sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

pai...

Hoje completa uma semana que sonho com meu pai todas as noites. De certa forma bom, ele ao menos assim parece tão real, tão presente. Dizem que os sonhos são reproduções de nosso inconsciente, então passei os dias a refletir de que maneira o meu pai foi para ali dentro.


Já fazem anos que meu pai partiu, a memória dele já não está presente no meu dia a dia. Só hoje ao acordar cheguei a conclusão de por que estou a sonhar tanto com ele. No natal, recebi via whattsapp, fotos antigas da família que um primo tinha em casa, respondi, agradeci, mas não dei muita bola, eu mal aparecia nelas e quem aparecia não me interessava, não vi meu pai nelas. E quando olhei as crianças, senti uma dorzinha no peito e olhei pra minha filha e pensei em como gostaria que ele tivesse convivido com ela. Apenas isso, e vieram os sonhos.


Discutimos, rimos e nos entendemos, assim como era. O de hoje em especial, estávamos naquela casa velha de madeira em que vivemos por anos, eu ouvia ele reclamando, resmungando pra minha mãe e ela quieta, eu estava no quarto e eles na cozinha. Não aguentando mais ouvir eu saio pra dizer umas verdades pra ele, de inicio ele ficou bravo pelo enfrentamento, depois começou a rir, como se visse ele mesmo em mim ou se eu tinha a atitude que ele esperava da minha mãe, e ele saiu rindo e eu acordo...


Eu encaro isso como uma prova dele aos meus pensamentos, uma forma dele me dizer que está presente todos os dias.


Agora deu pai, já pode parar de tulmutuar minhas noites!

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