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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Ciclos

O trânsito estava quase parado, volta vamos de um passeio em Floripa, fim de tarde.. O fundo musical era uma playlist dos "melhores pagodes anos 90". Gosto? Não. Mas Saponildo que dirigia e estava com sono, precisava desse tipo de música, que a gente ouve, conhece a letra..e canta.

Eu com meus diálogos internos. Lembrando da minha vida, olhei pra ela no banco de trás, o tanto de coisa que ela já viu, já viajou e eu na idade dela, mal conhecia a minha cidade que era um c* do mundo.

Meu pai era "brigado" com a família dele (mais tarde descobri o por que) e eles só se entenderam depois de muitos anos, como consequência nos vivíamos isolados (e só viajamos depois deles se reconciliarem), meu passeio era pra casa da minha vó aos domingos, que era um bairro mais afastado e ir ao Centro (muito, mas muito raramente) e ir a escola (bem perto de casa). Anos assim.

Isso explica o fato de eu gostar tanto do conforto da minha casa, por que de onde eu vim, minha casa hoje é o meu paraíso, mas também é algo que estou tentando mudar por causa dela, não quero impor meu estilo de vida, enquanto ela não pode voar vôos mais altos sozinha, eu vou fazer o que eu puder. Me sinto desconfortável? Sim, minha bateria social é mínima, mas faz parte das minhas metas sair um pouco do casulo.

E sinto que estou quebrando o ciclo quando ela, a pouco, senta próxima a mim no sofá e "mãe, nos temos algum lugar pra ir do domingo?" Pq fulana perguntou se vou estar disponível pra gente sair junto. Fiquei feliz, por que tempos atrás ela saberia que não teria nada pra fazer e também não teria amigos para compartilhar a vida, que depois de tudo, ela quer viver a vida.

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