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domingo, 25 de abril de 2010

...de tudo um pouco...

Casa nova, casa não, apartamento.
Pequeno, sacada grande, paredes brancas (alguém ai sabe que eu não gosto de branco?)

Cascão de boa. Come, dorme, brinca e tem seus momentos instaveis em que mia e olha pra cima.

Uma nova gripe. Já estou vacinada contra a tal gripe.

Já comi um folhado... (alguém ai sabe que eu amo folhados?)

É domingo... o tempo está passando rápido demais.
Minhas ausências são necessárias.

Falta-me paciência com as pessoas. Desculpem-me.
Ando arisca... e com a língua afiada.
Prefiro a me afastar do que me arrepender do que falo, escrevo ou até ouço..

(alguém aí sabe que eu sou impulsiva e tagarela?)...

Ninguém sabe de nada.
Sou uma caixa cheia de segredos. Estou me cansando disso.

Não aguento mais ser essa explosão de fragmentos, quero ser inteira.

Sinto falta de muita coisa, acredito sentir falta de muita gente.

Acredito?

É.

Digo que acredito por que sei que é apenas uma sensação, sou egoista demais pra sentir falta dessas pessoas, uma verdadeira Caixa de Pandora...

Esperança, onde está você...?

♪..

Lenine - Paciência

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma

A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa

A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós

Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?

A vida é tão rara
Tão rara...

sexta-feira, 26 de março de 2010

Mais uma mudança...

Eu era acostumada a dizer: "Eu gosto de quem gosta de animais, por que sei que são pessoas boas."

Retiro o que dizia. Reformulei o meu conceito sobre a relação de quem gosta de animais e sua possível bondade.

"Eu gosto de pessoas que gostam de TODOS os animais, não somente os seus."

Mas isso é tão dificil de descobrir, e sinceramente eu preferia não ter feito essa descoberta.

É o motivo da minha mudança, a ignorância e a maldade de quem quer nosso dinheiro mas não quer o nosso bicho e é capaz de fazer qualquer coisa para isso.

Explicando os fatos:

No inicio da semana passada, Cascão aparece em casa com a cabeça ensanguentada, com as orelhas mutiladas. De inicio a gente sempre pensa que é briga com outros animais. Limpamos, passamos remédio e analisamos a situação. Não foi briga, O ferimento era de algo que foi jogado quente em cima dele, não sei se foi acido, se foi água quente, só sei que foi maldade.

Como sempre deduzimos e culpamos alguém. Só podia ser coisa do velho nojento do lado, que briga até com as crinças que brincam em sua casa. Alimentamos raiva contra ele. Julgamos, mas nada podiamos provar. Nos enganamos e eu senti muita culpa por isso, ele não fez nada, quem fez foi o proprietario.

No final de semana, sábado em nosso pleno descanço, o proprietario da casa, bate em nossa porta, em sua total ignorancia, chamando Sir Saponildo, por que o Cascão subiu no forro da casa dele e derrubou, que era pra ele ir lá tirar o bicho.

Saponildo sai se quebrando tudo. Cascão estava na área do crime, sim estava. José tirou o bicho de lá. E iniciou uma conversa com o proprietario da casa. O "Fulano FDP", sugeriu que nós poderiamos dar o gato por que o gato estava só dando desdepezas, etc etc etc... Saponildo bufando disse que pagaria qualquer eventual prejuizo, mas que dar o gato ele não daria!...

No dia seguinte ao ocorrido, ouvi o "Fulano" tramando um plano maquiavelico contra meu gato, desde a dar chumbinho a extravia-lo por ai, mas essa segunda opção foi descartada por ele, pq segundo eles "gatos voltam sempre pra casa".

Eu estou esperando a filha de 3 anos dele, ficar berrando na minha janela pra dizer a ele, que já que está incomodando dá ela pra outra pessoa, extravia ou dá chumbinho pra ela! Com certeza o covarde só faz esse tipo de coisa com bicho! E com o bicho dos outros, pq ele também tem cachorro.

É como eu sempre digo, quem tem telhado de vidro não devia ficar atirando pedra no dos outros!

Resultado, desde aquele dia passamos procurar uma nova casa. Achamos, estamos de mudança amanhã.

Bicho não pensa, com certeza não fez de propósito em derrubar o forro. Nos propomos a pagar o prejuizo, e não precisava machucar o gato, dizer que ia matar e eu não duvido que não mate, ele mata rapoza a pauladas, dar chumbinho para um gato nem ia doer.

Era algo tão simples, que poderia ser resolvido sem ignorancia, sem maldade. Era só chegar e pedir que deixassemos a casa e que  mantesse o gato fechado pra não ocorrer mais os fatos.

Amanhã completa uma semana que Cascão não sai de casa! E assim será onde vamos morar, ele terá de se acostumar.

Por isso que eu digo, pra mim, hoje, não basta uma pessoa gostar de animais. Ela precisa gostar de TODOS os animais! Por que quem gosta de TODOS os animais não cogitaria a hipotese de se doar, abandonar, matar um bicho que há 5 anos faz parte da MINHA família.

segunda-feira, 22 de março de 2010

A escada da vida

CENA 1 - Uma pessoa sobe facilmente vários degraus de uma alta escada, sem dificuldade e chega ao topo, nesse trajeto cai algumas vezes, um ou dois degruas abaixo sem se machucar e rapidamente retoma ao fim da escada, permanecendo lá em cima.

CENA 2 - Uma pessoa sobe com grandes dificuldade cada degrau desse escada, vagarosamente. Por motivos inúteis, desequilibrio, cansaço, empurrões, defeitos na escada, ela tropeça várias vezes, caindo sempre vários degraus abaixo, ou tem que recomeçar a subir. Cada queda essa pessoa se machuca toda e perde um tempo se recuperando, pra voltar a subir cada degrau. Um caminho tortuoso que a leva até o topo, além da demora em subir, não consegue permanecer no alto da escada por muito tempo e volta a cair.

Analogia com minha vida. Minha vida é a CENA 2.

Quando eu penso que está tudo bem, eu despenco vários degraus, e por várias vezes eu voltei a estava zero. Cada queda deixa cicatrizes. E eu tenho que juntar forças para subir vagarosamente os degraus da minha vida. A vida dos outros parece eternamente a reprodução da CENA 1.

E como eu sempre digo "desgraça pouca é bobagem!". As coisas não acontecem em doses homeopáticas, não! São em doses cavalares. O mundo desaba sobre minha cabeça de uma vez só!

O bom, é que eu já sei de cor o caminho da escada da minha vida, caio e me levanto, não importa com que dificuldade, mas nenhuma queda nunca me impediu de recomeçar.

A novela da minha vida recomeçou em todos os sentidos. Uma nova pneumonia, uma nova mudança de casa. Nada disso eu queria!

São os brinquedos esquecidos pelos filhos do destino nos degraus da escada da minha vida!