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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Voltei a almoçar sozinha, minha companheira esse ano estuda a tarde e Saponildo não almoça em casa, então é um momento que eu acabo pensando mais.

Feriado se aproximando, Saponildo irá viajar para a casa da mãe, irá sozinho, não posso ir, nosso gato ainda está tomando medicação e se eu não vou, ela também não quer ir, e ele só vai mesmo, por conta da saúde dela.

E eu pensando que amanhã é sexta, e pensando em fazer algo especial antes dele ir e aqueles pensamentos que ficam me angustiando "a gente nunca sabe quando será a última vez".

E veio uma avalanche de pensamentos, foi inevitável, lembrei de coisas que eu não lembrava faz tempo, chorei sozinha.

Lembrei do meu pai, logo após eu completar 15 anos meus pais se divorciaram e ali eu perdi meu pai e tudo o que ele representava pra mim e as lembranças daqueles últimos dias que eu não sabia que seriam os últimos.

A verdade é que meu pai naquele último ano estava intragável  a convivência, até comigo que sempre fomos tão próximos, mas naqueles dias antes desse dia fatídico em que ele saiu de casa, tivemos momentos especiais em família, como uma despedida.

Compramos pizza, sorvete e fomos jantar na casa do meu irmão. Algo muito diferente do que estávamos acostumados, cidade do interior, vida do interior.. é esse momento ficou marcado como o último em família, depois nunca mais nos reunimos.

Foi dolorida a lembrança, por que a gente nunca sabe quando será a última vez..

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