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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

domingo, 6 de novembro de 2011

giz

E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero

Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte

E, pra ser honesto,

Só um pouquinho infeliz...

.......

(Legião Urbana)

sábado, 5 de novembro de 2011

Dewey - Um gato entre livros

Um dia desses, passando pelos corredores da biblioteca municipal, sem nenhum foco, somente a procura de um livro qualquer que chamasse minha atenção. Sim por que eu não vou a biblioteca com pré listas de livros, por que o que eu gosto mesmo é de andar pelos corredores e ser achada por algum livro, por que foi assim que já li os melhores livros até hoje, os livros que me acharam.

Foi assim com Dewey -  Um gato entre livros, passando avistei a capa, aquele lindo gatinho, foi amor a primeira vista, o livro só poderia ser bom, unia animais e livros, minhas duas paixões.

O livro realmente me surpreendeu, mesmo eu gostando de animais, eu evito ler livros e ver filmes sobre eles, por que geralmente são histórias bem tristes. A de Dewey, começou bem triste, pois ele foi abandonado em uma caixa coletora de livros em uma madrugada fria, mas parou por ai, a escritora teve a sensibilidade de contar somente coisas bonitas e quem tem gato tão logo se identificou com tudo, pelas atitudes semelhantes típicas de todos felinos.

Como era de se esperar na metade do livro eu mesma já estava esperando o pior, por que é sempre assim, mas ela manteve o tom e Dewey morreu com dignidade, não ouve apelo emocional, não me senti mal ao terminar o livro, como geralmente me sinto, quando li outros do mesmo genero, a carga emocional foi contida.

E pra quem não lembra também sou a dona do Cascão, que também adora dormir em cima da minha impressora, de jogar minhas canetas pelo chão, de amar ver a água sair da torneira, de dormir no sol, se esfregar na planta de erva gato, de dormir em cima da roupa da gente e encher de pelo, aquele que ama a sua caixa de areia com areia nova. Acredito que todos que já tiveram uma relação incondicional com gatos, viram em seus bichanos um pouco de Dewey e compreenderam o amor da escritora por ele.