na sala do cinema, ao final do filme, o celular toca denovo: minha mãe. Atendi. Perguntou se eu estava bem, se iria "aparecer por lá" (leia-se pousar lá) e se lamentou pelo resultado da eleição. Perguntei os percentuais e ela me falou, e ainda complementou me contando que obtivemos mais de 20% de abstenção.

Nada de errado, vivemos numa democracia. Já fora da sala, o padrinho denovo... Atendi, ele comemorando ainda (provavelmente em algum comitê) me convida para um churrasco de comemoração, afinal apesar de ser totalmente contra os métodos/sistema/ideologias do PT eu sempre o apoiei nas suas campanhas e conheço praticamente todo o pessoal da prefeitura. Agradeci o convite, parabenizei ele (afinal, vivemos numa democracia) e reclinei, vim para casa.

Com alguma coisa entalada na garganta (mentes poluídas...). Depois de ver o filme, receber a notícia de que uma mulher (mulher??) sem nenhuma experiência no executivo (a experiência mais próxima dela foi como secretária de finanças de POA e largou a prefeitura quebrada) foi eleita por um legado de outro presidente.

Não serei hipócrita dizendo que a vida não melhorou. Melhorou, sim! E muito. Mas o que ninguém percebe é que, por exemplo, vocês só estão lendo este POST porque tem Internet, e só tem Internet porque as teles foram privatizadas um dia. Ou hoje pagariam ainda R$ 4 mil reais por uma linha telefônica e um serviço porco (os serviços ainda são ruins, pois as agências não regulam porra nenhuma, mas pelo menos HÁ O SERVIÇO). Melhorou porque houve um plano econômico favorável a evolução e crescimento do país.

Mas me indigno demais em saber que o povo a elegeu porque "a vida melhorou". Brasileiro não tem vergonha na cara. Não interessa se o governo rouba, mata, espiona. Se a vida melhorou, mantenham eles no poder. O resto que se foda!

Cada povo tem os governantes que merecem. E é por isso que vivemos num país de terceiro mundo.

Já falei demais em política aqui e tenho quase certeza de que vou tomar um puxão de orelha de tia Lucí. Mas tava entalado...

Grande beijo a todos e um ótimo início de semana!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

quietinha?

Minha falta ou sobra de concentração é um grande problema para mim. Ou eu tenho pouca ou quase nenhuma ou eu entro em um estado de "hipnose".

Geralmente quando eu preciso ler algo (que nao goste, mas sou obrigada) tudo me incomoda, é o barulho, é o vento na cortina, é claridade que é pouca ou demais, o conforto do lugar.

O contrário acontece quando estou fazendo alguma atividade que eu goste muito, algum assunto interessante no computador por exemplo, algum livro que está me envolvendo, eu simplesmente não consigo desviar a minha atenção, é como se eu me perdesse, geralmente eu escuto tudo a minha volta, mas nada me incomoda e quando estou nesses momentos, quem convive comigo sabe que não adianta falar comigo, por que eu não vou responder, e tem gente que anda se aproveitando dessa particularidade minha.

Ontem a noite após a janta, fui terminar uns desenhos que estavam inacabados e apesar de ser uma atividade obrigatória a se fazer, eu sinto muito prazer em ilustrar, reuni o material e comecei, estava me deliciando com o resultado e entrei no estado hipnotico.

Saponildo se aproxima da mesa, puxa a cadeira e começa a falar, falar....falar..falar... e eu ouvindo, mas por mais que eu queira é mais forte do que eu, eu nao consigo falar, é como se eu ficasse muda.

Ai ele começa, olha.. esse final de semana eu vou trabalhar e etc.. e tals... e eu ouvindo.

Ele sai, vai pro quarto ver tv.

Depois de quase meia hora eu termino o que estava fazendo e grito:

"-Eu não quero que você trabalhe esse final de semana!".

Ele da um pulo da cama e sai todo abobalhado... "mas vc concordou!".

Eu:

"Não querido! Não é por que eu estou quietinha que eu estou concordando!

No fim, isso ainda deu boas risadas e virou o bordão da vez!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010