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terça-feira, 11 de agosto de 2020

Viciada em ... (PARTE II)

 Foi em um dia desses que caí na história do romance entre Cam e Amélia (Desejo à meia noite-Lisa Kleypas).

Ohh céus e como desejei Cam! Um cigano que me fez suspirar por dias.

E aquela questão andava me incomodando "por que a vida real não era como nos romances? cheio de final felizes?".

O que me estava faltando era só olhar e observar..

"Em um amanhecer, passo a minha mão pelo lado para ver se ele ainda estava ali, como sempre faço.. é uma forma de saber a hora. Ele segura a minha mão e puxa. Eu queria dormir mais, e ele segurando minha mão, beija cada dedo de forma mais carinhosa possível e a leva de encontro ao peito e com a minha mão ali eu adormeço. Quando acordei ele já não estava mais ali...Não foi um sonho, foi real, lembro de ouvi-lo dizer que me amava e a sensação do calor dos beijos e do calor do corpo ainda estava presente."

E o que aconteceu nessa manhã me expandiu a mente, passei a olhar para minha própria vida. Eu tenho o meu próprio cigano Cam...

Os olhares, os sorrisos, a paciência, o carinho...como pode um homem me amar tanto mesmo depois de tantos anos. Eu tenho um final de feliz, seria como transformar a nossa história em livro.. e um epilogo logo estaria ali...

Não temos um final feliz, simplesmente por que não há final, estamos ai vivendo nossos dias e nos reencontrando e nos redescobrindo e a capacidade que ele tem de me reconquistar é infinita.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Viciada em... (PARTE I)

Bendita hora em que meus olhos caíram em um tipo de leitura: romances históricos.
Foi minha total perdição. Viciei.

Eu andava meio entediada com minhas leituras, queria ler apenas o que "me acrescentasse algo" e nem sempre o que nos acrescenta, é o mais prazeroso. Até que eu vi minha sobrinha comentar "eu leio o que eu quero por puro prazer!". Foi a deixa... precisava de livros sem pretensão.

Eu busco livros em grupos no Telegram, o que me parece interessante eu encaminho para um canal especifico. Em uma noite dessas, um mês? dois? Fui la no canal, olhar livros que havia separado, seja por nome, ou por descrição.. e por feliz sorte ou azar... cai nos livros de Julia Quinn...e depois nos de Lisa Kleypas.

Eu não tive mais vida produtiva desde então.

Leio até de madrugada, acordo cedo com vontade de ler, da quase um livro por dia!

São histórias envolventes.

O que me fez refletir...

O por que eu estou devorando esse tipo de leitura?

Cheguei a uma conclusão...

Por que de certa forma, as histórias contidas nos livros, representam todos os meus amores que não deram certo, sem o final feliz. O que me deixou melancólica por vários dias, frustrada. 

Por que na vida real não é como nos livros?

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Leituras

Assim que eu recebi o diagnostico, minha psiquiatra sugeriu que eu fizesse umas leituras, que eu procurasse ler sobre o assunto que bem provável que eu entenderia melhor do que ela me explicando com os jargões médicos, sem me sugerir livros ou autorias, apenas explorasse o que tem no mercado.

Esse foi o primeiro livro que li, Não sou uma só: diário de um bipolar - Marina W., confesso que iniciei a leitura devido ao titulo, me parecia mais informal. E tristemente me surpreendi, me vi em vários relatos.

Assim como ela, não falo abertamente sobre o assunto, só mesmo aqui e com algumas pessoas intimas que sei que jamais vão me julgar. Não é vergonha, só não quero passar pelo esterótipo das minhas ações ou não ações, como se tudo o que eu fizesse ou deixasse de fazer é "porque ela é bipolar". É muito chato e revoltante, então deixamos assim, ninguém precisa de fato saber, tomo os meus remédios pra me manter estabilizada.

Ela também faz o relato das fases agudas depressivas, em que ela não saia da cama, mas sempre mantinha um livro pra pensarem que ela estava fazendo algo, eu fiz o mesmo, não tinha vontade de levantar, mas levantava e ia para o sofá, ligava a TV, para passar a sensação que eu estava fazendo algo, para não se preocuparem comigo e  não ..eu não estava nem mesmo nesse planeta. Estava longe, vazia e mergulhada em dores internas.

Os relatos, as loucuras, foi uma especie de manual, do que sou e do que posso esperar. Dos loucos relacionamentos dela, da necessidade de seduzir e apenas seduzir, sem querer de fato levar nada adiante para o lado físico. A falta de interesse sexual ou a compulsão. Como ela mesmo relata, bipolares são sedutores, já ouvi isso de alguém e hoje reconheço que jamais essa é minha intenção consciente.

Fiz outras leituras, que me acolheram e me fizeram entender um pouco mais o lado obscuro da minha mente, dos meus gatilhos e dessa metamorfose de ir de um extremo a outro.