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segunda-feira, 30 de maio de 2016

frio?

Hoje eu mal sento para tomar café...
"Luuu aquele teu marido não sente frio??!!!"

Tipo...eu olho para um lado, olho para o outro..
"Oi? É comigo?" (pensei  mesma)

Sorri. Afinal a pessoa que perguntou é uma sem noção...

"Pior que não menina! É um trabalho pra colocar roupa nele!"...respondi.

E ela vem me dizer que vem reparando...quando ele vem trazer eu e a Lígia...que com aquele frio.., de manhã cedo de camiseta e bermuda..

Meu pisca alerta detectou mulher solteira na área reparando no corpinho do meu marido. Tirando o fato do meu ciúme ter esse mesmo tom de brincadeira, realmente ele não usar a roupa compativel com o clima me incomoda demais. .

As vezes é assim: "ou tu coloca roupa ou eu não vou até a esquina com você!". Protestando ele coloca...mas reclamando muito!

quinta-feira, 26 de maio de 2016

o batom...

Nessa mesma época do ano passado, mais a frente, eu sentei no consultório dela primeira vez. Com a roupa desalinhada, de rabo de cavalo, unha roída, sem maquiagem no rosto, despida de joias e com olheiras que me denunciavam que algo não andava bem.

Depois de me sentar, chorar e dizer que eu não queria estar ali, mas que eu precisava e não sabia por onde começar e o que estava acontecendo comigo já que eu não tinha nenhum problema aparente e já tinha superado tantas adversidades.

Entre conversas ela pega um espelho e pede para eu me olhar. Eu me olho e ali estava todas as minhas respostas.

Ela me questiona sobre vaidade. Eu digo a ela que não tinha. Ela pede que eu observasse minha pele, meu cabelo e minha sobrancelha. Sim eu tinha vaidade. A conversa transcorre por esse caminho.

Ela sugere que deviamos começar por mim, pra eu voltar a me amar...já que eu não sabia como..que deveria passar um batom todos os dias. Um ato bem simples, até a nossa próxima consulta.

Eu saí de lá, com a sensação de tempo perdido. Mas com a pulga atras da orelha. Na manhã seguinte antes de ir trabalhar, na frente do espelho eu lembrei da conversa e resolvi tentar. 

Passei o batom. A mágica aconteceu...

...aconteceu por dentro. Por que eu tinha só um batom? Ja que eu usava tanta maquiagem! O por que e quando eu deixei de usar? Eu so tinha por que era obrigada a ter um! Pq mesmo destacando os olhos as vezes eu tinha aquele marrom cor de boca pra quebrar o galho.

Olhei a minha volta entre tanta maquiagem, cremes de corpo,rosto, cabelo, muitos esmaltes, joias...o por que de só um batom?

Fui trabalhar com essa questão na cabeça. No meio do trabalho me veio a cena "da gente discutindo, ele me virando as costas..de eu ir atras dele..dele sentado onde a gente pegava o onibus, palavras ditas e não ditas, ele ameaçando ir embora e eu rebolando a embalagem de um brilho labial nas maos".

O fato é que essa pessoa nao gostava do meu batom e do meu brilho e mesmo assim eu usava. A relaçao nao terminou por causa disso. Meu inconsciente interpretou dessa forma, ao ponto de eu evitar. 

Depois daquele dia, de encontrar a resposta dentro de mim... passei a todos os dias a usar batom. E todo resto entrou em harmonia, voltei a me enfeitar. Comprei muitos outros e ontem coloquei fora, por que terminou...aquele que por tanto tempo foi meu filho único e me veio a tona toda essa história.

Mandei uma mensagem a psicologa, agradecendo por tudo o que ela tinha feito, já que eu nunca mais voltei lá...e ela me respondeu "a culpa nunca é do batom".

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Uma dose de gentileza...

Passando de um bloco para o outro, vejo de longe um senhor, baixinho...esfregando avidamente uma mão na outra, roupa surrada. Bem próximo ao portão dos fundos. Parecia estar tempo ali...pensei que ele tivesse esperando alguém ou ia pedir alguma coisa.."tomara que ele não me chame"...

Me chamou...lá fui eu com passos lentos e curtos, analisando a situação, prejulgando. Quando me aproximo dele...notei que ele realmente queria pedir uma coisa. Nas palavras dele e de forma muito envergonhada e educada "a senhora teria um papel e uma caneta pra escrever pra mim..".

Sorri. Ele só queria um bilhete e não sabia escrever.

Fui até a sala mais próxima achei um papel, uma caneta e voltei ao portão. As outras olhando com desconfiança...sem saber ao certo o que acontecia..

Com papel e caneta em mão escrevi o que ele me pediu: "Fui a N. resolver uns problemas da minha esposa, volto amanhã. Ass..L" Ele ditou certinho o queria...

Entrego o papel na mão dele, um olhar de agracimento e a sensação maravilhosa de ter feito o bem a outra pessoa.

E depois a explicação pra quem viu de longe e não entendia...o sorriso foi contagiando. Posso ser doce quando é preciso.