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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Infeliz coincidência...

Ontem na volta pra casa, mal entro no ônibus, sento, me ajeito... na rádio do ônibus....

"I've been roaming around

Always looking down at all I see
Painted faces, fill the places I can't reach

You know that I can use somebody"

Um longo suspiro, parece que quanto mais você tenta esquecer algo, mais o universo conspira!

Um bom final de semana a todos....

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Uma pontinha de saudades

Uma pontinha do coração doeu quando sentei aquela mesa e vi os olhares de interrogação me fuzilando, o coração apertou e eu senti saudades.

Saudades de saber quem eu era e que não precisa de apresentações, saudades de ser aceita com todos meus defeitos e saudades do carinho, dos olhares amigos, dos sorrisos de todos os dias, saudades da hora do café, dos assuntos descabidos, saudades de ser chamada apenas por Lu, saudades de saber de tudo exatamente como era, saudades de não precisa provar que sou boa em alguma coisa. Apenas saudades.

É assim, eu sei, vai passar, todo recomeço não importa, sempre da essa saudade do velho. Será um caminho necessário a trilhar, mas eu sei que logo isso deixará de ser saudade para se tornar rotina, a única coisa que vai mudar serão os olhos e os sorrisos.Bom.. esses ficarão apenas na minha lembrança, mas a vida é assim, pessoas vem e vão em nossas vidas!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Os dois lados

Sim, eu novamente troquei de local de trabalho. A motivação inicial era a possibilidade de trabalhar em um lugar maior e bem tradicional, mas era apenas um namoro de propostas.

A gota d`água: Em inicio de janeiro voltei ao trabalho e logo "a empresa" contratou uma outra menina que cobriria o outro horário e que eu teria que fazer o treinamento, se como o que a gente faz precisa de algum treinamento, é conhecimento e um pouco de criatividade com uma pitadinha de vocação.

De cara percebi que ela não fazia o perfil da empresa, falava errado, matuta, por vezes grosseira pela própria ignorancia, mas tinha a formação e muita vontade de trabalhar, a necessidade. Com a calma que eu tirei do fundo da alma, fui explicando e mostrando como que as coisas deviam ser feitas: organização e capricho. A bichinha era chata, perguntadeira, mas era boa gente, tinha um bom coração.

Semana passada a dona da escola deu uma chamada nela na minha frente, como se achasse bonito tal atitude, disse coisas horriveis a ela, humilhou ao ponto de eu ficar constrangida. A menina saiu e não parou mais de chorar, pediu as contas.

E eu? Pedi junto. A cena não saiu da minha cabeça, comigo ela nunca fez isso, nem de perto, ela sempre me respeitou, assim como eu respeitei ela, mas eu não aceitei a forma como ela tratou outro ser humano, poderia dizer as coisas de outra forma.

A gente nunca pode esquecer que já esteve do outro lado e se não esteve um dia poderá estar.