quinta-feira, 11 de julho de 2013

Desanimo

Sabe... as vezes eu tento fazer tudo certinho, quer dizer, eu tento fazer o que eu acho certo, mas tem muitos dias que eu não consigo.
 
Minha vida não é um filme americano, que mulheres acordam cedo, super dispostas, saem pra correr, voltam pra casa fazer café para os filhos e marido, levam os filhos para escola, trabalham, voltam pra casa, cuidam da casa, lavam, passam, vão ao mercado, fazem compras, cozinham e estão sempre lindas e maravilhosas.
 
Não é, nunca foi e nem será assim.  Tá certo, que já fui mais animadinha, já enfrentei problemas maiores e nunca me abati tanto como agora. Estou desanimada, deve ser por meu senso de perfeccionismo de querer fazer tudo como eu julgo certinho, acabo me frustrando e não fazendo nada.
 
Não consigo acordar cedo e nem dormir cedo, estou comendo como uma louca e o peso até então que era algo controlado, agora perdeu o controle e isso me deixa ainda mais angustiada. Meu cabelo cai impiedosamente, minhas unhas nunca tiveram tão feias, quer dizer, o que sobrou delas, pq a maior parte eu roi, minha pele está seca, minha sobrancelha por fazer, cheirando a leite azedo. Estou acabadinha e não tiro forças para reagir.
 
Minha casa só não esta um caos total, pq nos poucos dias de animo, eu coloco as roupas na maquina. Mas tenho pilhas da roupa da Lígia pra passar, a pia está transbordando de louça, minha cama está um ninho e o banheiro está desagradável.
 
Eu sempre gostei de levar as coisas em ordem, não sou a rainha da organização, mas no geral está sempre tudo organizado, limpeza por cima... o mesmo comigo, nunca fui impecável, mas mantinha minhas unhas e minhas sobrancelhas em ordem.
 
Sinto-me fracassada, por isso decidi que mês que em volto a trabalhar, é para a minha saúde e para a saúde de minha filha, não sera saudável para nos ficarmos em casa uma em companhia da outra, ela irá para uma escolinha, ter tardes mais animadas e talvez assim eu recupere o animo em viver.
 
Hoje no inicio da tarde, eu e Saponildo no quarto na sacada, quando olhei para a vizinha, fiz um comentário irônico com ele.. que se eu tivesse filho com 15, hj eu já poderia ter uma filha de 15 anos e estaria em casa de boa, sem me preocupar com nada, e ele disse para eu ter calma, que logo eu voltaria a arrumar o cabelo, cuidar das minhas unhas e teria mais tempo para mim. O estranho é que eu não reclamo dessas coisas pra ele, acho que ele está sentindo mais falta de mim do que eu mesma...

3 comentários:

Dora disse...

LucÍ! Saudades! Olha, eu entendo cada uma das suas palavras. Aliás, eu vivi cada uma delas...rs Eu nem sei se serve, porque às vezes parece que é bem fácil falar, né? Mas eu te garanto que no meu caso, falo com conhecimento de causa. E compreendo que o mais difícil de tudo é a sensação de que "aquilo" (o caos completo) é para sempre ou, pelo menos vai durar muito ainda, mas passa. É uma fase. Depois dos seis meses, vai melhorando a rotina, mas é devagar, sabe? E por isso às vezes é enervante. E se a bebê só mama, então, a gente se sente ainda mais consumida. O problema é que ninguém diz isso a gente antes. E aí, o elemento surpresa é grande. Mas vale a pena, Lucí. Engraçado que eu também pensei isso: eu poderia ter um filho quase adulto já...rs Um cheiro bem grande e "muita calma nessa hora".

Dora disse...

Ah! E na segunda vez é bem mais fácil...rs

Pietro disse...

Dora, será que quando eu chegar no 8º já vou conseguir dormir na primeira semana após o nascimento? Fale-me mais por favor...