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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Uma dose de gentileza...

Passando de um bloco para o outro, vejo de longe um senhor, baixinho...esfregando avidamente uma mão na outra, roupa surrada. Bem próximo ao portão dos fundos. Parecia estar tempo ali...pensei que ele tivesse esperando alguém ou ia pedir alguma coisa.."tomara que ele não me chame"...

Me chamou...lá fui eu com passos lentos e curtos, analisando a situação, prejulgando. Quando me aproximo dele...notei que ele realmente queria pedir uma coisa. Nas palavras dele e de forma muito envergonhada e educada "a senhora teria um papel e uma caneta pra escrever pra mim..".

Sorri. Ele só queria um bilhete e não sabia escrever.

Fui até a sala mais próxima achei um papel, uma caneta e voltei ao portão. As outras olhando com desconfiança...sem saber ao certo o que acontecia..

Com papel e caneta em mão escrevi o que ele me pediu: "Fui a N. resolver uns problemas da minha esposa, volto amanhã. Ass..L" Ele ditou certinho o queria...

Entrego o papel na mão dele, um olhar de agracimento e a sensação maravilhosa de ter feito o bem a outra pessoa.

E depois a explicação pra quem viu de longe e não entendia...o sorriso foi contagiando. Posso ser doce quando é preciso.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Um email que não será enviado...

É com dor e sentimento que escreverei as palavras que seguem...Demorei muito tempo para tomar a decisão que comuniquei a ti. Eu fui ao meu limite, o limite de se esperar qualquer tipo de reação.

Naquela madrugada de sábado, quando por qualquer razão eu acordei e fui olhar a hora no celular e vi uma notificação de email, imaginei que fosse qualquer coisa, menos você! Que por diabos não me ignorou essa vez? Seria tão mais fácil pra mim.

Apos meia dúzia de palavras impessoais e escritas as pressas, perdi meu sono e perdi a conta de quantas vezes eu as reli, procurando nas entrelinhas palavras que você não escreveu.

É fácil recordar o que te convinha, mas lembrar em quantas vezes eu disse que sentia saudades, as vezes que eu lembrei de você e as tantas outras que você mesmo assumiu que conseguiu ignorar, com maestria.

Eu não. Eu explodo em sentimentos e assumo o que eu sentia. Por isso minha cabeça erguida por que eu tentei e você com certeza vai carregar o peso de quem preferiu se omitir.

Eu não tentarei mais..
Diferente de ti, minha dor crônica mora no coração...
E de qualquer forma você terá exito.

Eu vou continuar a sentir saudades, vou continuar a lembrar de ti...

E você não vai precisar ter o trabalho de me ignorar, por que isso é desumano, é desrespeitar a mim e a história linda que tivemos.

Eu merecia ao menos um pedido de desculpas...

domingo, 22 de maio de 2016

Um olhar....

Fiz o prato da Lígia e fui fazer o meu. Esbarro com ela na volta para a mesa, peço desculpas e não percebo que ela estava sentada a mesa da frente.

Aquela sensação estranha de ser observada, não era sensação era aquela mulher me olhando. Pergunto para Saponildo se meu batom estava borrado, ele diz que não, por garantia resolvo tirar tudo. E ela continua a me olhar.

Olhei de volta pra ver se a reconhecia de algum lugar, sou péssima fisionomenista. Mas não, sua aparência não me recordava de ninguém, não tinha nada de especial, uma mulher de meia idade, loira, magra e com um olhar angustiante.

Eu a comer e ela me olhando, pensei em várias coisas...meu cabelo, minha roupa... meu rosto. Saponildo estava a minha frente e não seria tão estupido de não me avisar se houvesse qualquer coisa errada comigo...

...mas não.

Eu nunca havia me sentido tão constrangida com um olhar, menos ainda de uma mulher.

Mistérios...