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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

hoje...

O dia que não começou tão bem, está se encaminhando melhor.

Pela manhã, tiro a moto da garagem (desligada, por que ninguém merece ouvir ronco de moto antes das 7 da manhã, então eu respeito os outros), já no lado de fora do prédio abro o banco pra pegar o capacete e guardar minhas coisa e pá.. PÁ! Mas foi um susto mesmo... e cadê meu capacete?

Vizinho que saia junto pergunta pra mim se podia fechar a porta e eu disse não e me encaminhei para o interfone.."Saponildo desce com outro capacete por que o meu roubado!".

Cara, minha moto foi arrombada dentro do meu predio, isso dói! Ja andava desconfiada, por que uns dias atras eu abasteci o que normalmente daria para uma semana, dali dois dias tive que abastecer novamente por que ja estava sem combustivel, comentei a Saponildo o fato, e levantei a hipotese de alguem estar roubando na garagem, ele disse que era coisa da minha cabeça.

Hoje ele viu bem "a coisa da minha cabeça", pois essa coisa foi roubada! E o pior, quem roubou levou um capacete rosa, com um moletom velho dentro, uma corda velha, uma sacola de papel e até uma propaganda isso é miseria demais.

Só sei que sai muito revoltada de casa, atrasada com os espelhos desalinhados, e na pressa, com a moto em movimento fui tentar arrumar os espelhos, pq nao via nada que estava atras de mim, me desequilibrei e segurei a moto na perna, resultado perna doendo, machucada e sem capacete rosa e mais doloroso ainda, sem meu velho casaco de moletom, pq era velho mesmo, só tinha valor pra mim...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

[a sociedade...]

Escrever sobre o que leio é apenas uma maneira pra encontrar assunto para abordar aqui no blog. A vida anda tão enfadonha, tão "na mesma" ou falta do "na mesma" que não dá animo pra escrever, não dá animo para falar e a vida perde um pouco do brilho, do sabor.

Ando lendo bastante, pra mim a leitura é um refugio muito maior que a escrita, por que quando estou lendo é introspecção, eu vejo a vida como uma observadora, quando escrevo eu exteriorizo tudo que eu tenho guardado. O fato de eu escrever agora, talvez seja um progresso, uma abertura do casulo.

Culpa do cansaço? Não eu acho. Acredito que pode ser um tanto de frustração. Eu criei expectativas enormes do que era e do que seria minha vida. Afinal não vivia na normalidade e agora que tudo voltou ao normal, esse é o problema, tudo voltou ao normal. A vida em sociedade é muito cruel.

O trabalho me cansa, conviver com as pessoas cansa mais ainda. Talvez eu seja muito exigente, chego a pensar que o problema é comigo, que eu levo a vida tão a serio, mas quando observo os outros chego a conclusão que eu não estou errada e que eu não vou agir contra aquilo que eu acredito ser o certo para ficar dentro da normalidade.

Não acho certo nenhuma forma de traição, não acho certo falar mal da vida alheia, não acho certo classificar as pessoas pelo o que elas sabem, o que elas tem e pela cor da sua pele. Não acho certo se aproximar das pessoas por algum interesse. Não acho certo fingir que gosta de uma pessoa.

Porem a vida em sociedade te cobra esse rebolado, entre aquilo que você não acha certo e aquilo que você deve fazer e o que você deve abstrair, ficar em cima do muro, não ter opinião formada, ou você é taxada de conservadora, careta, nerd, velha, só por que minhas opiniões não agradam a maioria e isso é o que me desgasta, o personagem que tenho que criar todos os dias para encarar a vida la fora.

Sorrir pra quem fala de mim pelas costas. Sorrir pra quem eu sei que faria qualquer coisa pra ficar no meu lugar. Me omitir diante de uma fofoca, mesmo querendo defender quem não pode se defender. Afirmar o tempo todo que eu não nasci sabendo que tudo que eu aprendi eu corri e corro atrás pra aprender. Mostrar que ser profissional não é ficar puxando o saco de superiores. É ser educada com o vizinho que não entende que você tem o que tem, por que você trabalha enquanto ele dorme. É ter que enfiar goela abaixo dos outros que você não quer ter filhos por opção e que meu sonho não é ser mãe, e ver a pena nos olhos alheios.

E eu sou acida demais para uma sociedade que finge ser doce.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A janela entreaberta - Carlos Luz

Terminei esse livro algumas semanas atrás. No começo não dei nada por ele, fininho, algumas gírias, parecia um romancezinho adolescente daqueles bens ruins, massss  com o desenrolar da coisa me surpreendeu, me prendeu, ao ponto de termina-lo de ler em dois dias, exatamente um final de semana.

O autor auto denomina o livro como um suspense com toque de fênomenos sobrenaturais, talvez assim eu compreenda por que o livro não estava na sessão de livros espíritas da biblioteca, pois foi assim que eu o classifiquei.

Identifiquei-me com a personagem principal, Lucia, 22 anos. Sua curiosidade, rebeldia e seus sonhos, não sonhos de objetivos, mas aqueles que quando acordamos nos deixam pertubados, procurando explicação pra tamanha realidade, talvez o livro tenha essas respostas, pra quem acredita em outras vidas, fica a dica, pra quem não, não posso fazer nada.

Página do autor : Carlos Luz