sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Natais passados.
Essa primeira parte, vai dos meu 0 a 8 anos. Pensei muito para fazer essa divisão dos meus natais por idade, afinal existem marcos nessas idades que eu escolhi para limites entre uma fase e outra.
Não lembro exatamente de todos os natais até meu 6 anos. É muito tempo, mas lembro exatamente os presentes que eu ganhei. Afinal eu só ganhava brinquedo (é brinquedo, por que era só um! e somente no natal!).
Nessa fase as principais lembranças que eu tenho, era minha mãe fazendo a faxina de final de ano! Era uma loucura e eu era a sua fiel ajudante. Ela lavava até as paredes (É. Nós eramos pobres e meu pai relaxado, não se pintava a casa, se lavava as paredes!). Geralmente aqueles parentes que a gente não gostava, ficavam acampados em nossa casa, meu pai bancava tudo, minha mãe era uma amelia na cozinha (com sua fiel ajudante, que mesmo menina ela ja colocava lavar louça e alguns outros afazeres).
Lembro de meu irmão ser a única pessoa que podia tocar na árvore de natal pra arruma-la e minha mãe somente deixava ele fazer isso, ele era o único grande, mas a magia do natal era minha.
Tinhamos uma árvore que minha mãe economizou o dinheiro o ano todo pra comprar. Eu achava ela a coisa mais linda que existia e sonhava com o dia de natal que eu acordava e encontrava todos os presentes em baixo dela.
Ela era verde, de uma material que eu nao sei o nome, parecia papel aluminio verde molinho, tirinhas bem finas formavam as pinhas. Com varios enfeites, inclusive os personagens da turma da monica vestidos com temas natalinos que vinham nas bandeijas de iogurte, só nao lembro a marca, mas acho que era Danone.
Lembro apanhar muito da minha mãe (isso eu com uns 4 anos), por que o pinheiro ficava na sala e minha mae recebia as clientes pela sala (minha mae é constureira e naquele tempo não existia lojas em minha cidade, entao minha mae era muito requisitada!). Quando a cliente tinha uma amiguinha pra eu brincar eu a levava para mostrar o pinheiro e eu ia mostrar as "Bolas" e sempre quebravamos uma (elas eram tão frageis!).
Os presentes que eu ganhei.
4 anos - Foi uma boneca "meu bebe". Ela parecia enorme, eu que era pequena. Minha mãe tem ate hj ela. O nome dela eu dei de "Raquel".
5 anos - Eu ganhei minha primeira bicicleta, eu mal conseguia subir. Era uma Caloi (não esqueça da minha caloi!". Era azul com branco e tinha um cestinha pra carregar as coisas, meu principal desejo.
6 anos - Ganhei uma "chuquinha", aqueles micro bebes barrigudos e pelados sem cabelos, ela vinha em uma maletinha, era linda. "Até hj eu tenho uma paixão por chuquinhas!."
7 anos - Minha mãe mandou fazer em um marceneiro um jogo de sofá, ele era amarelo com almofadas rosas. E um jogo de jantar, tinha uma estante linda e com uma mesa com 4 cadeiras.
8 anos - Ahh esse presente foi o único que eu pedi e ganhei!.. A Barbie!.. Queria a noiva e ganhei a Lingerie.. minha mãe não tinha dinheiro pra comprar a noiva.
Eu acreditei em Papai Noel até os 8 anos! Até aos 6 eu esperava deitada no sofá da sala por ele. E ia dormir preocupada por que segundo minha mãe ele entrava pela janela e eu não queria que ela fechasse.
Lembro de chamar por muitos anos meu pai de Papaieu...
Até meus 8 anos, eu amava o Natal.
sábado, 20 de dezembro de 2008
•Cartinha ao Papai Noel•
Esse desafio foi proposto pela Nanda Assis do Blog Luz dos Olhos e fiquei muito ansiosa por faze-lo, afinal eu tenho muitas contas a acertar com esse "bom velhinho" não é de hoje!
Queridissimo Papis Noel,
Está vendo como eu modernizei, pois é senhor de barba branca, eu também cresci. Quando foi a última vez que nos falamos? 20 anos atras talvez? É. Eu sei, eu era apenas uma menina.
Uma menina feliz que acreditava em coisas mágicas, como o Natal. Lembra o que te pedi aquele ano? Não era muito né? Vem cá e quando é que o senhor pensa em me dar aquele presente?
Bom, já não me importa mais. Cresci e não brinco mais. Eu queria tanto aquele "Meu pequeno Poney". Sonhava com ele. Eu entendi quando meus pais disseram que não deu tempo do senhor entregar meu presente. Será que 20 anos não é tempo suficiente?!
Esse ano, não quero pedir nada não. Não para mim. Gostaria de pedir que o senhor fosse um velhote camarada e desse um natal melhor para todas as crianças cujas famílias foram vítimas de enchentes aqui do meu estado, e quem sabe no meio delas não exista uma linda menina de tranças sonhando por um Pequeno Poney, existe uma chance de redimir-se. Não é?
*Bom final de semana a todos*
